quinta, 04 de junho, 2026
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Aécio Neves, candidato à Presidência da República pela coligação Muda Brasil (45), concedeu duas entrevistas exclusivas à reportagem da Associação dos Diários do Interior do Brasil e Central de Diários do Interior (ADI-BR/CDI). Na entrevista de primeiro turno, falou de seus planos para a retomada do crescimento econômico do país e da urgência das reformas tributária e política. Nessa nova conversa, agora voltado para o segundo turno, ele aborda o compromisso com o desenvolvimento regional e com o fortalecimento das vocações regionais: “Um compromisso com o crescimento da economia, com a geração dos empregos de qualidade”.
24 de outubro de 2014
“Serei o presidente da ética e da decência”
Que mudanças devem ocorrer em seu discurso, agora, no segundo turno?
Aécio Neves - Vamos manter o nosso discurso e a nossa campanha. Tenho, desde o início da minha jornada, a verdade como minha maior companheira. Não estou nessa campanha para fazer um governo do PSDB ou de aliados, mas o governo das mudanças que o Brasil espera. Não estou nessa para colocar um retrato na parede, o do meu avô Tancredo Neves já honra muito toda a família. Quero ser o presidente que vai dar prioridade à educação, como fiz em Minas, que hoje é o Estado com a melhor educação fundamental do Brasil. O presidente que vai aumentar os investimentos e melhorar a gestão da saúde. Se eleito, serei o presidente que vai adotar uma Política Nacional de Segurança Pública. Serei o presidente do emprego, que vai retomar o crescimento e ter tolerância zero com a inflação. Que vai reestatizar a Petrobras, retirando-a das garras da organização criminosa que a tomou de assalto – e isso quem diz é a Polícia Federal – e devolvendo-a aos brasileiros. Serei o presidente da ética e da eficiência.
Como conquistar os 22,1 milhões de votos de Marina Silva e os mais de 38 milhões de votos, somados os brancos, nulos e as abstenções?
AN - Continuando a nossa campanha da mesma forma, uma campanha propositiva, que debata o Brasil e mostre os erros do atual governo. E agora, no segundo turno, venho recebendo apoios sucessivos de forças políticas que se somam a nós nessa caminhada. Recebemos o apoio de vários candidatos no primeiro turno, entre eles Marina Silva. Com a chegada de Marina, dos seus valores, da sua história de vida, a minha candidatura não é mais de um partido político ou de uma aliança partidária, como disse. É a candidatura que representa o profundo sentimento de mudança que hoje se alastra pela sociedade brasileira. O que está em jogo é a possibilidade de o Brasil reencontrar-se com seu próprio futuro. Tive também a oportunidade de receber o apoio de Renata Campos e dos filhos de Eduardo Campos, um gesto muito significativo para mim, que me causou extrema emoção. Sou o representante das forças mudancistas.
Para o senhor, o que motivou o crescimento de quase 12% no número de votos brancos, nulos e nas abstenções?
AN - Há um certo cansaço da sociedade com a classe política, que tem ficado latente. Mas é por meio da política que faremos as mudanças que queremos, uma saúde melhor, uma educação de qualidade, programas sociais avançando. A política, em si, é a mais digna das atividades que um cidadão pode exercer. Política é você se interessar pelo problema da sua comunidade, da sua rua, do seu vizinho, do seu país, meio ambiente, da segurança. Quando a gente se interessa por algo, que não seja apenas o seu interesse pessoal e individual, você está de alguma forma fazendo política. Não existe vácuo em política. Se os bons não ocuparem espaço, os ruins o farão. Continuarei apresentando nosso projeto aos brasileiros, com respeito e honradez, fazendo uma campanha limpa.
O que achou do nível da campanha no primeiro turno?
AN - Fizemos uma campanha verdadeira, propositiva, como faremos até o último dia. A candidata Marina sofreu com ataques do PT, como sofremos agora, como Eduardo já tinha sofrido. Na verdade, estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos. O PT tenta difundir o medo junto à população, provavelmente por não ter como explicar o pífio desempenho da nossa economia, os problemas na saúde, na educação, os 56 mil homicídios anuais no país, e a organização criminosa que tomou conta da Petrobras, como diz a Polícia Federal.
Na primeira etapa das eleições gerais de 2014, sua adversária, Dilma Rousseff, chegou a cair nas pesquisas, mas se recuperou. Isso preocupa?
AN - No primeiro turno das eleições, venceu o voto pela mudança, mesmo com o PT fazendo a campanha mais suja da nossa história. Para cada mentira dita por eles, responderemos com dez verdades. E continuaremos debatendo o Brasil, apresentando as nossas propostas. O que está em jogo não é uma eleição. É a chance de fazermos um governo transformador. Quero ser presidente da República porque posso fazer um governo em que ética e eficiência andem juntas, que tenha uma Política Nacional de Segurança Pública, fazendo o Brasil voltar a crescer, aumentando os empregos de qualidade e combatendo a inflação. Foi assim que fiz com que Minas Gerais, que governei por oito anos, tenha a melhor educação fundamental do Brasil e a melhor saúde do Sudeste.
Qual, entre os estados em que sua candidatura foi derrotada (1º turno), houve maior surpresa ou maior frustração? Por quê?
AN - Ficamos muito felizes com o resultado da eleição no primeiro turno. O que reafirmo é a confiança de que temos o melhor projeto para o país, discutido intensamente com a sociedade. Ganhamos em muitos estados e acredito que vamos ganhar no Brasil. A palavra que mais tenho ouvido nas minhas últimas andanças por aí é libertação, as pessoas querem se ver libertas das amarras de um governo que não respeita a democracia e está levando o Brasil à pior equação econômica das últimas décadas. Vemos também uma falta gravíssima de compromisso com aquilo que deveria ser essencial, mas para o PT não é: compromisso com valores, princípios.
Em que regiões ou estados deve fazer campanha mais intensa?
AN - Em uma campanha nacional, todos estados, regiões do país e municípios são prioridade. Queremos apresentar nosso projeto de país a cada um dos brasileiros, acreditando que podemos fazer um governo que alie ética e eficiência. Quero ser o presidente que vai unir o Brasil, ao contrário da candidata do PT, que tenta dividir o país entre “nós e eles”, entre “Sul e Norte”, entre “Sudeste e Nordeste”.
Se eleito, qual a sua prioridade para cada uma das regiões?
AN - Como disse, serei o presidente da integração nacional, da união dos brasileiros. E temos um compromisso já destacado com o desenvolvimento regional, com o fortalecimento das vocações regionais, das potencialidades do Norte, do Nordeste, do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul. Um compromisso com o crescimento da economia, com a geração dos empregos de qualidade, o fortalecimento do agronegócio, o aumento dos investimentos, tudo inserido em uma lógica de desenvolvimento sustentável. Mas venho sempre dizendo que a educação será a prioridade maior em nosso governo, e isso vale para todas as regiões. Proporemos, inclusive, a regionalização dos currículos do ensino médio para que os jovens fiquem mais interessados e vejam correspondência entre o que aprendem e o dia a dia deles.
RODAPÉ –
Por Andréa Leonora e Nícola Martins | A íntegra desta entrevista está disponível no site www.centraldediarios.com.br
Entrevista exclusiva disponibilizada para publicação em 135 diários que formam a rede Associação dos Diários do Interior (ADI Brasil) e Central de Diários do Interior (CDI), somando 4 milhões de exemplares/dia e com potencial para atingir 20 milhões de leitores. A força do interior na integração editorial.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.