quinta, 04 de junho, 2026
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O Deputado Federal Antônio Carlos Biffi, é candidato à reeleição pelo partido do Partido dos Trabalhadores e já realizou várias parcerias com Coxim principalmente na área da Educação. Durante visita no jornal Diário do Estado realizou duras críticas ao governo do Estado e principalmente ao prefeito de Coxim, alegando que os mesmos vêm sufocando o desenvolvimento. Falou ainda sobre empregos, obras paradas e em mensagem final pediu para que os coxinenses não desistam do município.
19 de agosto de 2014
Ana Flávia Dorsa
INVESTIMENTOS
Quais os últimos projetos que o Deputado está realizando em Coxim?
Coxim já vem contando com quase exclusividade das obras do governo federal em particular com o meu apoio e do senador Delcídio. Somos os grandes investidores dessa cidade, somando nossas ações são mais de 70 milhões aplicados, temos ainda um grande projeto para concluir, no caso a bacia do criminoso. Estamos trabalhando junto ao governo federal e esse projeto será incluído no PAC e somam mais de R$50 milhões para o saneamento daquela região, combate à erosão, uma das maiores existentes no norte do Estado e que é um grande causador do assoreamento do Rio Taquari.
ELEIÇÕES
Tenho o entendimento que com o Delcídio como governador do Estado, Coxim terá um tratamento ainda mais especial, pois tem aqui dois colaboradores, o meu mandato que ajuda bastante e tem o professor Bira, que é um incansável lutador pela cidade. Também temos o nome do senador Ricardo Ayache que é um membro do Partido dos Trabalhadores há 11 anos e faz um grande trabalho na área da saúde e já tem trabalho prestado em Coxim com o Hospital da Cassems. Não é um pára-quedista como os nomes que tem se apresentado na cidade, não é mais um candidato que vem aqui em busca de voto sem sementes plantadas.
EDUCAÇÃO
Sobre a questão da Educação sabemos que o deputado Biffi teve grandes colaborações em Coxim, quando secretário estadual de educação teve participação fundamental na implantação da UEMS, depois como deputado na implantação da Universidade Federal, e principalmente no Instituto Federal. Hoje Coxim clama por mais cursos, para que a universidade seja mais explorada. Afinal, em sua opinião elas são elefantes brancos?
Tudo isso depende da gestão. No caso da UEMS, o atual governo do Estado não incentiva quem tirou esta universidade do papel, que no caso foi criada no governo do Pedrossian, estava na Constituição do Estado com sede em Dourados. Na época ele nomeou uma reitora Leocádia Petry Leme que deixou o cargo em 2003. Depois que Zeca virou governador a UEMS ganhou vida, e foi ampliada nas 17 cidades onde ela ainda hoje existe. Mas aí entrou o governo do PMDB que asfixiou a universidade e tirou a vinculação dos 3% do orçamento destinado para a Educação para UEMS e assim ela perdeu fôlego. Ela começou bem, com vários cursos sendo implantados, com boa estrutura, mas depois morreu na praia, sendo que a primeira medida do PMDB foi tirar o orçamento e assim ela ficou à mercê do governador. Hoje o reitor Fábio Edir tem dificuldade de ampliar por que os recursos são poucos. Temos que retomar essa discussão da autonomia financeira.
Já a questão da Universidade Federal, a reitora atual está com mais de 20 processos no Ministério Público Federal por má gestão, então ela tem dificuldade enormes de lidar com essa questão. A mesma situação se aplica ao reitor do Instituto Federal que recentemente foi trocado devido dificuldades na gestão e que hoje está com seus bens bloqueados. Com muita insistência minha e do senador Delcídio essa medida aconteceu para salvar o Instituto. Desde abril deste ano tem uma interventora mulher que veio para Mato Grosso do Sul para reorganizar o Instituto.
Diante disso tudo chegamos à conclusão que a gente faz um investimento alto mediante o governo federal, põe dinheiro no projeto e quem está na ponta não tem compromisso lamentavelmente. O controle social é muito importante para avaliar o desempenho da gestão, diferente do setor privado.
MEDICINA EM COXIM
Por que o curso de Medicina não veio para Coxim e foi para Três Lagoas?
Só tem uma explicação para que o curso de Medicina tenha ido para Três Lagoas. O fato é que a reitora atual é da cidade. Isso é grave, pois investimos aqui e agora nossas universidades se transformam em elefante branco. Enquanto lá ainda terá que construir universidade, hospital e toda a estrutura que temos aqui, que no caso poderia apenas ser ampliada. A gente faz a parte mais difícil, pois tenho 79 cidades para atender, escolho Coxim, ponho recurso, faço a obra e o prefeito cruza os braços. É triste, e diz...ahhh isso é do Biffi. É sempre assim, um exemplo disso é a rodoviária de Campo Grande que até hoje não ganhou uma destinação do prédio que está abandonado. Ninguém consegue dar uma destinação da obra do Cabreúva, isso é um crime. A UEMS está nesta situação, está morta com este governo atual que ainda está construindo mais um elefante branco em Campo Grande, uma nova sede para ficar estagnada.
Merenda
Várias pessoas já informaram que as escolas estaduais de Coxim estão com problemas na questão das merendas escolares. Esse problema está acontecendo em quase todo o Estado. No governo do Partido dos Trabalhadores (PT) esse repasse era inicialmente de R$0,09 centavos e teve uma melhora para os R$0,30 centavos atuais. Porém o governo do Estado não cumpre seu papel, e por isso não complementa esse valor como deveria e o município então se coloca fora de qualquer responsabilidade. Os representante ma Assembléia da Região Norte precisam ter mais atitude no que diz respeito o zelo pela população escolar. A merenda em muitos locais é a única refeição que o aluno recebe no dia, e isso é muito sério. Como teremos avanços na educação com alunos de barriga vazia? Temos que pensar em nosso futuro, e eles são parte dele.
OBRA PARADA
É possível nos esclarecer a situação do Centro de Eventos, que faz parte das suas emendas, pois já se cogitou de Coxim receber grandes eventos e que a obra seria muito importante para consolidar isso. Por que a obra está parada ou demorando para ser entregue?
Tem coisas que nós brigamos em Brasília para acontecer, mas aí com a concretização a empresa que ganha a licitação (lei - 8666) não toca a obra. Geralmente isso acontece com empresa pequena, que não dá conta e espera a obra cair e não a leva adiante. A Prefeitura tem que iniciar a obra, fazer a medição, e assim fiscalização, e cobrança. A Caixa Econômica somente afere se 10% da obra já foi concluída, mas não é fiscal. O que falta é a gestão municipal, pois a verba vem, a prefeitura licita, mede e paga, mas não fiscaliza e não dá andamento. As creches no Estado, por exemplo, em alguns municípios já foi inaugurada e está em pleno funcionamento, em outros, obras de 2007 estão paradas, no meio do mato e isso tudo comprova que vai da gestão municipal.
EMPREGO
O que poderia dinamizar a questão do emprego na Região Norte?
As coisas não acontecem por acaso, o prefeito do município é que é o indutor do desenvolvimento. Se o prefeito não tem esse perfil às coisas não vão para frente e não teremos desenvolvimento aqui. Isso eu falo com propriedade afinal visito todos os municípios do Estado uma vez por ano por e vejo o avanço e o marasmo de cada um. É nítida a dinâmica do gestor, quando ele é rápido, quando corre atrás, aonde ele dorme de touca. Evidente que não se tem indústrias por aí voando à disposição, tem que correr atrás, oferecer, convencer.
Vou dar um exemplo, uma cidade tão pequena quanto Caarapó está a todo vapor, pois vem numa sucessão de gestões incríveis. São Gabriel do Oeste é outro exemplo, que em cinco anos vai passar Coxim devido o crescimento. E em Coxim, não se vê nada, uma empresa nova, ou que o prefeito está atrás disso ou daquilo. Ele está enroscado no cabelo das pernas, digo que a função do prefeito é estimular isso na sua cidade, fazer acontecer a cultura, educação, o lazer e o emprego.
Sou o deputado federal que mais invisto na cidade e até hoje não recebi uma visita sequer do atual prefeito em Brasília. Tudo bem que eu não o apoiei nas eleições, mas isso não significa que não vou ajudar Coxim. Era apenas uma divergência política e ideológica. Hoje recebo tantos outros prefeitos que não apoiei de braços abertos que me pedem tantas coisas e eu atendo.
O prefeito de Coxim não me pede nada. Um exemplo desse descaso é a obra do asfalto da Universidade Federal cujo dinheiro já está na conta do município mas não fizeram questão de estender até a entrada do Instituto Federal por que é uma obra do Biffi. É uma questão de 100 metros no máximo. O dinheiro foi repassado pelo governo federal e o prefeito tem que investir naquela obra ou em outra desde que justifique o desvio para outra finalidade. Foram R$120 mil a mais para esta extensão. Veio o dinheiro para a drenagem, o asfalto, a ciclovia, e a contrapartida da prefeitura seria a iluminação pública que também não foi feita até hoje. Ali estudam 500 alunos na Universidade e mais 600 no Instituto. Repito o problema é gestão pública.
PREFEITURA DE COXIM
Fizemos um mapa das obras de Coxim e percebemos que o deputado está participando em quase todas as importantes obras. Fica difícil fazer perguntas sobre seus projetos para a cidade. Mas qual seria o seu maior sonho?
Meu sonho para Coxim é terminar essas obras. Colocá-las em funcionamento. Coxim se apresenta como um pólo de desenvolvimento da região, só que não tem tido a pegada. Comparo isso a Dourados que veio numa seqüência de maus prefeitos, que não tinham pegada. Depois do Tetila que deu uma boa sacudida no município a coisa começou a andar, alavancou a cidade. Coxim está nesta situação, têm todos os instrumentos públicos, Universidades, Instituto, Hospital Regional e não está crescendo. Tem cidades vizinhas que em breve vai passar Coxim como São Gabriel conforme já citamos. Precisamos de um prefeito que faça esse desenvolvimento acontecer. As maiores obras estão aqui e a cidade não vira, por que fica esperando a vida passar.
FIM DE COXIM
Recentemente morreu tragicamente o candidato Eduardo Campos que na sua última entrevista disse a todos ao vivo “Não desistam do Brasil”. Hoje com tanta regressão econômica, populacional e de desenvolvimento é momento de dizermos ao coxinense, principalmente à população jovem desta cidade, “Não Desistam de Coxim”?
Precisamos de uma campanha neste sentido, acredito que não devamos desistir de Coxim. Não podemos nos desestimular. Uma pessoa neste ritmo está fadada ao fracasso. E nossa cidade não pode ficar neste sentimento, temos que lutar, e já pensar após esta campanha em nomes que possam mudar esta trajetória.
Temos chance e vamos fazer, principalmente na próxima gestão, com Dilma, Delcídio, Ayache e eu poderei mudar este quadro. Preciso desses parceiros para me ajudar e não apenas passar pelo meu gabinete e ignorar o trabalho já realizado. Vamos discutir projetos para o desenvolvimento, vamos estudar alternativas. Sei que com a duplicação da BR163 já teremos um avanço. Sabemos que tem gente que não queria esta obra, querem que as cidades do norte fiquem paradas, fazem campanhas contra, mas nós queremos o desenvolvimento. Tem gente que não tem interesse na melhora do município, e assim manterem o domínio das cidades.
Economia
Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula
4 de junho de 2026
Um bolão registrado em Campo Grande acertou quatro dezenas no concurso 7.042 da Quina, sorteado na noite de quarta-feira (3), e faturou R$ 31.770,30. Outros dois jogos de Mato Grosso do Sul também acertaram quatro números e receberam R$ 6.354,06 cada. Ninguém levou o prêmio principal, que acumulou.
A aposta premiada em Campo Grande foi feita na Lotérica Kohatsu, no formato físico, com 25 cotas. As outras apostas vencedoras no Estado foram registradas em uma lotérica de Campo Grande, na Sorte Grande, e em Corumbá, na Lotérica Dom Pedro II.
Segundo a Caixa Econômica Federal (Caixa), 101 apostas acertaram quatro dezenas em todo o país no concurso. Outras 7.334 registraram três acertos e 157.696 fizeram dois acertos.
Os números sorteados foram 10, 13, 25, 36 e 60. Com o resultado, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, marcado para sexta-feira, chegou a R$ 20 milhões.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.