quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Música

A+ A-

Morre, aos 70 anos, Jerry Adriani

Cantor paulistano sofria de câncer. Era um dos mais versáteis da geração roqueira que tomou de assalto o Brasil na década de 60

Icone Calendário

24 de abril de 2017

Continue Lendo...

 

O cantor Jerry Adriani, de 70 anos, morreu na tarde de ontem no hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Adriani, cujo nome verdadeiro era Jair Alves de Souza, estava se tratando de um câncer. Ele tinha 70 anos.

Nascido no bairro paulistano do Brás, Jair Alves de Souza começou a carreira como vocalista do grupo Os Rebeldes. Ele se tornou Jerry Adriani porque tinha a ideia de que para cantar rock era necessário ter um nome americano (Jerry) e era fã do ídolo italiano Adriano Celentano. Adriani apresentou programas dedicados ao rock na antiga TV Tupi, em São Paulo, e comandou – ao lado de Betty Faria e Neyde aparecida, entre outros – A Grande Parada, dedicada aos grandes nomes da música brasileira.

A princípio, Adriani cantava em italiano. Lançou dois discos na língua de Dante Aligheri até se render definitivamente ao rock nacional. Um Grande Amor, de 1965, foi seu primeiro álbum cantado em português. No auge da fama, em viagem à Bahia, ele foi acompanhado por uma banda de rock local chamada Raulzito e seus Panteras. Ficou tão impressionado com a sonoridade dos roqueiros soteropolitanos que os indicou para as gravadoras do Sudeste. O líder da banda, o Raulzito, era nada menos que o cantor e compositor Raul Seixas. Ele, aliás, foi responsável por um dos maiores grandes sucessos de Jerry Adriani, a balada Doce Doce Amor.

Embora fosse identificado com o movimento da jovem guarda, Adriani sempre foi um cantor eclético. A sua discografia é composta por álbuns ecléticos, no qual interpretou autores de soul music (Gioconda, do baiano Hyldon, de seu disco de 1970; e muitas canções de Robson Jorge, que fizeram parte do álbum de 1977), clássicos do repertório de Elvis Presley e Renato Russo. O mais recente disco de Adriani, o CD e DVD Outro, era composto por composições de Arnaldo Antunes, tango e até standards de jazz.

No início de março, Adriani cancelou apresentações que faria na cidade de Salvador, na Bahia, por causa de uma trombose na perna. Após uma série de exames, foi detectado um câncer. Na ocasião, ele chegou a publicar um vídeo na internet para acalmar os fãs, desesperados com a notícia. 

Musica

João Bosco & Vinícius completam o Volume 1 do álbum "Deixa o Barulho"

'Vacilão', feat. Lauana Prado, é o grande destaque da seleção inédita que também contempla 'Creme de Mão' e 'A Falta que Você Não Faz'

João Bosco & Vinícius completam o Volume 1 do álbum "Deixa o Barulho"

16 de janeiro de 2026

João Bosco & Vinícius completam o Volume 1 do álbum "Deixa o Barulho"

 

Continue Lendo...

Donos de um legado imensurável que ajudou a transformar definitivamente a história da música sertaneja, João Bosco & Vinícius seguem escrevendo capítulos memoráveis de uma trajetória que nasceu para ser eterna. Com mais de 20 anos de carreira, uma discografia impecável formada por 18 álbuns e 15 projetos audiovisuais, a dupla celebra agora o lançamento das faixas "Vacilão" (feat. Lauana Prado), "Creme de Mão" e "A Falta Que Você Não Faz", que completam o primeiro volume do álbum "Deixa o Barulho". ASSISTA!

O novo lançamento dá sequência ao projeto audiovisual registrado em julho de 2025, no Multiplan Hall, em Ribeirão Preto (SP), e reforça o momento artístico especial vivido por João Bosco & Vinícius. Mesmo jovens, eles carregam a importância e o respeito de verdadeiros medalhões do gênero, com dezenas de músicas que alcançaram o topo dos rankings e se tornaram hinos inesquecíveis do sertanejo. Conquistaram a admiração dos que vieram depois e o reconhecimento de seus próprios ídolos, além de colecionarem prêmios, indicações e uma história sólida que atravessa gerações.

Um dos pontos altos do Volume 1 é, sem dúvidas, "Vacilão", que traz a participação especial de Lauana Prado. A parceria simboliza o encontro de gerações e de forças do sertanejo, unindo a experiência e o legado de João Bosco & Vinícius com a autenticidade e o talento de uma das artistas mais respeitadas da nova safra.

A presença de Lauana Prado adiciona ainda mais personalidade à faixa, criando um diálogo musical poderoso, cheio de atitude, energia e identidade. "Cantar "Vacilão" com o João Bosco & Vinicius foi lindo demais! Estávamos ansiosos por essa moda. Sou fã desses meninos, da história linda que temos juntos, e dos artistas únicos que eles são. Estou lisonjeada e grata pelo convite", disse Lauana.

"Sou fã desses meninos e dos artistas únicos que eles são" (Launa Prado)

O feat. reforça o espírito colaborativo de "Deixa o Barulho", um projeto que valoriza conexões artísticas genuínas e que se consolida como um retrato fiel do sertanejo contemporâneo, sem perder suas raízes.

Já "Creme de Mão" apresenta um lado mais leve, descontraído e criativo da dupla. A música aposta em metáforas inteligentes e se destaca pela originalidade.

A canção flerta com o romantismo sem exageros, mantendo a identidade sertaneja, mas com uma linguagem atual, que dialoga com diferentes públicos e gerações.

Fechando o lançamento, "A Falta Que Você Não Faz" traz uma abordagem madura sobre términos e superação. Diferente das tradicionais canções de sofrimento, a faixa fala sobre a libertação que vem depois do fim, quando a ausência já não dói mais — pelo contrário, traz alívio.

Com interpretação segura, João Bosco & Vinícius mostram o quanto se consolidaram artisticamente, sem perder a essência que sempre os conectou ao público.

"Deixa o Barulho" contou com participações especiais de Gusttavo Lima, Lauana Prado e Hugo & Guilherme, e reúne 18 faixas, sendo 16 inéditas e duas regravações, todas com assinatura musical de Marcelo Cheba. A direção de vídeo é de Fernando Catatau, com direção executiva de Rafael Kinock e Luiz Montoya.

O cenário impressionante, totalmente construído com painéis de LED de alta definição, criou um ambiente 3D imersivo, aliado a uma iluminação apoteótica e a uma orquestra de cordas que se uniu à banda sob arranjos modernos, ousados e, ao mesmo tempo, fiéis à alma dos artistas. Elementos eletrônicos foram incorporados com sofisticação, ampliando o impacto sonoro sem perder a essência sertaneja.

O projeto também marca uma fase importante da dupla com a parceria junto à Warner Music e à Balada Music, fortalecendo ainda mais a estrutura de João Bosco & Vinícius.

Amigos desde a infância em Coxim (MS), João Bosco & Vinícius construíram uma trajetória sólida desde os bares e eventos locais até os maiores palcos do país. Foram protagonistas do movimento que ficou conhecido como sertanejo universitário, ajudando a renovar o gênero e a levá-lo a novos públicos.

A consagração veio também em forma de prêmios: ao todo, são quatro indicações ao Grammy Latino, com uma estatueta conquistada em 2011, consolidando a dupla entre os grandes nomes da música brasileira.

Com o lançamento de "Vacilão", "Creme de Mão" e "A Falta Que Você Não Faz", João Bosco & Vinícius encerram o Volume 1 de "Deixa o Barulho", reafirmando sua relevância e consistência artística. Definitivamente, eles ainda têm muito barulho para fazer.

Famosos

Aos 82 anos, Milton Nascimento é diagnosticado com demência

Ícone da música brasileira, o cantor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL). Em suma, foi o filho Augusto Nascimento que...

Aos 82 anos, Milton Nascimento é
diagnosticado com
demência

3 de outubro de 2025

Aos 82 anos, Milton Nascimento é
diagnosticado com
demência

 

Continue Lendo...

Ícone da música brasileira, o cantor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL). Em suma, foi o filho Augusto Nascimento que confirmou a informação ontem, quinta-feira (02).
De acordo com a Revista Piauí, o diagnóstico veio após uma viagem do músico com o herdeiro pelos Estados Unidos. Ele notou a dificuldade do pai em se lembrar de coisas e recorreu a um médico especializado.
“Quando vi que meu pai apresentava uma piora brusca no quadro cognitivo, perguntei ao médico se seria uma loucura fazer uma viagem de motorhome com ele pelos Estados Unidos”, disse Augusto.
A DCL afeta funções cognitivas e motoras em decorrência da degeneração e morte de células nervosas no cérebro. Aliás, os sintomas são parecidos com o mal de Alzheimer e o Parkinson – esse segundo, inclusive, era o diagnóstico do veterano há dois anos.