quinta, 04 de junho, 2026
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O tradicional “Bar do Zé Guedes”, localizado no centro velho de Coxim, foi palco, no último sábado (9), da gravação de mais uma edição do programa “Conheça a Nossa Terra”, que vai ao ar aos sábados na TV Guanandi, afiliada da Band em Campo Grande. O programa explora os costumes e tradições musicais dos mais diferentes rincões do estado e país.
Considerado como um dos “celeiros musicais” do estado o bar reuniu, no sábado, talentos regionais famosos para a gravação do programa.
“Soltaram a voz” na ocasião, Beto Reis e Adão Reis, violeiros, compositores e cantores da chamada “música de raiz”. Ambos tiveram a parceria na gravação do sanfoneiro Zé Aurélio e do jovem violeiro e também cantor José Ney, talento descoberto recentemente na vizinha cidade de Sonora.
Junto, o grupo interpretou, por cerca de uma hora, além de composições próprias, criações musicais de figuras inesquecíveis da musicalidade coxinense, como Zacarias Mourão e Goiá, por exemplo.
A gravação do programa se deu num ambiente para lá de apropriado para o tipo de produção: um cantinho do “Bar do Zé Guedes” criado pelo comerciante, compositor e cantor Zé Guedes, no próprio ambiente do estabelecimento, para servir de “passarela” para os amantes da boa música, principalmente regional.
O ambiente, além de abrigar um pequeno palco, reúne uma complexa coletânea de fotografias que remonta várias décadas de história da musicalidade sertaneja regional e nacional, além de peças artesanais originárias da região. As fotos trazem registros de verdadeiras “celebridades” da música sertaneja que já se apresentaram no bar. Como os cantores Mato Grosso e Mathias e Almir Sater e Gabriel Sater, por exemplo.
Também compõem a coletânea, figuras famosas de outras áreas da cultura local e regional, além de políticos e empresários renomados que passaram pelo bar, senão para ouvir uma boa “moda”, para degustar um drink, uma cachaça artesanal ou uma cerveja gelada, servidos pelas mãos do sempre receptivo Zé Guedes.
Conhecido também por “Confraria do Piau”, entidade criada pelo próprio Zé Guedes para propagar a música regional, além de para defender a causa dos talentos da área especialmente de Coxim e região, o bar, ao longo dos últimos anos, também ficou conhecido por ser o principal ponto de referência da música de raiz do município e do estado, sem contar que, até os dias atuais, é ponto de passagem obrigatória dos visitantes que procuram conhecer a cultura e a musicalidade da cidade, especialmente.
“Aqui está parte de minha vida, parte de minha história. Local onde fiz e continuo fazendo grandes e bons amigos”, fala com orgulho Zé Guedes, um paraibano octogenário que há anos trocou seu estado natal pelo sossego de Coxim.
Apoio minguado
A quem o indaga sobre o prazer de tocar um bar que se tornou parte da história da cidade, Zé Guedes não titubeia. Fala, sem “papas na língua”, que a única coisa que o deixa ressentido é a falta de apoio público às suas iniciativas culturais.
Ele lembra que, até pelo menos um ano, tocava, com recursos estritamente próprios, o projeto Quartaneira. O projeto reunia, todas as quartas-feiras, uma infinidade de atrações musicais sertanejas em uma es trutura montada em frente ao bar.
Pelo local passavam os mais conhecidos violeiros e cantores e compositores regionais, em apresentações que se arrastavam até quase às manhãs de quinta-feira. Todas as despesas com os artistas, inclusive os cachês, eram bancadas pelo comerciante.
“Era um evento que trazia para a porta de meu bar, desde artistas, empresários e políticos, até caravanas de acadêmicos e estudantes de outras cidades da região. Os talentos da música regional se reuniam por aqui, religiosamente, todas as quartas-feiras”, lembra Zé Guedes, que faz questão de ser chamado de “Capitão Zé Guedes”.
O nome, sugere o comerciante, seria fruto do dinamismo e coragem com que tocou, ao longo dos últimos anos, sem qualquer apoio externo, os projetos cultuais que tornaram famosos o seu bar e o seu próprio nome.
Ponto de união de talentos
A exemplo de outros tempos, em que rotineiramente “inspirava” composições e até a formação de novos grupos musicais, o “Bar do Zé Guedes” acaba de ser o ponto de partida de mais um projeto nessa última direção.
Apresentados por acaso em uma pizzaria de Sonora, o compositor e cantor coxinense Beto Reis e o violeiro e igualmente cantor José Ney, nascido em Cuiabá, mas radicado em Sonora há alguns anos, ensaiam um projeto em conjunto.
Ambos pretendem começar a se apresentar em eventos da região, em breve. O primeiro passo foi dado no último sábado (9), quando a dupla animou, com um repertório variado de músicas sertanejas, na Fazenda São Francisco, em Coxim, a festa de 60 anos do administrador de fazendas José dos Santos.
A festa reuniu pelo menos 200 pessoas e a apresentação da dupla agradou, em muito, os frequentadores do evento.
Musica
'Vacilão', feat. Lauana Prado, é o grande destaque da seleção inédita que também contempla 'Creme de Mão' e 'A Falta que Você Não Faz'
16 de janeiro de 2026
Donos de um legado imensurável que ajudou a transformar definitivamente a história da música sertaneja, João Bosco & Vinícius seguem escrevendo capítulos memoráveis de uma trajetória que nasceu para ser eterna. Com mais de 20 anos de carreira, uma discografia impecável formada por 18 álbuns e 15 projetos audiovisuais, a dupla celebra agora o lançamento das faixas "Vacilão" (feat. Lauana Prado), "Creme de Mão" e "A Falta Que Você Não Faz", que completam o primeiro volume do álbum "Deixa o Barulho". ASSISTA!
O novo lançamento dá sequência ao projeto audiovisual registrado em julho de 2025, no Multiplan Hall, em Ribeirão Preto (SP), e reforça o momento artístico especial vivido por João Bosco & Vinícius. Mesmo jovens, eles carregam a importância e o respeito de verdadeiros medalhões do gênero, com dezenas de músicas que alcançaram o topo dos rankings e se tornaram hinos inesquecíveis do sertanejo. Conquistaram a admiração dos que vieram depois e o reconhecimento de seus próprios ídolos, além de colecionarem prêmios, indicações e uma história sólida que atravessa gerações.
Um dos pontos altos do Volume 1 é, sem dúvidas, "Vacilão", que traz a participação especial de Lauana Prado. A parceria simboliza o encontro de gerações e de forças do sertanejo, unindo a experiência e o legado de João Bosco & Vinícius com a autenticidade e o talento de uma das artistas mais respeitadas da nova safra.
A presença de Lauana Prado adiciona ainda mais personalidade à faixa, criando um diálogo musical poderoso, cheio de atitude, energia e identidade. "Cantar "Vacilão" com o João Bosco & Vinicius foi lindo demais! Estávamos ansiosos por essa moda. Sou fã desses meninos, da história linda que temos juntos, e dos artistas únicos que eles são. Estou lisonjeada e grata pelo convite", disse Lauana.
"Sou fã desses meninos e dos artistas únicos que eles são" (Launa Prado)
O feat. reforça o espírito colaborativo de "Deixa o Barulho", um projeto que valoriza conexões artísticas genuínas e que se consolida como um retrato fiel do sertanejo contemporâneo, sem perder suas raízes.
Já "Creme de Mão" apresenta um lado mais leve, descontraído e criativo da dupla. A música aposta em metáforas inteligentes e se destaca pela originalidade.
A canção flerta com o romantismo sem exageros, mantendo a identidade sertaneja, mas com uma linguagem atual, que dialoga com diferentes públicos e gerações.
Fechando o lançamento, "A Falta Que Você Não Faz" traz uma abordagem madura sobre términos e superação. Diferente das tradicionais canções de sofrimento, a faixa fala sobre a libertação que vem depois do fim, quando a ausência já não dói mais — pelo contrário, traz alívio.
Com interpretação segura, João Bosco & Vinícius mostram o quanto se consolidaram artisticamente, sem perder a essência que sempre os conectou ao público.
"Deixa o Barulho" contou com participações especiais de Gusttavo Lima, Lauana Prado e Hugo & Guilherme, e reúne 18 faixas, sendo 16 inéditas e duas regravações, todas com assinatura musical de Marcelo Cheba. A direção de vídeo é de Fernando Catatau, com direção executiva de Rafael Kinock e Luiz Montoya.
O cenário impressionante, totalmente construído com painéis de LED de alta definição, criou um ambiente 3D imersivo, aliado a uma iluminação apoteótica e a uma orquestra de cordas que se uniu à banda sob arranjos modernos, ousados e, ao mesmo tempo, fiéis à alma dos artistas. Elementos eletrônicos foram incorporados com sofisticação, ampliando o impacto sonoro sem perder a essência sertaneja.
O projeto também marca uma fase importante da dupla com a parceria junto à Warner Music e à Balada Music, fortalecendo ainda mais a estrutura de João Bosco & Vinícius.
Amigos desde a infância em Coxim (MS), João Bosco & Vinícius construíram uma trajetória sólida desde os bares e eventos locais até os maiores palcos do país. Foram protagonistas do movimento que ficou conhecido como sertanejo universitário, ajudando a renovar o gênero e a levá-lo a novos públicos.
A consagração veio também em forma de prêmios: ao todo, são quatro indicações ao Grammy Latino, com uma estatueta conquistada em 2011, consolidando a dupla entre os grandes nomes da música brasileira.
Com o lançamento de "Vacilão", "Creme de Mão" e "A Falta Que Você Não Faz", João Bosco & Vinícius encerram o Volume 1 de "Deixa o Barulho", reafirmando sua relevância e consistência artística. Definitivamente, eles ainda têm muito barulho para fazer.
Famosos
Ícone da música brasileira, o cantor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL). Em suma, foi o filho Augusto Nascimento que...
3 de outubro de 2025
Ícone da música brasileira, o cantor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL). Em suma, foi o filho Augusto Nascimento que confirmou a informação ontem, quinta-feira (02).
De acordo com a Revista Piauí, o diagnóstico veio após uma viagem do músico com o herdeiro pelos Estados Unidos. Ele notou a dificuldade do pai em se lembrar de coisas e recorreu a um médico especializado.
“Quando vi que meu pai apresentava uma piora brusca no quadro cognitivo, perguntei ao médico se seria uma loucura fazer uma viagem de motorhome com ele pelos Estados Unidos”, disse Augusto.
A DCL afeta funções cognitivas e motoras em decorrência da degeneração e morte de células nervosas no cérebro. Aliás, os sintomas são parecidos com o mal de Alzheimer e o Parkinson – esse segundo, inclusive, era o diagnóstico do veterano há dois anos.