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Música
Catapultada pelo sucesso de três discos e hits radiofônicos como "Você Não Soube Me Amar", "Weekend", "Betty Frígida" e "A Verdadeira História de Adão e Eva", a Blitz era a banda brasileira mais esperada do público do primeiro Rock in Rio, superando os Paralamas, o Barão Vermelho e o Kid Abelha. Passados 32 anos, o rock à carioca liderado por Evandro Mesquita está de volta ao festival, ancorado não só nos tempos idos, mas também no CD que lançaram este ano, "Aventuras II", uma ponte com o LP de estreia, "As Aventuras da Blitz 1" (1982).
18 de setembro de 2017
metro
Catapultada pelo sucesso de três discos e hits radiofônicos como "Você Não Soube Me Amar", "Weekend", "Betty Frígida" e "A Verdadeira História de Adão e Eva", a Blitz era a banda brasileira mais esperada do público do primeiro Rock in Rio, superando os Paralamas, o Barão Vermelho e o Kid Abelha. Passados 32 anos, o rock à carioca liderado por Evandro Mesquita está de volta ao festival, ancorado não só nos tempos idos, mas também no CD que lançaram este ano, "Aventuras II", uma ponte com o LP de estreia, "As Aventuras da Blitz 1" (1982).
O show será neste sábado, 16, no Palco Sunset, local de encontros entre artistas sob curadoria do músico Zé Ricardo. A Blitz recebe Alice Caymmi e o guitarrista Davi Moraes, que fizeram participações especiais em "Aventuras II". No repertório, além dos clássicos dos anos 1980, incluindo "Biquíni de Bolinha Amarelinha" e "Egotrip", composições novas, parcerias com Davi (Nu na Ilha) e com Frejat (Baile Quente, também do tecladista Billy Forghieri, e no Rock in Rio com participação dos grupos AfroReggae e US Blacks) e a regravação de "um samba de breque com pegada Blitz", Rei do Gatilho (Moreira da Silva/Miguel Gustavo).
"É legal mostrar os sucessos, mas também o que a gente está fazendo agora. Vamos ter essa audácia que botar umas músicas novas. É bom surpreender, é o que instiga e o que mantém a banda fresca", diz Evandro, que conversou na semana passada com o jornal "O Estado de S. Paulo", em casa, no bairro do Itanhangá, com os sobreviventes Billy e Juba (bateria) – a banda é completada por Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andréa Coutinho e Nicole Cyrne (backing vocals).
"O que é bonito é que nos nossos shows tem uma galera que acompanhou a nossa história, mas também uma garotada que descobriu a banda através do pai, da internet, até crianças. Canta junto, sabe as letras. Quando a gente começou, só tocava de noite, em bar. Depois que tocou bem no rádio, veio muito fã criança, e a gente começou a fazer matinê. Era quase o mesmo show, só com menos palavrão", conta o vocalista.
As lembranças de 1985 ainda estão bem vivas na Blitz. O convite para o festival. A sensação de que Roberto Medina (o idealizador) era um sujeito louco, que garantia a presença de astros internacionais nunca vistos por aqui, logo trocada pela certeza de que o Rio vivia o maior acontecimento musical com que se podia sonhar.
Os dois shows, um na noite que tinha como atrações maiores Nina Hagen e Rod Stewart; outro, antes do B-52’s e do Yes. A energia de celebração da juventude e do novo Brasil que se avizinhava. O backstage movimentado, com "os internacionais de Boeing e os nacionais de monomotor", brinca Juba, referindo-se à disparidade na tecnologia do som das bandas, e os seguranças a impedir o contato dos músicos brasileiros com os ídolos de fora. A chuva forte que veio em "Mais Uma de Amor (Geme Geme)", logo após os versos "seja sob sol/ ou debaixo de chuva". "Parecia um efeito especial, a Blitz, a última atração nacional a tocar, fazendo chover no Rock in Rio", recorda-se Billy.
Para Zé Ricardo, o Sunset verá um encontro de gerações na plateia, e a Blitz terá uma oportunidade de ampliar seu público. "Existe uma geração de artistas que viveu, curtiu e foi influenciado pela Blitz. Alice tem o humor e a teatralidade das performances da banda, que faz pensar com suas letras, usando humor e irreverência. Esse momento atual é perfeito para o que a Blitz tem a dizer, precisamos disso", ele aposta, comparando o cenário nacional de 1985, em plena abertura pós-ditadura, e o atual, em que o País vive grave crise ética, política e econômica.
Em 1985, Evandro saudou o então futuro presidente (não empossado) Tancredo Neves ao fim do show. Hoje, acredita, a hora é de gritar a insatisfação generalizada. "São dois momentos diferentes, mas com astral parecido: a gente não aguenta mais a velha política, esses escândalos a cada dia, essa grana toda desviada do SUS, da educação, do transporte. A luta da Amazônia é algo que a juventude deve abraçar, é hora de ter voz ativa, engrossar o coro da virada de mesa."
Musica
'Vacilão', feat. Lauana Prado, é o grande destaque da seleção inédita que também contempla 'Creme de Mão' e 'A Falta que Você Não Faz'
16 de janeiro de 2026
Donos de um legado imensurável que ajudou a transformar definitivamente a história da música sertaneja, João Bosco & Vinícius seguem escrevendo capítulos memoráveis de uma trajetória que nasceu para ser eterna. Com mais de 20 anos de carreira, uma discografia impecável formada por 18 álbuns e 15 projetos audiovisuais, a dupla celebra agora o lançamento das faixas "Vacilão" (feat. Lauana Prado), "Creme de Mão" e "A Falta Que Você Não Faz", que completam o primeiro volume do álbum "Deixa o Barulho". ASSISTA!
O novo lançamento dá sequência ao projeto audiovisual registrado em julho de 2025, no Multiplan Hall, em Ribeirão Preto (SP), e reforça o momento artístico especial vivido por João Bosco & Vinícius. Mesmo jovens, eles carregam a importância e o respeito de verdadeiros medalhões do gênero, com dezenas de músicas que alcançaram o topo dos rankings e se tornaram hinos inesquecíveis do sertanejo. Conquistaram a admiração dos que vieram depois e o reconhecimento de seus próprios ídolos, além de colecionarem prêmios, indicações e uma história sólida que atravessa gerações.
Um dos pontos altos do Volume 1 é, sem dúvidas, "Vacilão", que traz a participação especial de Lauana Prado. A parceria simboliza o encontro de gerações e de forças do sertanejo, unindo a experiência e o legado de João Bosco & Vinícius com a autenticidade e o talento de uma das artistas mais respeitadas da nova safra.
A presença de Lauana Prado adiciona ainda mais personalidade à faixa, criando um diálogo musical poderoso, cheio de atitude, energia e identidade. "Cantar "Vacilão" com o João Bosco & Vinicius foi lindo demais! Estávamos ansiosos por essa moda. Sou fã desses meninos, da história linda que temos juntos, e dos artistas únicos que eles são. Estou lisonjeada e grata pelo convite", disse Lauana.
"Sou fã desses meninos e dos artistas únicos que eles são" (Launa Prado)
O feat. reforça o espírito colaborativo de "Deixa o Barulho", um projeto que valoriza conexões artísticas genuínas e que se consolida como um retrato fiel do sertanejo contemporâneo, sem perder suas raízes.
Já "Creme de Mão" apresenta um lado mais leve, descontraído e criativo da dupla. A música aposta em metáforas inteligentes e se destaca pela originalidade.
A canção flerta com o romantismo sem exageros, mantendo a identidade sertaneja, mas com uma linguagem atual, que dialoga com diferentes públicos e gerações.
Fechando o lançamento, "A Falta Que Você Não Faz" traz uma abordagem madura sobre términos e superação. Diferente das tradicionais canções de sofrimento, a faixa fala sobre a libertação que vem depois do fim, quando a ausência já não dói mais — pelo contrário, traz alívio.
Com interpretação segura, João Bosco & Vinícius mostram o quanto se consolidaram artisticamente, sem perder a essência que sempre os conectou ao público.
"Deixa o Barulho" contou com participações especiais de Gusttavo Lima, Lauana Prado e Hugo & Guilherme, e reúne 18 faixas, sendo 16 inéditas e duas regravações, todas com assinatura musical de Marcelo Cheba. A direção de vídeo é de Fernando Catatau, com direção executiva de Rafael Kinock e Luiz Montoya.
O cenário impressionante, totalmente construído com painéis de LED de alta definição, criou um ambiente 3D imersivo, aliado a uma iluminação apoteótica e a uma orquestra de cordas que se uniu à banda sob arranjos modernos, ousados e, ao mesmo tempo, fiéis à alma dos artistas. Elementos eletrônicos foram incorporados com sofisticação, ampliando o impacto sonoro sem perder a essência sertaneja.
O projeto também marca uma fase importante da dupla com a parceria junto à Warner Music e à Balada Music, fortalecendo ainda mais a estrutura de João Bosco & Vinícius.
Amigos desde a infância em Coxim (MS), João Bosco & Vinícius construíram uma trajetória sólida desde os bares e eventos locais até os maiores palcos do país. Foram protagonistas do movimento que ficou conhecido como sertanejo universitário, ajudando a renovar o gênero e a levá-lo a novos públicos.
A consagração veio também em forma de prêmios: ao todo, são quatro indicações ao Grammy Latino, com uma estatueta conquistada em 2011, consolidando a dupla entre os grandes nomes da música brasileira.
Com o lançamento de "Vacilão", "Creme de Mão" e "A Falta Que Você Não Faz", João Bosco & Vinícius encerram o Volume 1 de "Deixa o Barulho", reafirmando sua relevância e consistência artística. Definitivamente, eles ainda têm muito barulho para fazer.
Famosos
Ícone da música brasileira, o cantor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL). Em suma, foi o filho Augusto Nascimento que...
3 de outubro de 2025
Ícone da música brasileira, o cantor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL). Em suma, foi o filho Augusto Nascimento que confirmou a informação ontem, quinta-feira (02).
De acordo com a Revista Piauí, o diagnóstico veio após uma viagem do músico com o herdeiro pelos Estados Unidos. Ele notou a dificuldade do pai em se lembrar de coisas e recorreu a um médico especializado.
“Quando vi que meu pai apresentava uma piora brusca no quadro cognitivo, perguntei ao médico se seria uma loucura fazer uma viagem de motorhome com ele pelos Estados Unidos”, disse Augusto.
A DCL afeta funções cognitivas e motoras em decorrência da degeneração e morte de células nervosas no cérebro. Aliás, os sintomas são parecidos com o mal de Alzheimer e o Parkinson – esse segundo, inclusive, era o diagnóstico do veterano há dois anos.