quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
De cada 100 pessoas pretas, 84 relatam já ter sofrido discriminação racial. A revelação faz parte de uma pesquisa apoiada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), divulgada nesta terça-feira (20), que traz experiências de brasileiros com diversas formas de preconceito em atividades cotidianas.
Para chegar aos dados, os pesquisadores aplicaram questionários de escala de discriminação cotidiana. Os entrevistados responderam perguntas como:
• Sou tratado com menos gentileza que outras pessoas
• Sou tratado com menos respeito que outras pessoas
• Recebo um atendimento pior que outras pessoas em restaurantes e lojas
• Agem como se tivessem medo de mim
• Sou ameaçado ou assediado
• Sou seguido em lojas
• Para essas situações, as pessoas tinham que dizer se aconteceram frequentemente, sempre, raramente ou nunca.
Resultado
A análise das respostas mostra que pouco mais da metade da população preta (51,2%) relata ser tratada com menos gentileza. Entre os pardos, esse patamar é de 44,9%. Já na população branca, 13,9%.
O levantamento conduzido pelas organizações da sociedade civil Vital Strategies Brasil e Umane coletou informações, pela internet, de 2.458 pessoas entre agosto e setembro de 2024. O universo de entrevistados sofreu ponderações, de forma que representasse o perfil da população brasileira.
Quando anunciou a parceria, em agosto do ano passado, o Ministério da Igualdade Racial explicou que a pesquisa teria o objetivo de analisar dados públicos sobre saúde da população negra, com foco na promoção de políticas públicas direcionadas para combate ao racismo no sistema público de saúde.
A pesquisa contou com apoio técnico da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto Devive. Tanto o Devive quanto as condutoras da pesquisa atuam na área da saúde pública.
"Desigualdade racial brutal"
De acordo com o diretor da Vital Strategies Brasil, Pedro de Paula, os resultados reforçam a percepção da “brutal desigualdade racial que existe no Brasil”.
“A gente vê o abismo que existe na discriminação rotineira na vida das pessoas no Brasil. Tem um grupo que vive prioritariamente e rotineiramente com discriminação”, afirma ele, se referindo ao fato de 84% da população preta entrevistada ter afirmado que sofreu episódios de discriminação.
Segundo ele, a experiência de preconceitos tem repercussões sérias em vários aspectos da vida. “Isso impacta em saúde mental, em acesso a serviços, acesso ao emprego, em bem-estar, em autoestima, entre outras coisas”, enumera.
De acordo com a gerente de Investimento e Impacto Social da Umane, Evelyn Santos, “esse estudo foi a primeira aplicação da escala de discriminação cotidiana com abrangência nacional, feita no Brasil”.
Além de medir a existência de discriminação, os pesquisadores procuraram saber quais tipos de preconceitos os entrevistados vivenciaram.
Enquanto entre a população preta 84% afirmam que era relacionado à cor da pele, entre os brancos esse percentual foi de 8,3%. Para os pardos, a parcela ficou em 10,8%.
Outras formas de discriminação citadas foram orientação sexual, renda, religião, obesidade, entre outras.
O levantamento apurou ainda extratos que sofreram mais de um caso de discriminação. A pior situação é das mulheres pretas: 72% delas sofreram mais de um tipo de preconceito.
“Foi uma informação que chamou bastante a nossa atenção”, diz Evelyn Santos.
Em seguida figuram os homens pretos, com 62,1%. Na população branca, as proporções são de 30,5% para as mulheres e 52,9% para os homens.
Desigualdade social
Os dados que posicionam a população preta como a mais vulnerável em termos de sofrer discriminação se juntam a outras informações que retratam a desigualdade racial no país.
O Atlas da Violência, divulgado na semana passada, revela que ser uma pessoa negra no Brasil faz ter um risco 2,7 vezes maior de ser vítima de homicídio do que uma pessoa não negra.
O Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), identificou que pretos e pardos são 72,9% dos moradores de favelas.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também do IBGE, assinalou que pretos (8,4%) e pardos (8%) têm taxa de desemprego superior à de brancos (5,6%).
Caminhos
De acordo com os responsáveis pelo estudo, os dados mostram onde devem ser concentrados esforços de combate à discriminação. Além disso, afirmam, a pesquisa mostra a necessidade de que políticas públicas para áreas como a saúde atentem-se também ao combate de discriminações.
“A gente sabe que tem muito mais violência obstétrica com mulheres negras do que com mulheres brancas. A gente sabe que tem muito menos acesso, a gente sabe que tem muito menos dispensação de analgesia e outros tipos de medicação para a população preta”, afirma Pedro de Paula.
>> Racismo afeta saúde desde o nascimento até a morte, diz especialista
“Qualquer grupo, qualquer organização, governo, sociedade civil, empresa que enderece temas da área social no Brasil, tem o compromisso, de lutar contra essa estrutura absolutamente desigual, do ponto de vista especialmente racial”, completa de Paula. (Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil)
Famosos
Virginia Fonseca chamou muita atenção na terça-feira, 3 de junho, após uma atitude nas redes sociais que não passou despercebida pelos seguidores. A...
3 de junho de 2026
Virginia Fonseca chamou muita atenção na terça-feira, 3 de junho, após uma atitude nas redes sociais que não passou despercebida pelos seguidores. A influenciadora digital apagou de seu perfil no TikTok uma publicação feita logo após o fim do relacionamento com Vini Jr., fato que rapidamente alimentou especulações sobre uma possível reaproximação entre os dois.
A exclusão da postagem chamou a atenção porque o conteúdo trazia uma mensagem que marcou o momento da separação. Na ocasião, um dia depois do anúncio do término, Virginia publicou a seguinte frase: “Ao longo da minha vida, aprendi a nunca negociar aquilo que, pra mim, é inegociável. Fim”.
Agora, com o desaparecimento da publicação da plataforma, internautas passaram a comentar a possibilidade de uma mudança no cenário entre a influenciadora e o jogador. Então, após o fato virlizar pela internet, muitos usuários fizeram referência à mensagem publicada por Virginia na época do rompimento.
“Foi negociável”, escreveu uma internauta. “Acabou de negociar o inegociável”, comentou outra. Além disso, parte do público associou a exclusão do conteúdo a uma possível retomada do relacionamento. “Deve estar ensaiando a volta”, opinou uma usuária. “Pelo visto negociou”, comentou mais uma pessoa.
Quando o término veio a público, o Portal LeoDias informou que uma discussão durante um jantar em um restaurante conhecido de Madri, na Espanha, teria provocado a crise definitiva entre o casal. Segundo a publicação, durante o encontro, uma notificação apareceu no celular do atleta com a mensagem: “Saudades”, acompanhada de um emoji de coração.
Virginia teria visto o conteúdo rapidamente e, em seguida, questionado quem era a mulher responsável pela mensagem. A conversa logo evoluiu para uma discussão ainda no restaurante. Depois, o desentendimento continuou na mansão do jogador. Fontes ouvidas pelo veículo relataram que Virginia insistiu para acessar o celular do então namorado.
Por outro lado, Vini Jr. negou qualquer envolvimento com a mulher que enviou a mensagem. Ainda, algum tempo depois, Virginia percebeu que a conversa não aparecia mais no aparelho do atleta. A situação aumentou sua desconfiança e contribuiu para o desgaste da relação.
Famosos
Após uma sequência de compromissos, Virginia Fonseca revelou que enfrentou uma forte dor de cabeça na noite de terça-feira, 02 de junho. A influenciadora dividiu o caso...
3 de junho de 2026
Após uma sequência de compromissos, Virginia Fonseca revelou que enfrentou uma forte dor de cabeça na noite de terça-feira, 02 de junho. A influenciadora dividiu o caso com os seguidores por meio dos stories publicados em seu perfil no Instagram e contou que decidiu interromper a rotina para tentar aliviar o desconforto.
Segundo Virginia, o mal-estar surgiu depois de uma prova de roupa e durante uma reunião realizada de casa. Já vestindo pijama, ela detalhou a situação para seus fãs. Ao conversar com os seguidores, Virginia afirmou que a dor estava intensa e que não conseguia identificar a causa do problema.
“Galera, eu terminei minha prova de roupa e coloquei meu pijama para fazer uma reunião, que estava fazendo agora. Nossa, eu estou toda descabelada, tô muito feia, não quero aparecer aqui mais não. Enfim, coloquei meu pijama para fazer uma reunião e minha cabeça está explodindo. Não sei por quê”, explicou.
Logo depois, a influenciadora explicou que pretendia descansar para tentar amenizar os sintomas antes de retomar as atividades do dia. “Eu vou ver se tiro um cochilo para ver se ela para de doer, porque tá doendo muito e eu não sei o motivo de ela estar doendo”.
Nos vídeos publicados nos stories, Virginia não informou o que poderia ter provocado a dor de cabeça. Ainda assim, garantiu que o incômodo estava forte e, por isso, apostaria no repouso como primeira medida para tentar melhorar.