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O papa Francisco acena 50.000 pessoas concentradas na Praça de São Pedro, em Roma: apelo para o diálogo entre israelenses e palestinos - 25/12/2018 / Mídia do Vaticano/Reuters
O papa Francisco valeu-se de sua mensagem especial de Natal para pedir, nesta terça-feira, uma solução política para a guerra civil na Síria e expressar sua esperança de que a trégua no Iêmen seja alcançada. A Venezuela e a Nicarágua foram os outros dois palcos de conflitos mencionados pelo papa, com preocupação.
“Que a comunidade internacional se esforce de modo veemente para encontrar uma solução política […] para que o povo sírio, especialmente os que tiveram que deixar as próprias terras e buscar refúgio em outro lugar, possa viver em paz em sua pátria”, afirmou Francisco para uma multidão de 50.000 pessoas concentradas na praça de São Pedro neste dia de Natal.
“Penso no Iêmen, com a esperança de que a trégua alcançada […] possa aliviar finalmente tantas crianças e populações, exaustas pela guerra e o mundo”, continuou o pontífice, referindo-se à guerra que já provocou pelo menos 10.000 mortes desde 2015 e ao país que atualmente enfrenta a pior crise humanitária do mundo, de acordo com a Organizacão das Nações Unidas (ONU).
O papa Francisco dedicou aos conflitos seu discurso anual de Natal, o “Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo). Seu apelo se dá menos de uma semana depois da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar as tropas americanas da Síria. O pontífice expressou sua esperança de que a comunidade internacional alcance uma solução diplomática para o conflito de quase oito anos na Síria e, assim, permita o retorno de milhões de refugiados a suas comunidades de origem para uma vida de paz.
O papa Francisco falou muitas vezes sobre a Síria desde o primeiro ano de seu pontificado, em 2013, quando liderou orações na Praça de São Pedro como forma de se opor a um ataque militar planejado pelo então governo de Barack Obama contra o regime do presidente sírio Bashar Assad. O ataque acabou não ocorrendo.
Sua menção sobre o Iêmen se dá doze dias depois do anúncio, na Suécia, de um acordo de cessar-fogo “imediato” negociado entre o governo, apoiado por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, e os rebeldes huthis, apoiados pelo Irã. O acordo foi intermediado pela ONU, mas houve em seguida ataques recíprocos na cidade portuária de Hodeida, principal frente de combates no país.
Em seu discurso de Natal, o papa também expressou apoio ao “caminho de reaproximação recentemente empreendido” na península coreana. O papa também pediu liberdade religiosa para as minorias cristãs em vários países, onde são perseguidas e expressou sua proximidade com as comunidades ortodoxas da “amada” Ucrânia, neste momento de grande tensão militar e religiosa do país com a Rússia.
O presidente russo Vladimir Putin condenou na semana passada a criação na Ucrânia de uma Igreja Ortodoxa independente da tutela russa e denunciou uma violação “flagrante” das liberdades religiosas. Putin anexou o território ucraniano da Crimeia, em 2014, e, recentemente, prendeu navios e tripulantes da Ucrânia.
“Apenas com a paz […] o país pode se recuperar dos sofrimentos padecidos […] Eu me sinto próximo às comunidades cristãs desta região e peço que possam ser estabelecidas relações de fraternidade e amizade”, destacou.
O papa não se esqueceu da Terra Santa em sua mensagem de Natal e fez um apelo ao “diálogo”, comprometido neste momento pela transferência da embaixada dos Estados Unidos em Israel para Jerusalém e pela política de assentamentos do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
“Que o Natal torne possível que israelenses e palestinos retomem o diálogo e empreendam um caminho de paz que acabe com um conflito que dura mais de 70 anos”, declarou.
Latino-americanosDiante de tantos conflitos, o papa Francisco insistiu que o Natal deve ser visto como um momento de redescobertas dos laços de fraternidade que unem as pessoas. “Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego, e mesmo os melhores projetos correm o risco de se tornar estruturas sem alma”, afirmou.
“Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do nascimento do Salvador, para que, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, possamos nos reencontrar e viver como irmãos!”, disse ele.
Referindo-se às profundas crises econômica, social e humanitária na Venezuela, o papa Francisco conclamou a sociedade venezuelana a buscar a concórdia e trabalhar pelos mais vulneráveis. O país sofreu nos últimos anos com a fuga de mais de 3 milhões de habitantes, principalmente para os países vizinhos, que passaram a elevar suas pressões sobre o governo ditatorial de Nicolás Maduro.
“Que este tempo de bênção permita a Venezuela encontrar de novo a concórdia e que todos os membros da sociedade trabalhem fraternalmente pelo desenvolvimento do país, ajudando os setores mais frágeis da população”, afirmou o sumo pontífice.
O papa também desejou que “os habitantes da querida Nicarágua se redescubram irmãos para que não prevaleçam as divisões e as discórdias, e sim que todos se esforcem para favorecer a reconciliação e para construir juntos o futuro do país”. O país enfrenta uma grave crise política desde o início de protestos contra o governo de Daniel Ortega em abril. A repressão provocou 320 mortes, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos.
Apesar da pressão internacional, Ortega não cedeu e descartou a possibilidade de antecipar as eleições presidenciais 2021 para 2019, como propôs a Igreja Católica, principal mediadora nas negociacões entre o governo e a oposição.
(Com Estadão Conteúdo, EFE e AFP)
Famosos
Uma entrevista concedida por Guga Figueiredo ao podcast “Inteligência Ltda.” voltou a ganhar força nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a responsabilidade...
4 de junho de 2026
Uma entrevista concedida por Guga Figueiredo ao podcast “Inteligência Ltda.” voltou a ganhar força nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a responsabilidade de influenciadores digitais na divulgação de produtos e serviços. Durante a conversa, publicada no ano passado, o criador de conteúdo fez duras críticas a Virginia Fonseca e questionou sua atuação em campanhas publicitárias direcionadas aos milhões de seguidores que acompanham sua rotina.
Ao longo do bate-papo, Guga afirmou que a influenciadora acumulou um histórico de divulgações que teriam causado transtornos a consumidores. Por isso, ele contestou o discurso frequentemente utilizado por admiradores da empresária de que sua atuação nas redes sociais beneficia a sociedade.
“A Virginia é mais uma praga pra sociedade do que uma benfeitora”, declarou.
Em seguida, o influenciador elevou o tom das críticas e utilizou uma comparação irônica para definir o que considera uma relação desigual entre a criadora de conteúdo e seu público.
“Ela é o Hood Robin, tira dos pobres e coloca no próprio bolso”, afirmou.
Na entrevista, Guga citou episódios que, de acordo com ele, contribuíram para desgastar a imagem da influenciadora em relação à publicidade digital.
Entre os exemplos mencionados, ele relembrou uma situação em que Virginia divulgou uma empresa posteriormente acusada por consumidores de não entregar produtos vendidos. De acordo com Guga, houve até uma determinação judicial envolvendo uma seguidora prejudicada.
“Ela já foi obrigada judicialmente a ressarcir uma seguidora com um iPhone novo depois de divulgar uma loja que deu golpe. Também fez publi de loja de óculos que lesou centenas de consumidores. É um histórico preocupante”, afirmou em seguida.
Além disso, o criador de conteúdo citou campanhas relacionadas a cosméticos e suplementos que, segundo ele, levantaram questionamentos sobre a eficácia dos produtos anunciados.
As críticas não ficaram restritas aos produtos físicos. Guga também direcionou questionamentos a iniciativas digitais promovidas pela influenciadora.
Entre elas, destacou um curso voltado para pessoas que desejavam construir carreira nas redes sociais. Na avaliação dele, o material foi produzido sem o cuidado esperado pelos compradores.
“Foi gravado todo no mesmo dia, de qualquer jeito. Depois ela apagou tudo e sumiu. Não teve suporte, nem satisfação. Vendeu e tchau”, declarou.
Além disso, ele relembrou uma ação promocional que envolvia fãs e sessões de fotos. Segundo seu relato, participantes teriam pago para participar da experiência, mas o encontro não ocorreu conforme o esperado.
“As pessoas pagaram e ela foi embora. Isso é respeito com quem te acompanha?”, questionou.
Guga também mencionou a plataforma de rifas WePrêmios, que acabou se tornando alvo de críticas após seu lançamento.
Outro tema que ocupou espaço na entrevista foi a divulgação de plataformas de apostas por influenciadores digitais. Para Guga, muitos criadores de conteúdo deveriam adotar mais transparência ao apresentar ganhos financeiros relacionados aos jogos.
Segundo ele, exibir apenas resultados positivos pode transmitir uma percepção distorcida para quem acompanha esse tipo de conteúdo.
“Ela diz que sempre avisa para jogar com responsabilidade. Mas quando foi que mostrou que perdeu? Sempre aparece ganhando R$ 8 mil. Isso cria uma ilusão perigosa”, alertou.
O influenciador também criticou a postura de parlamentares durante a CPI que investigou o mercado de apostas esportivas. Na visão dele, parte das sessões foi marcada por elogios aos convidados em vez de questionamentos mais rigorosos.
“Foi o poste mijando no cachorro. Teve senador elogiando, pedindo foto, dizendo que ela gera emprego. É uma inversão de valores”, declarou.
Na mesma entrevista, Felca também participou da discussão e abordou as consequências enfrentadas por criadores de conteúdo que recusam contratos ligados ao setor de apostas.
Segundo ele, quem opta por não divulgar esse tipo de plataforma frequentemente perde oportunidades profissionais e convites para determinados eventos.
“Quando você não fecha com casa de aposta, não é fechado, algumas portas se fecham na tua cara mesmo, entendeu?”
O influenciador afirmou ainda que considera mais importante o impacto social de suas escolhas do que eventuais prejuízos profissionais.
“Alguns lugares você não é você não pode entrar, com algumas pessoas você não é bem-vindo, você para de ser meio convidado para os lugar, tem esse contratozinho aí, entendeu? Mas sinceramente, cara, é, se a pessoa que é, que, que tá para sucumbir, a pessoa que ainda não apostou. Ela deixar de sucumbir pelo que eu estou fazendo”.
Na sequência, Felca reforçou sua preocupação com pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas ao vício em apostas e disse acreditar que sua postura pode ajudar parte desse público.
“Se a pessoa que está sucumbindo, pessoa que está apostando, conseguir deixar de sucumbir, conseguir parar de sucumbir, ou se a pessoa que não sucumbiu, não entrar nisso, e se a pessoa que já sucumbiu, já se ferrou para caramba, já está lascado, tem algum conforto? Para mim umas portinhas fechadas na minha cabeça não tem muito peso não, entendeu?”, disse.
O vídeo voltou a circular amplamente nas plataformas digitais nos últimos dias e reacendeu o debate sobre publicidade, influência nas redes sociais e os limites da responsabilidade de criadores de conteúdo diante de milhões de seguidores.
Famosos
Virginia Fonseca chamou muita atenção na terça-feira, 3 de junho, após uma atitude nas redes sociais que não passou despercebida pelos seguidores. A...
3 de junho de 2026
Virginia Fonseca chamou muita atenção na terça-feira, 3 de junho, após uma atitude nas redes sociais que não passou despercebida pelos seguidores. A influenciadora digital apagou de seu perfil no TikTok uma publicação feita logo após o fim do relacionamento com Vini Jr., fato que rapidamente alimentou especulações sobre uma possível reaproximação entre os dois.
A exclusão da postagem chamou a atenção porque o conteúdo trazia uma mensagem que marcou o momento da separação. Na ocasião, um dia depois do anúncio do término, Virginia publicou a seguinte frase: “Ao longo da minha vida, aprendi a nunca negociar aquilo que, pra mim, é inegociável. Fim”.
Agora, com o desaparecimento da publicação da plataforma, internautas passaram a comentar a possibilidade de uma mudança no cenário entre a influenciadora e o jogador. Então, após o fato virlizar pela internet, muitos usuários fizeram referência à mensagem publicada por Virginia na época do rompimento.
“Foi negociável”, escreveu uma internauta. “Acabou de negociar o inegociável”, comentou outra. Além disso, parte do público associou a exclusão do conteúdo a uma possível retomada do relacionamento. “Deve estar ensaiando a volta”, opinou uma usuária. “Pelo visto negociou”, comentou mais uma pessoa.
Quando o término veio a público, o Portal LeoDias informou que uma discussão durante um jantar em um restaurante conhecido de Madri, na Espanha, teria provocado a crise definitiva entre o casal. Segundo a publicação, durante o encontro, uma notificação apareceu no celular do atleta com a mensagem: “Saudades”, acompanhada de um emoji de coração.
Virginia teria visto o conteúdo rapidamente e, em seguida, questionado quem era a mulher responsável pela mensagem. A conversa logo evoluiu para uma discussão ainda no restaurante. Depois, o desentendimento continuou na mansão do jogador. Fontes ouvidas pelo veículo relataram que Virginia insistiu para acessar o celular do então namorado.
Por outro lado, Vini Jr. negou qualquer envolvimento com a mulher que enviou a mensagem. Ainda, algum tempo depois, Virginia percebeu que a conversa não aparecia mais no aparelho do atleta. A situação aumentou sua desconfiança e contribuiu para o desgaste da relação.