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O homem que passou 20 anos preso por homicídio - mas sua vítima continuou viva

Injustiça levou duas décadas para ser corrigida.

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7 de março de 2016

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G1

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O ugandense Edward Edmary Mpagi foi preso por um assassinato que ele não cometeu -  na verdade, sua suposta "vítima" continuava viva e passando bem.

Mpagi passou 20 anos na prisão. Como ele, centenas de outros ugandenses ainda permanecem atrás das grades aguardando uma decisão da Justiça.

Em 1980, Campala, capital e maior cidade da Uganda, era uma terra sem lei - soldados matavam civis e episódios de violência extrema ocorriam à luz do dia.

Quando o táxi de Edward Mpagi foi assaltado, ele decidiu se mudar com sua família para o vilarejo onde moravam seus pais. Ali, o único problema era uma disputa de terras que já se arrastava por anos - e foi justamente isso que mudou para sempre seu futuro.

Em junho de 1981, seus vizinhos foram roubados e espancados, e as suspeitas recaíram sobre Mpagi - que foi preso junto com seu primo, Fred Masembe.

"(Os vizinhos) não tinham uma relação boa com meus pais", alega Mpagi.

Ele e o primo foram acusados de assalto e enviados à prisão de Masaka, onde os prisioneiros eram divididos de acordo com seus crimes. "Percebi que estava no grupo dos assassinos", diz Mpagi. "Fiquei com muito medo pois sabia que eu era inocente".

Um ano depois, Mpagi e seu primo foram levados a julgamento. Eles só haviam se encontrado com seu advogado duas vezes mas, quando Mpagi pediu mais tempo, ouviu dele uma negativa. "Eu sei de tudo", disse o advogado. E, então, o julgamento começou.

Mpagi não falava bem inglês - o idioma do tribunal - enquanto seu primo, Masembe, não sabia nada do idioma.

Para a surpresa de ambos, souberam que haviam sido indiciados pelo assassinato do filho do vizinho, William Wandyaka.

"Foi horrível, porque se você sabe que é inocente, não tem nem o que dizer", diz Mpagi.

Nenhuma testemunha foi chamada para depor em defesa dos dois, mas quatro pessoas afirmaram terem visto Mpagi com uma arma.

A verdade era que não havia uma arma, tampouco uma vítima  - Wandyaka estava vivo e passando bem, e só tinha se escondido.

"Ele estava longe de casa e voltava durante a noite, ele não podia se expor", diz Mpagi, que alega que as testemunhas haviam sido compradas.

Quando o juiz o condenou à morte, Mpagi conta ter desmaiado. "Não tenho palavras para descrever o que aconteceu. Foi terrível. Falaram que eu ia morrer".

Os dois homens foram levados, então, para a prisão de segurança máxima de Luzira, em Campala. Despidos, eles receberam dois lençóis - um deles para ser usado como cama. Mpagi só voltou a dormir em um colchão em 1996.

Superlotação
A prisão recebia tantos prisioneiros políticos que os condenados eram levados diretamente à forca. As celas eram individuais, mas acabavam sendo compartilhadas por quatro ou cinco detentos.

"Dividíamos um pequeno balde como um penico. E tínhamos diarreia, por causa da disenteria (doença inflamatória do intestino). Era horrível", diz Mpagi.

Os prisioneiros só podiam sair de suas celas por meia hora durante o dia, para limpar os baldes.

Segundo Mpagi, a pior coisa era ouvir as execuções de suas celas. "Podíamos ouvi-los (prisioneiros) chorando, dizendo adeus, ou nos dizendo que A ou B haviam sido levados. Eu tremia só de pensar: "Quem será o próximo agora?", diz Mpagi.

Houve cinco rodadas de execuções, cada uma com vários prisioneiros - entre 1989 e 1999. Mpagi testemunhou todas elas.

Um dos companheiros de cela lhe passou uma mensagem, escrita em papel higiênico. Dizia: "Adeus, Mpagi. Parto esta tarde para nos encontramos no céu".

E as más condições da prisão causaram a morte de seu primo, Masembe ficou doente, mas recusou tratamento e morreu em 1985.

Inocência
Mpagi acredita ter escapado da execução porque as autoridades penitenciárias sabiam que ele era inocente - ele falava bastante sobre o assunto, e um jornalista discutiu seu caso na TV. "Eu falava a todo mundo que vinha me ver que eu era inocente e que estava morrendo".

Em 1989, a verdade veio à tona, líderes da cidade natal de Mpagi finalmente investigaram o caso e escreveram ao procurador-geral do país para dizer que o homem que ele fora acusado de matar ainda estava vivo. Apesar disso, nada mudou. Mpagi permaneceu encarcerado.

O problema foi que, naquele momento, muitos dos que estavam envolvidos no caso, incluindo os juízes já haviam morrido. "Não havia ninguém para prestar depoimento. Portanto, demorou muito para conseguirmos reunir provas factuais", relembra Mpagi.

Já tendo perdido uma apelação em 1983, sua única chance era o perdão presidencial, que foi finalmente dado pelo presidente Yoweri Museveni em 2000. Quando Mpagi foi liberado, sua "vítima", Wandyaka, ainda estava viva -  ele morreu de Aids dois anos depois. Apesar das repetidas solicitações de Mpagi, Wandyaka nunca quis encontrá-lo.

Mpagi não pediu indenização, especialmente por causa da preocupação com os companheiros de cela. Ele temia que se processasse o Estado, o governo relutaria em libertar outros prisioneiros inocentes. "Então, eu dizia: "Não, me deixem quieto". Ele hoje faz campanha pela abolição da pena de morte.

Mpagi também se tornou catequista, e todos os dias visita prisões para rezar com os presos. "Eu sempre digo a eles: "Na prisão, você é como um tomate em uma plantação, um tomate cresce e produz novos tomates, vocês podem crescer e se tornar pessoas melhores".

Famosos

Vídeo de críticas a Virginia ressurge e reacende debate sobre publis

Uma entrevista concedida por Guga Figueiredo ao podcast “Inteligência Ltda.” voltou a ganhar força nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a responsabilidade...

Vídeo de críticas a Virginia ressurge e reacende debate sobre publis

4 de junho de 2026

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Uma entrevista concedida por Guga Figueiredo ao podcast “Inteligência Ltda.” voltou a ganhar força nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a responsabilidade de influenciadores digitais na divulgação de produtos e serviços. Durante a conversa, publicada no ano passado, o criador de conteúdo fez duras críticas a Virginia Fonseca e questionou sua atuação em campanhas publicitárias direcionadas aos milhões de seguidores que acompanham sua rotina.

Ao longo do bate-papo, Guga afirmou que a influenciadora acumulou um histórico de divulgações que teriam causado transtornos a consumidores. Por isso, ele contestou o discurso frequentemente utilizado por admiradores da empresária de que sua atuação nas redes sociais beneficia a sociedade.

“A Virginia é mais uma praga pra sociedade do que uma benfeitora”, declarou.

Em seguida, o influenciador elevou o tom das críticas e utilizou uma comparação irônica para definir o que considera uma relação desigual entre a criadora de conteúdo e seu público.

“Ela é o Hood Robin, tira dos pobres e coloca no próprio bolso”, afirmou.

Guga relembra polêmicas envolvendo campanhas publicitárias

Na entrevista, Guga citou episódios que, de acordo com ele, contribuíram para desgastar a imagem da influenciadora em relação à publicidade digital.

Entre os exemplos mencionados, ele relembrou uma situação em que Virginia divulgou uma empresa posteriormente acusada por consumidores de não entregar produtos vendidos. De acordo com Guga, houve até uma determinação judicial envolvendo uma seguidora prejudicada.

“Ela já foi obrigada judicialmente a ressarcir uma seguidora com um iPhone novo depois de divulgar uma loja que deu golpe. Também fez publi de loja de óculos que lesou centenas de consumidores. É um histórico preocupante”, afirmou em seguida.

Além disso, o criador de conteúdo citou campanhas relacionadas a cosméticos e suplementos que, segundo ele, levantaram questionamentos sobre a eficácia dos produtos anunciados.

Cursos e ações promocionais também entraram na mira

As críticas não ficaram restritas aos produtos físicos. Guga também direcionou questionamentos a iniciativas digitais promovidas pela influenciadora.

Entre elas, destacou um curso voltado para pessoas que desejavam construir carreira nas redes sociais. Na avaliação dele, o material foi produzido sem o cuidado esperado pelos compradores.

“Foi gravado todo no mesmo dia, de qualquer jeito. Depois ela apagou tudo e sumiu. Não teve suporte, nem satisfação. Vendeu e tchau”, declarou.

Além disso, ele relembrou uma ação promocional que envolvia fãs e sessões de fotos. Segundo seu relato, participantes teriam pago para participar da experiência, mas o encontro não ocorreu conforme o esperado.

“As pessoas pagaram e ela foi embora. Isso é respeito com quem te acompanha?”, questionou.

Guga também mencionou a plataforma de rifas WePrêmios, que acabou se tornando alvo de críticas após seu lançamento.

Debate sobre apostas dominou parte da conversa

Outro tema que ocupou espaço na entrevista foi a divulgação de plataformas de apostas por influenciadores digitais. Para Guga, muitos criadores de conteúdo deveriam adotar mais transparência ao apresentar ganhos financeiros relacionados aos jogos.

Segundo ele, exibir apenas resultados positivos pode transmitir uma percepção distorcida para quem acompanha esse tipo de conteúdo.

“Ela diz que sempre avisa para jogar com responsabilidade. Mas quando foi que mostrou que perdeu? Sempre aparece ganhando R$ 8 mil. Isso cria uma ilusão perigosa”, alertou.

O influenciador também criticou a postura de parlamentares durante a CPI que investigou o mercado de apostas esportivas. Na visão dele, parte das sessões foi marcada por elogios aos convidados em vez de questionamentos mais rigorosos.

“Foi o poste mijando no cachorro. Teve senador elogiando, pedindo foto, dizendo que ela gera emprego. É uma inversão de valores”, declarou.

Felca comenta impacto da indústria das apostas

Na mesma entrevista, Felca também participou da discussão e abordou as consequências enfrentadas por criadores de conteúdo que recusam contratos ligados ao setor de apostas.

Segundo ele, quem opta por não divulgar esse tipo de plataforma frequentemente perde oportunidades profissionais e convites para determinados eventos.

“Quando você não fecha com casa de aposta, não é fechado, algumas portas se fecham na tua cara mesmo, entendeu?”

O influenciador afirmou ainda que considera mais importante o impacto social de suas escolhas do que eventuais prejuízos profissionais.

“Alguns lugares você não é você não pode entrar, com algumas pessoas você não é bem-vindo, você para de ser meio convidado para os lugar, tem esse contratozinho aí, entendeu? Mas sinceramente, cara, é, se a pessoa que é, que, que tá para sucumbir, a pessoa que ainda não apostou. Ela deixar de sucumbir pelo que eu estou fazendo”.

Na sequência, Felca reforçou sua preocupação com pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas ao vício em apostas e disse acreditar que sua postura pode ajudar parte desse público.

“Se a pessoa que está sucumbindo, pessoa que está apostando, conseguir deixar de sucumbir, conseguir parar de sucumbir, ou se a pessoa que não sucumbiu, não entrar nisso, e se a pessoa que já sucumbiu, já se ferrou para caramba, já está lascado, tem algum conforto? Para mim umas portinhas fechadas na minha cabeça não tem muito peso não, entendeu?”, disse.

O vídeo voltou a circular amplamente nas plataformas digitais nos últimos dias e reacendeu o debate sobre publicidade, influência nas redes sociais e os limites da responsabilidade de criadores de conteúdo diante de milhões de seguidores.

Famosos

Virginia apaga post sobre término com Vini Jr. e levanta suspeitas

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3 de junho de 2026

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Virginia Fonseca chamou muita atenção na terça-feira, 3 de junho, após uma atitude nas redes sociais que não passou despercebida pelos seguidores. A influenciadora digital apagou de seu perfil no TikTok uma publicação feita logo após o fim do relacionamento com Vini Jr., fato que rapidamente alimentou especulações sobre uma possível reaproximação entre os dois.

A exclusão da postagem chamou a atenção porque o conteúdo trazia uma mensagem que marcou o momento da separação. Na ocasião, um dia depois do anúncio do término, Virginia publicou a seguinte frase: “Ao longo da minha vida, aprendi a nunca negociar aquilo que, pra mim, é inegociável. Fim”.

Agora, com o desaparecimento da publicação da plataforma, internautas passaram a comentar a possibilidade de uma mudança no cenário entre a influenciadora e o jogador. Então, após o fato virlizar pela internet, muitos usuários fizeram referência à mensagem publicada por Virginia na época do rompimento.

“Foi negociável”, escreveu uma internauta. “Acabou de negociar o inegociável”, comentou outra. Além disso, parte do público associou a exclusão do conteúdo a uma possível retomada do relacionamento. “Deve estar ensaiando a volta”, opinou uma usuária. “Pelo visto negociou”, comentou mais uma pessoa.

Suposto motivo do fim entre Virginia Fonseca e Vini Jr.

Quando o término veio a público, o Portal LeoDias informou que uma discussão durante um jantar em um restaurante conhecido de Madri, na Espanha, teria provocado a crise definitiva entre o casal. Segundo a publicação, durante o encontro, uma notificação apareceu no celular do atleta com a mensagem: “Saudades”, acompanhada de um emoji de coração.

Virginia teria visto o conteúdo rapidamente e, em seguida, questionado quem era a mulher responsável pela mensagem. A conversa logo evoluiu para uma discussão ainda no restaurante. Depois, o desentendimento continuou na mansão do jogador. Fontes ouvidas pelo veículo relataram que Virginia insistiu para acessar o celular do então namorado.

Por outro lado, Vini Jr. negou qualquer envolvimento com a mulher que enviou a mensagem. Ainda, algum tempo depois, Virginia percebeu que a conversa não aparecia mais no aparelho do atleta. A situação aumentou sua desconfiança e contribuiu para o desgaste da relação.