sexta, 10 de julho, 2026
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Servidores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) criaram contas na Blaze e se passaram por clientes da plataforma para reunir provas antes de ajuizar a ação civil pública contra a casa de apostas e a influenciadora Virginia Fonseca. A estratégia integra o processo de 855 páginas apresentado pelo órgão, que pede indenização de R$ 120 milhões.
De acordo com a ação, a Promotoria do Consumidor monitorou comunicações promocionais enviadas pela empresa para consumidores cadastrados. Além disso, preservou todo o material coletado para garantir a chamada cadeia de custódia digital das provas.
De acordo com o promotor Paulo Binicheski, responsável pela ação, a investigação reuniu e-mails publicitários enviados pela Blaze aos usuários cadastrados. O material ficou armazenado em formato PDF, com informações como remetente, destinatário, data, horário e conteúdo integral das mensagens.
Ainda conforme o documento, esse procedimento garantiu a preservação da cadeia de custódia das evidências, ou seja, o registro do caminho percorrido pelas provas desde a coleta até a apresentação no processo.
Para o MPDFT, os documentos mostram que a plataforma adotou uma estratégia contínua para estimular apostas por meio de mensagens com linguagem persuasiva, sensação de urgência e promessas de vantagens aos consumidores.
Além disso, a Promotoria afirma que informações essenciais sobre as promoções apareciam apenas no rodapé das mensagens, em fonte reduzida. Dessa forma, o órgão sustenta que a prática pode caracterizar publicidade enganosa por omissão, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.
A ação civil pública chegou à Justiça na quinta-feira, 09 de julho. Segundo o MPDFT, a Blaze e Virginia Fonseca adotaram práticas publicitárias consideradas abusivas durante a Copa do Mundo de 2026 para incentivar apostas esportivas.
De acordo com a investigação, Virginia divulgou conteúdos sobre a plataforma sem identificar de forma clara o caráter publicitário das publicações, especialmente durante uma ação relacionada ao jogo de Cabo Verde.
O Ministério Público informou ainda que a apuração começou após consumidores relatarem retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldades para sacar recursos mantidos na plataforma.
Em nota, a defesa de Virginia Fonseca afirmou que responderá às alegações nos autos e destacou que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, entre elas a obtenção de contratos e outros documentos considerados importantes para o esclarecimento dos fatos.
Os advogados também sustentam que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão das investigações antes de apresentar a ação. Além disso, rejeitam qualquer acusação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores.
Por fim, a defesa declarou confiar no Poder Judiciário e informou que apresentará documentação para contestar os pedidos formulados contra a influenciadora.
“A Foggo Entertainment Ltda, detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, esclarece que, até o presente momento, não foi formalmente intimada a respeito do referido procedimento do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).
A Foggo se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação e as regulamentações em vigor no país. Nossas operações e parcerias são sempre pautadas pelas melhores práticas de mercado, com foco absoluto na segurança de nossos usuários, seguindo princípios legais e normas aplicáveis, assim como com base nas diretrizes de Jogo Responsável. Assim que formalmente notificada, a Foggo prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e a quem mais se fizer necessário.”
Famosos
Nesta sexta-feira, dia 10 de julho, Vini Jr resolveu se pronunciar pela primeira vez após a eliminação do Brasil da Copa do Mundo. Na ocasião, a Seleção...
10 de julho de 2026
Nesta sexta-feira, dia 10 de julho, Vini Jr resolveu se pronunciar pela primeira vez após a eliminação do Brasil da Copa do Mundo. Na ocasião, a Seleção Brasileira deixou a competição nas Oitavas de Final após perder de 2 a 1 para a Noruega no dia 5 de julho.
Vini foi um dos jogadores mais criticados após não cobrar um pênalti ainda no primeiro tempo, lance que poderia mudar o placar final da partida.
“Quase quatro anos depois e novamente pensando no que escrever após uma frustração em Copa do Mundo. Vi tantas pessoas de todas as idades me apoiando, abraçando nosso sonho, que seria injusto manter o silêncio. Mas precisava de uns dias para refletir”, começou ele em sua conta no Instagram.
Em seguida, o atleta reconheceu o talento da Seleção e, além disso, pediu desculpas à torcida.
“Vestir a camisa da Seleção é o maior orgulho da minha vida, e sair de uma Copa nas oitavas é um sentimento difícil de explicar. Sei o quanto me preparei, o quanto me concentrei, o quanto queria isso por vocês, pela minha família. A sensação de frustração é absurda. Tínhamos um grupo forte o suficiente para fazer mais e não conseguimos. Peço desculpas e lutarei pelo nosso sonho de voltar ao topo do mundo”, concluiu.
Famosos
Thelma Assis comentou sobre o processo de injúria racial movido contra Rodrigo Branco pela primeira vez após conquistar uma decisão favorável na...
9 de julho de 2026
Thelma Assis comentou sobre o processo de injúria racial movido contra Rodrigo Branco pela primeira vez após conquistar uma decisão favorável na Justiça. A médica e campeã do “BBB 20” analisou a repercussão pública do caso, comentou o vídeo de desculpas divulgado pelo empresário e explicou como enfrentou os dias de maior exposição nas redes sociais.
Thelma revelou que optou por se afastar da internet enquanto o assunto dominava as redes sociais e mobilizava artistas e internautas. “Eu me preservei em prol da minha saúde mental”, contou em entrevista à Andrea Corazza pelo “TV Fama”, na RedeTV!. Além de comentar a repercussão recente, Thelma recordou o longo período até a conclusão do processo.
“[Foram] Seis anos revivendo uma dor, uma injúria racial, um crime, né? Que, como tal, tem que ser julgado. E assim foi. Foi uma juíza, uma mulher, é muito importante falar isso. Ela deu uma sentença muito embasada, citou a Maju Coutinho, que é minha amiga e foi ofendida também”, ressaltou Thelma.
Em seguida, a ex-participante do reality da Globo afirmou que considera importante a condução judicial do caso, sobretudo pelo caráter educativo da decisão. “Que bom que foi resolvido como tem que ser: judicialmente e de uma forma educativa, para que esse Brasil que é tão racista, que tem pessoas que se colocam nesse lugar… Que sofram as consequências de forma judicial”.
Embora o processo tenha levado anos até a sentença, Thelma afirmou que nunca cogitou desistir da ação. “Para mim, foi uma prioridade. Se aconteceu de forma pública, o respaldo e toda a repercussão pública se fizeram necessários, porque isso acontece todos os dias. Na vida, as pessoas são invalidadas, são minimizadas pela cor da pele, que é o que a gente é”.
A campeã do “BBB 20” também falou das pessoas que manifestaram apoio a Rodrigo Branco em meio ao caso. “Eu acho que as pessoas têm livre arbítrio para fazer as suas escolhas. Mas a gente não está falando de um erro, a gente está falando de um crime. E aí, quem quis ser conivente e apoiar, passar a mão, que arque com as consequências”, disparou a médica.
Por fim, Thelma análisou a postura do público, que passou a cobrar mais responsabilidade e coerência de figuras públicas. “Mas o que me deixa feliz é que o povo está vendo, cobra coerência, cobra responsabilidade. Eu acho que as pessoas têm o direito de evoluir, mas a luta antirracista precisa ser mais na prática, no dia a dia, do que midiática”, alfinetou a médica.