quinta, 04 de junho, 2026
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Depois de registrar quatro mortes este ano, o Centro Nacional de Paraquedismo, referência internacional para esse esporte, suspendeu as atividades por tempo indeterminado, em Boituva, interior de São Paulo. A medida foi anunciada na noite de sexta-feira, 22, depois que a Justiça determinou a paralisação do lançamento de paraquedistas sobre as áreas urbanas.
No dia 19, o aluno de paraquedismo Andrius Jamaico Pantaleão, de 38 anos, morreu após cair sobre o telhado de uma casa. O presidente da Confederação Brasileira de Paraquedismo, Uellinton Mendes, disse esperar que a medida seja temporária.
Segundo ele, apesar da proibição judicial ser somente sobre saltos no trecho urbano no município, foram suspensas todas as atividades, "tendo em vista a necessidade de complexa readequação da operação de paraquedismo com as aeronaves, pilotos, escolas e instrutores".
A decisão da Justiça de Boituva foi dada em representação judicial feita pela Polícia Civil, no inquérito que investiga a morte de Pantaleão. Conforme o delegado Emerson Jesus Martins, os saltos sobre a área urbana e a malha viária, que inclui um longo trecho da rodovia Castelo Branco (SP-280), podem acarretar novas mortes.
Ele lembrou acidentes anteriores em que os paraquedistas se chocaram com veículos na rodovia ou atingiram fiação elétrica. A decisão da justiça foi tomada "para que se evite que pessoas, coisas, objetos e aviões caiam, literalmente, sobre a cabeça e residência dos munícipes, protegendo-se, dessa forma, a salubridade dos cidadãos boituvenses, ofertando-se mais segurança a todos".
Foi estipulada multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento da medida. A justiça também determinou a suspensão das atividades da escola de paraquedismo da qual Andrius era aluno, até a conclusão do laudo pericial sobre as causas do acidente.
Em reunião na tarde desta segunda-feira, 25, a Confederação Nacional de Paraquedismo, que mantém o Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), a prefeitura e a Associação dos Paraquedistas de Boituva decidiram entrar com pedido de reconsideração da medida judicial que implicou a suspensão das atividades do CNP. Advogados da entidade protocolariam o pedido ainda nesta segunda-feira.
Caso a justiça local mantenha a proibição, o caso será levado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). No encontro, foi anunciado que uma comissão já realiza os estudos para melhorar a segurança dos saltos, evitando que os paraquedistas se projetem sobre a área urbana.
Impacto econômico
O Centro Nacional de Paraquedismo ocupa área de 99 mil metros quadrados, a 116 km da capital paulista, e tem cerca de 20 escolas em funcionamento. De acordo com a prefeitura de Boituva, é o local onde mais se salta de paraquedas no mundo, entre saltos turísticos e profissionais, promovendo aproximadamente 15 mil lançamentos por mês.
Já o CNP informou que são em média 100 mil saltos por ano. O local é utilizado também para o treinamento de atletas do paraquedismo esportivo. Em março deste ano, a cidade foi oficializada como "Capital Nacional do Paraquedismo".
De acordo com Mendes, o fechamento acontece às vésperas do maior Campeonato Brasileiro de Paraquedismo, realizado pela Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPQ), com 96 inscritos, que tem início nesta terça-feira, 26, em Piracicaba, no interior paulista. "Vale vaga para a Copa do Mundo do paraquedismo, que será realizada em agosto de 2023, na Noruega", afirmou.
O presidente da confederação, entidade que mantém o CNP, disse que está trabalhando em conjunto com as autoridades locais e a prefeitura para uma solução rápida para o problema. Uma das possibilidades é transferir as áreas de lançamento para pontos mais distantes na área urbana, em fazendas ao sul da atual sede do CNP.
Segundo ele, 300 famílias dependem diretamente das atividades envolvendo o paraquedismo. "Se não reabrir logo, elas vão passar necessidades. O prejuízo só não é maior do que o causado pela pandemia (de covid-19)", disse.
Mendes disse concordar que é preciso trabalhar com o máximo de segurança, mas lembrou que os acidentes envolvendo paraquedistas nem chegam perto dos números de mortes em acidentes automobilísticos ou em assaltos. "Concordo que é preciso sempre melhorar a segurança, mas nosso código desportivo é muito rígido em relação a isso. São cerca de 5 mil paraquedistas ativos e trabalhamos para reduzir as possibilidades de que os acidentes aconteçam."
Atualmente, o CNP é o local onde são registrados os principais recordes e realizados os eventos e campeonatos de paraquedismo do País. O presidente da Associação de Paraquedismo de Boituva, Marcelo Costa, disse que a suspensão das atividades no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP) implicou na suspensão de cerca de dois mil lançamentos e de 800 saltos duplos apenas neste fim de semana. "O fechamento prejudica o comércio da cidade, incluindo o gastronômico e o de hospedagem. O turismo que vem a Boituva é em função do centro", disse, pontuando ser importante que os paraquedistas possam "viver em harmonia com a cidade".
A cidade de 63.310 habitantes convive com os paraquedistas desde a década de 1970, quando o núcleo urbano ainda não tinha se estendido aos arredores do campo de pouso usado para os saltos. Os moradores se dividem sobre o tema.
"Até que enfim uma boa notícia (sobre o fechamento). Não aguentava mais o barulho desses aviões sobre a cabeça o dia inteiro", disse a dona de casa Adélia Gomes, que mora próxima do Parque Ecológico. Já o microempresário Ricardo Galindo defende o que considera uma marca local. "Boituva só é conhecida pelo paraquedismo e nada mais."
Morador de Boituva há 38 anos, o advogado Luiz Carlos Paes Vieira disse que a ordem judicial não foi pelo fechamento. "Após a fatalidade envolvendo o aluno, foi decidida em liminar a determinação de não se realizarem saltos sobre a mancha urbana, daí as escolas, a associação de paraquedistas e o próprio centro tiveram o zelo de interromperem as atividades até buscarem protocolos de melhor atender a questão de segurança."
Ele vê dificuldade em definir um ponto exato para o paraquedista pousar. "Ele salta a até 3 mil metros de altura, é hilário querer prever onde vai cair. O vento pode mudar a direção. A cidade está separada do paraquedismo apenas pela pista da Castelo Branco.
O advogado disse que o paraquedismo tem uma relação histórica com Boituva. "Eu lembro que em 1991 eu estava chegando a Florianópolis para passar o carnaval e me encontrei com rapazes que vinham do Uruguai e Rio Grande do Sul para passar o carnaval em Boituva, no centro de paraquedismo. É óbvio que a segurança vem em primeiro lugar, mas acredito que logo tudo vai ser retomado, tanto pela ligação histórica, quanto pelo acolhimento da população a essa atividade."
O prefeito Edson Marcuzzo (PSDB) disse que o CNP é uma referência internacional, tanto do paraquedismo esportivo quanto do turístico.
"Em alta temporada chegamos entre 15 e 18 mil saltos por mês. Há mais de 50 anos o paraquedismo está instalado em Boituva, por isso é de extrema importância para a economia do município. Centenas de famílias sobrevivem da prática do paraquedismo em Boituva, por isso a suspensão das atividades é muito preocupante Isso impactará certamente a economia local. Somos municípios de interesse turístico. Acreditamos na justiça, no bom senso e nas medidas que estão sendo tomadas para ter cada vez mais segurança e melhores condições para os turistas, os atletas e a população", afirmou.
Acidentes
Desde janeiro deste ano, houve quatro mortes por acidentes envolvendo paraquedistas em Boituva. No caso mais recente, do empresário Andrius Jamaico Pantaleão, a apuração inicial indica que não houve a abertura total do paraquedas principal, nem do reserva. Conforme o delegado Martins, é preciso aguardar a perícia para chegar a uma conclusão. A vítima atingiu o telhado de uma casa e foi ao solo, tendo sido encontrado já sem vida. O aluno era acompanhado por instrutor.
Em 11 de maio, dois paraquedistas morreram após o pouso forçado de uma aeronave que decolou do CNP com 15 pessoas a bordo - um piloto e 15 atletas. Outras dez pessoas ficaram feridas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião apresentou problemas a cerca de 300 metros de altitude e o piloto tentou um pouso de emergência em uma área de pastagem.
A aeronave tocou o solo duas vezes antes de tombar com as rodas para cima. No dia 24 de abril, a sargento paraquedista do Exército Bruna Ploner morreu durante um salto com paraquedas de alta performance.
Famosos
Uma entrevista concedida por Guga Figueiredo ao podcast “Inteligência Ltda.” voltou a ganhar força nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a responsabilidade...
4 de junho de 2026
Uma entrevista concedida por Guga Figueiredo ao podcast “Inteligência Ltda.” voltou a ganhar força nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a responsabilidade de influenciadores digitais na divulgação de produtos e serviços. Durante a conversa, publicada no ano passado, o criador de conteúdo fez duras críticas a Virginia Fonseca e questionou sua atuação em campanhas publicitárias direcionadas aos milhões de seguidores que acompanham sua rotina.
Ao longo do bate-papo, Guga afirmou que a influenciadora acumulou um histórico de divulgações que teriam causado transtornos a consumidores. Por isso, ele contestou o discurso frequentemente utilizado por admiradores da empresária de que sua atuação nas redes sociais beneficia a sociedade.
“A Virginia é mais uma praga pra sociedade do que uma benfeitora”, declarou.
Em seguida, o influenciador elevou o tom das críticas e utilizou uma comparação irônica para definir o que considera uma relação desigual entre a criadora de conteúdo e seu público.
“Ela é o Hood Robin, tira dos pobres e coloca no próprio bolso”, afirmou.
Na entrevista, Guga citou episódios que, de acordo com ele, contribuíram para desgastar a imagem da influenciadora em relação à publicidade digital.
Entre os exemplos mencionados, ele relembrou uma situação em que Virginia divulgou uma empresa posteriormente acusada por consumidores de não entregar produtos vendidos. De acordo com Guga, houve até uma determinação judicial envolvendo uma seguidora prejudicada.
“Ela já foi obrigada judicialmente a ressarcir uma seguidora com um iPhone novo depois de divulgar uma loja que deu golpe. Também fez publi de loja de óculos que lesou centenas de consumidores. É um histórico preocupante”, afirmou em seguida.
Além disso, o criador de conteúdo citou campanhas relacionadas a cosméticos e suplementos que, segundo ele, levantaram questionamentos sobre a eficácia dos produtos anunciados.
As críticas não ficaram restritas aos produtos físicos. Guga também direcionou questionamentos a iniciativas digitais promovidas pela influenciadora.
Entre elas, destacou um curso voltado para pessoas que desejavam construir carreira nas redes sociais. Na avaliação dele, o material foi produzido sem o cuidado esperado pelos compradores.
“Foi gravado todo no mesmo dia, de qualquer jeito. Depois ela apagou tudo e sumiu. Não teve suporte, nem satisfação. Vendeu e tchau”, declarou.
Além disso, ele relembrou uma ação promocional que envolvia fãs e sessões de fotos. Segundo seu relato, participantes teriam pago para participar da experiência, mas o encontro não ocorreu conforme o esperado.
“As pessoas pagaram e ela foi embora. Isso é respeito com quem te acompanha?”, questionou.
Guga também mencionou a plataforma de rifas WePrêmios, que acabou se tornando alvo de críticas após seu lançamento.
Outro tema que ocupou espaço na entrevista foi a divulgação de plataformas de apostas por influenciadores digitais. Para Guga, muitos criadores de conteúdo deveriam adotar mais transparência ao apresentar ganhos financeiros relacionados aos jogos.
Segundo ele, exibir apenas resultados positivos pode transmitir uma percepção distorcida para quem acompanha esse tipo de conteúdo.
“Ela diz que sempre avisa para jogar com responsabilidade. Mas quando foi que mostrou que perdeu? Sempre aparece ganhando R$ 8 mil. Isso cria uma ilusão perigosa”, alertou.
O influenciador também criticou a postura de parlamentares durante a CPI que investigou o mercado de apostas esportivas. Na visão dele, parte das sessões foi marcada por elogios aos convidados em vez de questionamentos mais rigorosos.
“Foi o poste mijando no cachorro. Teve senador elogiando, pedindo foto, dizendo que ela gera emprego. É uma inversão de valores”, declarou.
Na mesma entrevista, Felca também participou da discussão e abordou as consequências enfrentadas por criadores de conteúdo que recusam contratos ligados ao setor de apostas.
Segundo ele, quem opta por não divulgar esse tipo de plataforma frequentemente perde oportunidades profissionais e convites para determinados eventos.
“Quando você não fecha com casa de aposta, não é fechado, algumas portas se fecham na tua cara mesmo, entendeu?”
O influenciador afirmou ainda que considera mais importante o impacto social de suas escolhas do que eventuais prejuízos profissionais.
“Alguns lugares você não é você não pode entrar, com algumas pessoas você não é bem-vindo, você para de ser meio convidado para os lugar, tem esse contratozinho aí, entendeu? Mas sinceramente, cara, é, se a pessoa que é, que, que tá para sucumbir, a pessoa que ainda não apostou. Ela deixar de sucumbir pelo que eu estou fazendo”.
Na sequência, Felca reforçou sua preocupação com pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas ao vício em apostas e disse acreditar que sua postura pode ajudar parte desse público.
“Se a pessoa que está sucumbindo, pessoa que está apostando, conseguir deixar de sucumbir, conseguir parar de sucumbir, ou se a pessoa que não sucumbiu, não entrar nisso, e se a pessoa que já sucumbiu, já se ferrou para caramba, já está lascado, tem algum conforto? Para mim umas portinhas fechadas na minha cabeça não tem muito peso não, entendeu?”, disse.
O vídeo voltou a circular amplamente nas plataformas digitais nos últimos dias e reacendeu o debate sobre publicidade, influência nas redes sociais e os limites da responsabilidade de criadores de conteúdo diante de milhões de seguidores.
Famosos
Virginia Fonseca chamou muita atenção na terça-feira, 3 de junho, após uma atitude nas redes sociais que não passou despercebida pelos seguidores. A...
3 de junho de 2026
Virginia Fonseca chamou muita atenção na terça-feira, 3 de junho, após uma atitude nas redes sociais que não passou despercebida pelos seguidores. A influenciadora digital apagou de seu perfil no TikTok uma publicação feita logo após o fim do relacionamento com Vini Jr., fato que rapidamente alimentou especulações sobre uma possível reaproximação entre os dois.
A exclusão da postagem chamou a atenção porque o conteúdo trazia uma mensagem que marcou o momento da separação. Na ocasião, um dia depois do anúncio do término, Virginia publicou a seguinte frase: “Ao longo da minha vida, aprendi a nunca negociar aquilo que, pra mim, é inegociável. Fim”.
Agora, com o desaparecimento da publicação da plataforma, internautas passaram a comentar a possibilidade de uma mudança no cenário entre a influenciadora e o jogador. Então, após o fato virlizar pela internet, muitos usuários fizeram referência à mensagem publicada por Virginia na época do rompimento.
“Foi negociável”, escreveu uma internauta. “Acabou de negociar o inegociável”, comentou outra. Além disso, parte do público associou a exclusão do conteúdo a uma possível retomada do relacionamento. “Deve estar ensaiando a volta”, opinou uma usuária. “Pelo visto negociou”, comentou mais uma pessoa.
Quando o término veio a público, o Portal LeoDias informou que uma discussão durante um jantar em um restaurante conhecido de Madri, na Espanha, teria provocado a crise definitiva entre o casal. Segundo a publicação, durante o encontro, uma notificação apareceu no celular do atleta com a mensagem: “Saudades”, acompanhada de um emoji de coração.
Virginia teria visto o conteúdo rapidamente e, em seguida, questionado quem era a mulher responsável pela mensagem. A conversa logo evoluiu para uma discussão ainda no restaurante. Depois, o desentendimento continuou na mansão do jogador. Fontes ouvidas pelo veículo relataram que Virginia insistiu para acessar o celular do então namorado.
Por outro lado, Vini Jr. negou qualquer envolvimento com a mulher que enviou a mensagem. Ainda, algum tempo depois, Virginia percebeu que a conversa não aparecia mais no aparelho do atleta. A situação aumentou sua desconfiança e contribuiu para o desgaste da relação.