quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Meio Ambiente
Na estação de referência, em Ladário, a cota atual está em 71 cm, sendo que a média para o período é de 428 cm, ou seja, o nível do rio está 83,41% abaixo da média histórica
5 de agosto de 2024
MMN/PCS
O último boletim de monitoramento da Bacia do Rio Paraguai, no Pantanal, divulgado pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil) mostra que as cinco estações localizadas em Mato Grosso do Sul estão com níveis abaixo do normal para este período do ano.
Conforme o boletim, na estação de referência, em Ladário, houve redução de nível de 6 cm, em um período de sete dias. A cota atual está em 71 cm, sendo que a média para o período é de 428 cm. Ou seja, o nível está 83,41% abaixo da média histórica.
O boletim mostra, que, na Bacia do Rio Paraguai, na extensão de MS, as estações de Ladário, Miranda, Aquidauana, Forte Coimbra e Porto Murtinho — todas no Estado — registram níveis muito abaixo da média.
Conforme explica a pesquisadora do SGB, Luna Gripp, apesar dos níveis baixos, algumas estações, como a de Ladário, ainda não registraram os menores valores já observados para o período. Ela explica ainda que os níveis apresentados no monitoramento não representam a profundidade do rio, mas fazem menção a um referencial específico para cada estação.
“Nesse período de monitoramento, durante a seca e a estiagem, os níveis dos rios sempre se mostram bem baixos. Entretanto, esses números são utilizados apenas para os comparativos com dados históricos, e só podem ser equiparados com os registros realizados em uma mesma estação. Quando a régua marca determinado valor, não significa que essa é a profundidade atual do rio”, explicou.
Foto: Alicce Rodrigues
População
Além dos efeitos no clima, que afetam a população em geral no Estado, os moradores locais estão entre os que são diretamente mais atingidos.
Atualmente, conforme os dados disponibilizados também pelo SGB, a Bacia do Rio Paraguai em MS é cercada por uma população de aproximadamente 130,6 mil. Deste total, 96.268 estão em Corumbá; 21.522 em Ladário e 12.859 em Porto Murtinho.
Falta de chuvas e desequilíbrio ambiental
A falta de chuvas, em meio uma seca histórica, desfavorece a manutenção do nível dos rios. Além disso, há a previsão de poucas ou quase nenhuma chuva para as próximas semanas, aponta o Cemtec.
A seca reflete no desequilíbrio ambiental e Mato Grosso do Sul registra, inclusive, o maior incêndio da série histórico no Pantanal. A área queimada já ultrapassa os 600 mil hectares.
No estado vizinho, em Mato Grosso, no trecho da Barra dos Bugres, foi registrado o nível mais baixo já registrado no histórico para este período do ano: 43 cm. Essa cota é 35 cm menor que a média para o mês de julho, de 78 cm.
Focos de incêndio ativos até fim de julho
Julho fechou com 1.218 focos ativos de incêndios florestais no Pantanal, conforme dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Isso significa que há dois meses o bioma vem batendo recordes alarmantes de queimadas, agravados pelas condições climáticas desfavoráveis.
Segundo a tenente-coronel e diretora de proteção ambiental do Corpo de Bombeiros, Tatiane Inoue, as queimadas registradas em 2024 no bioma representam um aumento de 26,2% em comparação a 2020 e 1.544,8% em comparação a 2023.
Com a chegada de agosto, período já conhecido pela estiagem e ventos fortes, as autoridades se preparam para um trimestre ainda mais crítico e alerta moradores e produtores rurais para queimadas de vegetação em todo o Estado.
Vale lembrar que a queima controlada, das quais muitos produtores rurais têm autorização para realizar, está temporariamente proibida, assim como queimadas em perímetro urbano, que é crime ambiental.
Chuvas abaixo da média
Mato Grosso do Sul registra, ainda, chuvas muito abaixo da média histórica. Em junho deste ano, a maioria dos municípios registrou precipitação acumulada com volumes 100% abaixo do esperado. Ou seja, quase não houve chuva na maior parte do Estado.
Em contexto geral, o Cemtec observou que houve chuva acumulada entre 0-10 mm no mês de junho, em todo o Estado. Em razão disso, percebe-se que MS enfrenta uma intensificação acentuada da seca.
Nos primeiros 15 dias de julho, houve leve melhora, e oito cidades não registraram chuvas, contribuindo para a seca histórica vivenciada no Estado. Ao todo, 31 cidades apresentaram índices de precipitação de chuva abaixo da média histórica, enquanto apenas 13 ficaram acima da média.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
TopMídia News