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Meio Ambiente
Em audiência pública realizada na manhã de quinta-feira (7), na Câmara Municipal de Coxim, o prefeito Aluizio São José, acompanhado pelo procurador-geral do município Douglas Wagner Van Spitzenbergen, apresentou proposta para extinguir o lixão de Coxim e adequar o município à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
12 de dezembro de 2017
Fabio Pellegrini
Em audiência pública realizada na manhã de quinta-feira (7), na Câmara Municipal de Coxim, o prefeito Aluizio São José, acompanhado pelo procurador-geral do município Douglas Wagner Van Spitzenbergen, apresentou proposta para extinguir o lixão de Coxim e adequar o município à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
A reunião pública contou com a presença do titular do Núcleo Ambiental do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Luciano Loubet; da titular da 2ª Promotoria de Justiça de Coxim, Daniella Costa da Silva; do titular da 1ª Promotoria de Justiça de Coxim, Marcos André Sant’ana Cardoso; do presidente da Câmara de Vereadores, Vladimir Ferreira; do engenheiro ambiental do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Fernando Bernandes; além de vereadores e representantes da sociedade.
O prefeito de Coxim expôs a necessidade de adequação do município à Política Nacional de Resíduos Sólidos haja vista a assinatura de acordo com o Ministério Público no dia 27 de novembro passado e demonstrou sua preocupação com o meio ambiente.
“Nos orgulhamos de viver em Coxim, um local de natureza exuberante, conhecido pelas belezas naturais e recursos pesqueiros. Já era hora de enfrentar esse assunto e apresentar alternativas. A proposta tem prazo de dois anos e meio para implementar a coleta seletiva, a Unidade de Triagem de Resíduos (UTR), construir uma cooperativa de catadores e até 2019 encerrarmos as atividades do lixão e dar a destinação correta dos resíduos gerados em Coxim. Abdicamos da tese de construir um aterro pois não há recursos, pois já buscamos no passado e não fomos contemplados. A União não nos privilegia a esse financiamento. É um momento importante para tratar dessa questão que perdura há 11 anos e envolve multas de quase R$ 10 milhões”, relatou Aluizio.
O presidente da Câmara, Vladimir Ferreira, pontuou que o serviço de coleta do lixo é essencial e funciona regularmente em Coxim. “Vamos discutir com a população e com os vereadores. Para termos um bom serviço há de ter financiamento e o atual é insuficiente. É o mesmo valor desde 2002. Há disparidades: algumas empresas que geram grande volume de lixo pagam o mesmo valor que o cidadão que gera apenas uma sacola de lixo. Precisamos discutir isso”.
A promotora Daniella explicou que a Lei de Resíduos Sólidos foi criada em 2010, estipulando um prazo de quatro anos para que os municípios se adequassem, mas a maioria não se adequou. Daí o MP passou atuar nesse sentido. Para ela, a disposição da Prefeitura de Coxim em querer resolver esse tema é louvável: “Essa questão vem desde 2004. Outro promotor fez acordo com o prefeito à época para tentar resolver. Em 2006, diante do não cumprimento do acordo, o MP entrou com duas ações de execução com a obrigação do município fazer e outro pela multa por descumprimento do acordo. Ao longo desse tempo vimos tentando dialogar e resolver. E neste ano, com o apoio do Núcleo Ambiental do MPMS, conseguimos essa conversa com o prefeito Aluizio, que está disposto a resolver essa questão”.
“Assinamos o novo acordo no dia 27 de novembro, com novas cláusulas e compromissos que o município terá que realizar a partir de 2018 e encerrar em 2019 o lixão, por ser insalubre aos catadores e pelos danos causados ao ambiente. Por meio do Fundo Municipal de Meio Ambiente destinamos R$ 600 mil que serão utilizados e revertidos para essa implementação da UTR, da construção da cooperativa para dar dignidade aos catadores e das ações de educação ambiental para implantar a coleta seletiva”, relatou ela.
O promotor Marcos esclareceu que a Constituição Brasileira rege que o meio ambiente é responsabilidade do poder público e da sociedade: “Não só para nós, mas para as gerações futuras. Aqui em Coxim já tivemos problemas com leishmaniose, dengue, zika vírus, e isso tem relação direta com o tratamento errado dos resíduos”.
Luciano Loubet mostrou um panorama do processo de coleta seletiva em MS e citou casos exitosos de municípios brasileiros, revelando ainda o trabalho do MPMS em orientar os municípios a cumprirem a lei de crimes ambientais: “A separação começa em casa pelo lixo reciclável, orgânico e rejeitos em casa e nos comércios. Há um grande potencial econômico, do orgânico e o reciclável. Apenas o que não pode ser aproveitado é que deve ser destinado ao aterro sanitário. Quanto menos material for encaminhado para o aterro, mais o município vai economizar. Daí a importância da coleta seletiva. Devemos trabalhar ao máximo para ter o menos volume. isso começa em casa e no comercio, na separação”.
Neif Salim Neto, representante da empresa Deméter Engenharia, empresa especializada em gestão de resíduos sólidos contratada pela Prefeitura de Coxim para realizar um estudo técnico de adequação do município à Política Nacional de Resíduos Sólidos explanou sobre o trabalho realizado.
Técnicos da empresa analisaram a quantidade de lixo gerado em mais de 170 imóveis de vários bairros de Coxim e levantaram os custos para a gestão de resíduos sólidos no município: serão necessários aproximadamente R$ 5 milhões por ano para dar a destinação correta ao lixo produzido em Coxim.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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