quinta, 04 de junho, 2026
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Meio Ambiente
O uso da tecnologia contribui para as ações de monitoramento e preservação do Pantanal e do Cerrado em Mato Grosso do Sul, no trabalho desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros no combate aos incêndios florestais.
14 de junho de 2024
(Glenda Melo - Diário do Estado)
Com chuvas abaixo das médias históricas desde o fim do ano passado, o Pantanal já teve 880 focos de queimadas em 2024 - um aumento de 898% em comparação ao mesmo período de 2023 (90 focos), ou de 253% em relação à média dos três anos anteriores (2021 a 2023) nesse período (255 focos em média).
Nos últimos anos, as queimadas no Pantanal vêm aumentando significativamente por diversos motivos, dos quais os mais comum são as causas humanas, sejam acidentais, sejam criminosas. Pelo menos três fatores provocam o avanço dessas práticas, são eles:
O aumento das atividades agrícolas e pecuaristas
A ação humana
O clima tropical aliado ao tempo seco.
As queimadas e o desmatamento são práticas comumente interligadas, pois realiza-se o desmatamento de áreas, para formação de pastagens, e faz-se a queimada, na tentativa de adubagem e preparo do solo para formação dos pastos. Essas práticas geram resultados nocivos à saúde humana e perda da biodiversidade animal e vegetal da Terra.
O número acumulado nos primeiros cinco meses deste ano é o segundo maior dos registros nos últimos 15 anos, ficando somente atrás de 2020, quando foram registrados 2.128 focos. Os dados são do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em 2020, tivemos aquele fogo catastrófico e as análises atuais mostram que os números de 2024 estão muito parecidos com os que tínhamos naquele ano. Felizmente, todos os setores e a sociedade pantaneira estão alertas porque têm consciência de que se nada for feito, há possibilidade da repetição de grandes incêndios.
Já no Cerrado, nos cinco primeiros meses do ano, foram registrados 8.012 focos, um aumento de 37% em comparação ao mesmo período em 2023 (5.850) e 35% superior à média dos três anos anteriores (5.956 focos).
Por estarmos em período de estiagem e baixa umidade relativa do ar, e mesmo no inverno temos dias que a temperatura ultrapassa os 30°C. Aliada a vegetação seca, é um cenário com grande risco de incêndios florestais no Estado.
O uso da tecnologia contribui para as ações de monitoramento e preservação do Pantanal e do Cerrado em Mato Grosso do Sul, no trabalho desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros no combate aos incêndios florestais.
Com drones, equipamentos de proteção individual específicos para garantir segurança (roupas e botinas resistentes as chamas), monitoramento via satélite por meio de convênios com a Nasa agência do governo dos Estados Unidos , PF (Polícia Federal), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e Imasul, além de tecnologia de navegação, dados e inteligência artificial, a atuação dos bombeiros é cada vez mais específica e qualificada para evitar e mitigar os danos causados pelos incêndios florestais.
Todos esses fenômenos encontram-se na atividade humana como motivadora de incêndios e queimadas na área do Pantanal. O avanço da fronteira agrícola e da pecuária tem como início o desmatamento de áreas que mais tarde se tornam pastos. Após desmatar, queima-se essas áreas para a retirada do resto da cobertura vegetal.
A ação antrópica ou humana é a geradora de todos esses processos, uma vez que os incêndios na região podem ser considerados criminosos, ou seja, ocorrer de forma desenfreada com consequências drásticas ao meio ambiente.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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