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Meio Ambiente
Decoada é um fenômeno natural de deterioração da qualidade da água, relacionado à decomposição de massa de matéria orgânica submersa no início do processo de inundação
6 de maio de 2023
FOLHAPRESS (LUCCAS LUCENA)
Fenômeno natural chamado decoada matou inúmeros peixes e arraias, por falta de oxigênio, às margens de rios em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
Em um de seus trabalhos documentais, o fotógrafo Guilherme Ambrosio flagrou, pela primeira vez em seis anos, peixes e arraias morrendo por falta de oxigênio.
À reportagem, o Ambrosio destacou que é "impactante" ver "tantos animais em situação de vulnerabilidade, lutando pela sobrevivência".
Ele afirmou ver "algo positivo" nessa situação, mesmo sendo "desagradável ver um ser vivo em agonia por conta de uma condição anormal de seu ambiente".
"Assim como outros fenômenos, isso faz parte dos processos naturais do Pantanal. Significa que os períodos de cheia e seca estão se normalizando novamente depois de quase três anos de seca. Para quem testemunhou as queimadas em 2019, pensar que a decoada é um processo causado pelas cheias, nos faz ver algo positivo, disse Ambrósio.
O que é a decoadaA decoada é um fenômeno natural de deterioração da qualidade da água, relacionado à decomposição de massa de matéria orgânica submersa no início do processo de inundação, segundo artigos publicadas na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Quando as águas recuam, a vegetação aquática morre e a terrestre, em especial as gramíneas, se recompõem de forma rápida.
Sua magnitude depende das características do pulso de inundação, ou seja, características da fase de seca anterior e do período de inundação subsequente (volume e velocidade).
A água passa a cobrir a planície pantaneira, deixando a vegetação submersa. Toda essa matéria orgânica em contato com a água começa a se decompor e, conforme o nível de inundação aumenta, os produtos da decomposição são levados do campo inundado para os lagos (baías), córregos e rios.
Esse processo de decomposição realizado pelas bactérias é tão intenso que é capaz de consumir todo o oxigênio dissolvido na água, liberando o dióxido de carbono livre.
Dependendo da magnitude, isso pode provocar mortandade massiva de peixes decorrente da diminuição de oxigênio e do aumento da concentração de gás carbônico, resultantes dos processos de oxidação da matéria orgânica, tanto nos campos inundados, quanto na coluna d'água dos rios.
Com dificuldades em respirar, os peixes sobem à superfície para tentar absorver o oxigênio da interface ar-água ("boquear") e ficam mais expostos aos predadores ou acabam morrendo se não acharem uma área com água em melhores condições.
Fiscalização com pesca predatóriaO tenente-coronel Queiroz, da Polícia Militar Ambiental, contou à reportagem que é necessário manter "vigilância constante" no local, mesmo com a morte dos peixes.
"Esses peixes vão participar da cadeia alimentar. Até os que não morrem, eles ficam mais lentos para economizar energia e ficam vulneráveis (...) Se a gente não vigia, vai gente com rede e faz a dizimação do cardume rapidamente. Mesmo sendo peixes que estão morrendo, eles têm de ser capturados dentro do tamanho mínimo permitido", afirmou o Tenente-coronel Queiroz, da PM Ambiental.
Importância para a cadeia alimentarA Embrapa enfatiza que, apesar de o fenômeno prejudicar os peixes, é importante para a cadeia alimentar.
"Faz parte do ciclo de renovação da planície relacionado ao ciclo das águas e garante a entrada de nutrientes no sistema", declarou.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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