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Mais de 2,7 mil cabeças de gado morreram de frio em Mato Grosso do Sul

Segundo o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, o prejuízo aos produtores rurais do estado é estimado em R$ 10 milhões.

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21 de junho de 2023

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G1MS/LD

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Mais de 2,7 mil cabeças de gado morreram de frio em Mato Grosso do Sul, de acordo com levantamento da Agência Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Iagro) divulgado ontem (20).

O número total de animais mortos por hipotermia em Mato Grosso do Sul é de 2.725. Segundo o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, o prejuízo aos produtores rurais do estado é estimado em R$ 10 milhões.

Conforme a nota técnica, 92 produtores rurais de 18 diferentes cidades de Mato Grosso do Sul relataram mortes de bois e vacas por causa do frio. A maior concentração de animais mortos foi em Nova Andradina, com a perda de 601 cabeças de gado.

Nova Andradina: 601;

Batayporã: 396;

Aquidauana: 386;

Rio Verde de MT: 368;

Anaurilândia: 247;

Nioaque: 99;

Ribas do Rio Pardo: 159;

Miranda: 155;

Santa Rita do Pardo: 185;

Corumbá: 63;

Taquarussú: 23;

Jatei: 10;

Ivinhema: 9;

Nova Alvorada do Sul: 8;

Angélica: 7;

Glória de Dourados: 4;

Bataguassu: 3;

Itaquirai: 2.

Por que o gado morre de frio?

Daniel Ingold, explica que o gado é mais adaptável ao clima quente e a queda brusca de temperatura deixa os animais mais expostos. Ingold afirma que o número de animais mortos em Mato Grosso do Sul pode ser maior.

"O que aconteceu agora é uma inversão. Os animais que estão com o corpo quente estiveram expostos a uma temperatura muito baixa. Com umidade elevada, vento e frio, fica mais difícil dos animais resistirem", explica Ingold.

Daniel Ingold comenta que a maior parte das mortes ocorreu em locais com escassez de pasto e ausência de abrigos naturais ou até mesmo artificiais. O agravamento da hipotermia no gado também pode estar relacionado a baixo estado nutricional dos animais e pouca disponibilidade de pastos, como detalha Ingold.

"A hipotermia no gado segue a mesma explicação da hipotermia nos humanos. Os animais ficam expostos a baixas temperaturas e acabam morrendo", complementa o especialista.

O especialista faz o alerta: "de jeito nenhum os animais mortos devem ser comercializados. O animal tem que ser cremado ou enterrado".

Descarte dos animais

A partir de recomendação técnica da Agência Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Iagro), as mais cabeças de gado mortas de frio devem ser cremadas ou enterradas em valas fundas em Mato Grosso do Sul. A comercialização dos animais é vedada, como alerta especialistas.

Para que o descarte dos animais mortos não cause danos ambientais, o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, explica que o gado morto deve ser descartado de duas formas. Em algumas propriedades, os bois e vacas já estão sendo enterrados.

"Neste momento o descarte dos animais deve ser pensando de forma importante. Em apenas uma fazenda morreram 380 animais. Neste locais, com maior concentração de mortes, deve ser enviada uma pá carregadeira para abrir uma vala e enterrar os animais. Se o descarte for errado pode gerar impactos ambiental e sanitário. É importante termos uma conduta técnica para o descarte dos animais", frisou o especialista.

O especialista comenta que não é possível precisar o tanto de toneladas de animais mortos, já que morreram desde bezerros de 110 kg a gados adultos de mais de 400 kg.

Meio Ambiente

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

199 – Defesa Civil.

Temporais no fim de semana

O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

Midiamax

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A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.

Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.

Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.

️Temperaturas por região:

Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C

Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C

Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C

Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C

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