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"Maioria dos jacarés morreu", diz funcionário de fazenda em que animais ficaram amontoados no Pantan

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28 de novembro de 2020

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G1 MS

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A fazenda em que jacarés se amontoaram em um açude que secou no Pantanal da Nhecolândia, distrito de Corumbá, próxima da fronteira do estado com a Bolívia, construiu poços semi-artesianos para conseguir dar água para os animais que estão no local. Um vídeo gravado por um funcionário da fazenda mostra que a situação ainda não foi controlada e que os animais continuam lutando para sobreviver.

  • Falta de alimentos, desequilíbrio, risco de extinção: como as queimadas afetam os animais do Pantanal
  • Seca no rio Paraguai, o maior do Pantanal, é a pior em 50 anos
  • Jacarés ficam amontoados em açude que secou no Pantanal de MS
  • O produtor rural Márcio Avellar, de 50 anos, está prestando serviços na fazenda e ficou perplexo com a situação. Ele, que nasceu na região e tem uma propriedade à beira do rio Taquari, que hoje praticamente secou, conta que é a pior situação que ele já vivenciou. "Nunca havia visto um desastre ambiental como esse aqui na fazenda. A situação foi tão catastrófica que praticamente morreram todos os jacarés, só alguns mais fortes sobreviveram", afirma.

    A situação já havia sido adiantada pela pesquisadora Zilca Maria Campos, da Embrapa Pantanal, que afirmou que os animais corriam risco de morrer caso não chovesse na região. Ela calculou que de 4 a 5 mil animais se concentravam no pequeno espaço de lama na propriedade rural. "Houve desmatamento da Amazônia, assoreamento de rios e mudanças climáticas. Tudo isso afeta o Pantanal e, reduzindo as chuvas, reduz também os ambientes aquáticos", comentou Campos.

    Avellar viveu essa situação. Ele conta que construiu uma pousada próxima ao rio Taquari para explorar o turismo da pesca na região. A água que desce nas nascentes, no entanto, não chega mais na Nhecolândia. "No leito principal nas regiões do Paiaguás e Nhecolândia, que eram banhadas pelo Taquari, não descem mais uma gota d'água. Isso que causa toda a tragédia ambiental e desastres como esse, que nunca antes haviam sido vistos antes, devem acontecer em anos seguintes, com toda certeza", relata o pantaneiro.

    O produtor rural ainda aponta a inércia da administração pública na resolução dos problemas do bioma. "Nem governo municipal, estadual e tampouco o federal fizeram nada para recuperar o rio. Toda vez que muda o governo, fazem um novo estudo de impacto ambiental, mas nada fazem para resolver o problema do assoreamento. São 40 anos sem obra alguma, apenas estudos", reclama.

    Na fazenda em que os jacarés estão amontoados, os funcionários construíram poços semi-artesianos (de até 30 metros de profundidade) para conseguir levar água aos animais - capivaras e gado também utilizavam as águas do açude. Quem vê de perto a destruição do Pantanal, lamenta. "O sentimento que fica é de muita tristeza, pois nada disso teria acontecido se algum dos governos tivesse feito algo na recuperação dos rios da região", finaliza Márcio.

    G1 procurou novamente a Embrapa Pantanal para saber se houve mais alguma ação na região. A Empresa Pública informou que a pesquisadora está de volta ao local e deve encaminhar um vídeo até a tarde deste sábado (28) explicando a situação do local.

    Meio Ambiente

    Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

    Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

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    20 de maio de 2026

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    O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

    Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

    A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

    A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

    156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

    193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

    199 – Defesa Civil.

    Temporais no fim de semana

    O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

    Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

    O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

    Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

    Midiamax

    Meio Ambiente

    Chuva forte e ventos de até 60 km/h podem atingir MS

    Os acumulados de chuva podem ser significativos

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    A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.

    De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.

    Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

    Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.

    Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.

    ️Temperaturas por região:

    Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C

    Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C

    Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C

    Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C

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