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Meio Ambiente
Onça fêmea foi avistada em área completamente dizimada pelo fogo, no ano de 2020. Segundo especialista, o avistamento é parte de um processo e aponta "restauração" no Pantanal.
28 de julho de 2023
Graziela Rezende
Uma onça-fêmea foi flagrada em um registro raro, na Serra do Amolar, pantanal sul-mato-grossense, na última quinta-feira (27). Segundo a equipe do Felinos Pantaneiros, o animal foi visto em uma área completamente dizimada pelo fogo, no ano de 2020, sendo que o avistamento aponta o processo de restauração no Pantanal.
"A fêmea em cima de uma árvore vai ao encontro de um estudo recente, realizado pelo Onçafari, SOS Pantanal e Panthera, além de outros institutos, que mostram que a grande maioria destes animais vistos em cima das árvores são fêmeas ou fêmeas com filhotes, então, este é um padrão avaliado lá na região de Miranda e que tende a ser um padrão normal nas outras regiões do Pantanal", afirmou o médico veterinário no IHP (Instituto Homem Pantaneiro), Diego Viana.

Ao Jornal Midiamax o profissional disse esta onça-pintada estava em uma área que foi "completamente consumida pelo fogo", em 2020. "Atualmente, três anos depois, é muito importante a gente conseguir avistar esta onça nesta região. A gente conseguiu observar árvores mortas, como essa que a onça estava em cima e aí observamos o tempo de agir de todos os processos ecológicos, que influenciam nesta restauração. E é importante observar o fato de termos um predador, no topo da cadeia alimentar, indicando que aquele hábito ainda é viável", comentou.
De acordo com o médico veterinário, a atenção está voltada para a necessidade de prevenir novos incêndios na região e, ao mesmo tempo, acompanhar este processo de restauração natural que está acontecendo ali. "É importante para a ciência também, porque este processo de restauração não é rápido e necessita de um tempo para o hábitat voltar a ser como era, então, varia de acordo com a intensidade do fogo naquela região e outros fatores, como a presença da onça e de outras espécies ali, potencializam essa parte da restauração", ressaltou.

Programa Felinos Pantaneiros
O Programa Felinos Pantaneiros envolve um grupo que faz monitoramento ambiental na região. Nos últimos oito anos, não houve este tipo de avistamento na região da Serra do Amolar. Neste caso, a onça estava em um dia de sol quente, sem proteção para se estender. Antes, tal avistamento ocorria somente em árvores mais baixas, no Pantanal de Miranda, na Fazenda Caiman.

IHP/Divulgação
No caso da Serra do Amolar a vegetação é diferente e árvores são maiores. Ou seja, na prática, o avistamento e o registro podem servir para futuros desdobramentos de estudo sobre o comportamento de onças-pintadas pós fogo na região da Serra do Amolar.
O biólogo do IHP, Sérgio Barreto, que foi o primeiro a fazer o avistamento, também falou sobre o assunto.
"Eu estava navegando no rio Paraguai, quase no meio do rio, sentido Corumbá, procurando paliteiros, que são cicatrizes do fogo. Foi quando eu vi, contra-luz, o que parecia ser um acúmulo de vegetação que se assemelhava ao formato de uma onça. O que me chamou a atenção! Não falei para ninguém. Fui chegando, chegando perto e quando eu enxerguei o formato das patas e as rosetas. Eu não estava acreditando. Era um sol muito forte, uma madeira carbonizada. E comentei que poderia ser uma onça. Depois que eu falei para o pessoal do barco foi uma emoção geral. Para mim, foi como um sinal. Porque tinha sido um dia complicado e aquilo corou toda uma expedição. A gente perdeu a noção do tempo. Perdemos o almoço e olha que o almoço é importante. Nem sei como explicar como essa onça-pintada estava ali, daquele jeito, naquele lugar. É uma força da natureza”, finalizou.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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