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Estudo que previu desastre gaúcho faz alerta sobre Mato Grosso do Sul

Relatório publicado em 2015 apontava aumento da chuva no Rio Grande do Sul e fala da estiagem aqui no Estado

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9 de maio de 2024

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CGN/PCS // EDIÇÃO MS

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Um estudo amplo encomendado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, divulgado em 2015, já apontava o aumento expressivo no volume de chuvas na região Sul do Brasil. Mas mostrou também como a região de Mato Grosso do Sul poderá ser gravemente afetada pelo aumento de temperatura nas próximas décadas.

O projeto denominado “BRASIL 2040” encomendou a instituições nacionais de excelência simulações a partir de modelos climáticos globais, que previram de forma relativamente clara a possibilidade de chuvas fortes do Rio Grande do Sul, estado que passa por uma das maiores tragédias humanitárias de sua história, justamente por conta de inundações causadas pelas chuvas incessantes.

Essa simulação foi chamada de modelo “ETA”, que aponta como o aquecimento climático, denominado no estudo de “anomalia de temperatura” e também de precipitação, pode se comportar no intervalo de 2010 a 2099. Esse período de quase 90 anos é dividido em três: período “a” de 2010 a 2040, período “b” de 2041 a 2070 e período “c” de 2071 a 2099.

E a notícia não é nada boa. Para os três períodos, as simulações mostram justamente o Centro-Oeste como a região com maior aumento de temperatura, sendo no primeiro período um aquecimento de 2,5 °C estimado, no segundo período de 4,5 °C e no terceiro de 6 °C, ou seja, o estudo aponta uma aceleração no aquecimento da região Centro-Oeste, como aponta mapa abaixo.

Aumento no volume de chuva

Proporcional ao aumento da temperatura é o aumento de chuva na região Sul e o abrandamento dessa na região Centro-Oeste. No caso da chuva, o modelo também foi dividido em três, e no mesmo intervalo. Para os três períodos, as simulações mostram o extremo sul do Brasil com “anomalias positivas” (mais chuvas) e as demais regiões do país com anomalias negativas (menos chuvas), como também aponta o mapa a seguir.

Agropecuária de MS terá de se adaptar

O estudo também traz sugestões de adaptações que setor agropecuário brasileiro terá de passar. As análises mostram que poderá haver redução, não só a produção, mas nas áreas de produção.

Em Mato Grosso do Sul, especificamente, o cultivo da soja sofrerá maior adaptação. Ela precisará “promover a implantação de tecnologias já existentes e desenvolver e/ou adaptar tecnologias para a conservação do solo e da água no sistema de produção para evitar perdas por eventos mais frequentes de chuvas intensas, especialmente as tecnologias que permitem a redução de evaporação, maior infiltração de água do solo, maximizar o aproveitamento e armazenamento de água, adoção de sistemas de irrigação eficientes”.

Monitoramento atual

Mas não é preciso se basear apenas no levantamento “BRASIL 2040” para ver como Mato Grosso do Sul, diferente do Rio Grande do Sul, tem como principal problema a seca e não as chuvas.

O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) mantém um relatório mensal de monitoramento de seca e impacto no Brasil. O último divulgado, do mês de abril, traz alertas para Mato Grosso do Sul.

“O Índice Integrado de Seca (IIS3) previsto para o mês de maio indica que a situação de seca pode se intensificar, especialmente no norte de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, sul do Pará e no interior de São Paulo. Isso pode ocorrer devido às chuvas abaixo da média registradas nos últimos meses, associadas às chuvas previstas abaixo do esperado nessas regiões para o mês de maio”, aponta o relatório.

Meio Ambiente

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

199 – Defesa Civil.

Temporais no fim de semana

O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

Midiamax

Meio Ambiente

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A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.

Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.

Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.

️Temperaturas por região:

Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C

Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C

Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C

Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C

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