quinta, 04 de junho, 2026
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Com 1.193 focos de incêndio de janeiro a primeira semana de junho, segundo dados do Programa Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), as queimadas no Pantanal foram tema de debate na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Durante a sessão plenária de ontem terça-feira (11), os deputados estaduais abordaram e propuseram soluções para as queimadas que castigam a planície pantaneira. O deputado Zeca do PT (PT) falou das notícias que mostram diariamente os incêndios no Pantanal. “Esta Casa tem que convocar uma audiência pública para que um grande trabalho sobre o tema seja feito, com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul [Imasul], Governo do Estado, Governo Federal, Corpo de Bombeiros, prefeituras envolvidas e demais atores para buscar uma solução para um problema que terá seríssimas consequências. É preciso que esta Casa assuma esse debate”, frisou.
O deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), informu que a Casa de Leis está acompanhando a gravidade do tema. “O deputado Zeca do PT sempre comprometido e preocupado com o debate sobre o Meio Ambiente, por conta da seca e fogo no Pantanal. Esta Casa já emitiu expediente ao Imasul, ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis [Ibama], secretaria do Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e solicitando inclusive a própria Comissão do Meio Ambiente sobre o que está sendo feito pelo Governo, para que traga para esta Casa estas respostas”, ponderou.
O deputado João Henrique (PL) também constatou que houve aumento de problemas ambientais em parte do território brasileiro. “Cumprimento pelo tema e constato, mais uma vez, que aumentaram as queimadas no Pantanal e o desmatamento na Amazônia”, considerou.
O deputado Lucas de Lima (PDT), que já presidiu a Comissão do Meio Ambiente na Casa de Leis, lembrou resultado de audiência da época. “No outro mandato, eu era o presidente da Comissão de Meio Ambiente e o deputado Paulo Corrêa, presidente da Casa de Leis, realizamos uma audiência pública, no período de maior queimada de toda a história. O Governo do Estado adquiriu mais aeronaves na época, embarcações, e ainda aumentou a brigada de incêndio. Importantíssimo essa Casa de Leis fazer uma audiência”, disse.
O deputado e presidente da Comissão de Meio Ambiente, Renato Câmara (MDB), reforçou a importância do debate sobre o tema. “Temos conversado com o Imasul, e está programada uma explanação sobre o controle sustentável do fogo, a técnica mais antiga do mundo, que os próprios indígenas faziam, queremos os encaminhamentos que estão sendo feitos, pois as épocas das queimadas ainda estão por vir, e sabemos que clima e problemas climáticos estão piorando a seca, motivo do aumento das queimadas. Solicitamos as datas para que todos os deputados possam contribuir com ideias em relação a esse plano de controle”, informou.
O deputado Coronel David (PL) também considera que deve ser feita uma audiência sobre o tema na Assembleia Legislativa. “Quero participar da questão das queimadas no Pantanal e dizer que defendo a pauta do meio ambiente e julgo ser necessário essa casa chamar uma audiência pública para que possamos colaborar para a solução desse problema”, destacou.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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