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Com R$ 5 milhões, área na cabeceira do Rio Taquari começará a ser recuperada

Projeto de recuperação será o maior em curso no Brasil e terá ações até 2030

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6 de junho de 2023

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Cassia Modena e Jackeline Oliveira/campograndenews

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Há décadas seguindo o contorno de maior desastre ambiental do Pantanal, o Rio Taquari poderá ganhar sobrevida com a ajuda de projeto de recuperação de áreas degradadas próximas às suas nascentes, localizadas ao norte de Mato Grosso do Sul. 

Ele começa a ser implementado a partir de julho deste ano e será o maior do Brasil executado em unidade de conservação ambiental, conforme anúncio feito nesta terça-feira (6) pelo governo estadual e o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Uma área de aproximadamente 3 mil hectares, antes particular e adquirida por aproximadamente R$ 19 milhões pelo Estado, receberá as ações. Ela será anexada ao Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, que fica entre os municípios de Costa Rica e Alcinópolis. 

O local é uma fazenda cujo desmatamento e pastagens degradadas contribuíram com o processo de assoreamento do Rio Taquari. O impacto se deu especialmente com a formação de voçorocas – surgimento de imensos buracos que ultrapassaram o limite da erosão e atingiram o lençol freático – e carreamento de sedimentos dos chamados Alto até o Médio e Baixo Taquari, que compreendem três diferentes pontos da extensão da bacia hidrográfica do rio. 

Recuperação - Será preciso recuperar vegetação e o solo da propriedade para reduzir os impactos ao leito do Rio Taquari, como prevê o projeto, batizado de Sementes do Taquari. Com esse objetivo, serão plantados 2 milhões de árvores em aproximadamente 1,3 mil de seus hectares, o que representa pouco menos da metade da extensão total.

Diretor do Imasul, André Borges explica que a proposta de recuperação é pontual por atacar somente o Alto Taquari que, justifica, "é o que mais contribui para jogar o sedimento para o Baixo Taquari ter assoreado e ter mudado o curso do rio". As medidas previstas poderão conter 29 voçorocas e evitar o lançamento de mais sedimentos para o rio não assorear mais, como é esperado. 

Quanto ao Médio e Baixo Taquari, o órgão afirma atuar fazendo monitoramentos para saber onde o rio tem se encaminhado para formação de novo leito e onde há arrombados que podem ser fechados. 

Chamados tecnicamente de avulsões, esses arrombados refletem na transformação do leito do rio em um local mais alto do que as margens, levando ao desvio de seu curso natural.

Mais recursos - O plantio de árvores será feito na primeira fase do projeto. Outras etapas serão anunciadas até o término das ações na área, que está previsto para 2030.

Esse foi o principal anúncio desta terça-feira transmitido pelo governo. Houve outros que totalizam R$ 8 milhões em investimentos junto aos recursos para o projeto Sementes do Taquari. Os demais estão relacionados à tecnologia para evitar desmatamentos ilegais e reforçar as ações do próprio Imasul, que também é um órgão fiscalizador.

Presente no evento, o governador Eduardo Riedel destacou que as ações estão inseridas em um objetivo maior. "São várias ações que reforçam esse compromisso que Mato Grosso do Sul tem com a agenda ambiental. Não à toa, temos visão de prosperidade e de ser 'estado verde'. Cada passo que a gente tem dado está inserido dentro do contexto da agenda ambiental, seja para proteger a biodiversidade, seja para balancear a emissão de carbono, seja para proteger as águas dos nossos três biomas", resumiu. 

Meio Ambiente

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

199 – Defesa Civil.

Temporais no fim de semana

O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

Midiamax

Meio Ambiente

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A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.

Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.

Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.

️Temperaturas por região:

Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C

Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C

Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C

Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C

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