quinta, 04 de junho, 2026
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A falta de chuvas em Mato Grosso do Sul “derrubou” o nível das águas e secou trechos do Rio da Prata, no oeste do Estado. Onde ele corre com abundância de água, o nível atual está 25 cm abaixo do normal e tem caído em torno de 1 cm por mês.
Muito importante para o ecoturismo na região das cidades de Bonito e Jardim, o rio é afluente do Rio Miranda e mundialmente famoso por suas águas cristalinas.
A situação tem sido acompanhada por ambientalistas, institutos e também por empresários do setor de ecoturismo, que veem o cenário com preocupação.
O vídeo abaixo foi registrado no dia 22 de junho, na Ponte do Curé, em Jardim (271 km de Campo Grande). O instrutor de mergulho João Gomes, que faz parte da equipe do instituto Amigos do Rio da Prata, mostra trecho em que as águas desaparecem devido à falta de chuvas. Segundo ele, fenômeno parecido já aconteceu na região cerca de 25 anos atrás.
Turismo afetado
Segundo a diretora de sustentabilidade do atrativo Rio da Prata, Luíza Coelho, a seca está afetando principalmente o trecho inicial do rio, logo onde ele se forma após o banhado, acima da ponte do Curé com a rodovia MS-178.
“Nesta área o nível do rio realmente está muito baixo e praticamente seco. Nos outros trechos abaixo da ponte o nível está baixo, contudo, continua correndo normalmente”, detalha a diretora.
“Acreditamos que o nível deve continuar baixando um pouco, mas não deve secar, ou seja, não irá afetar gravemente os atrativos turísticos e a biodiversidade”, detalha Luíza.
Motivo do sumiço do rio
“Observa-se que, este ano, em janeiro e fevereiro o nível do rio não subiu como é comum. Assim, o nível atual está 25 cm abaixo do normal e tem caído em torno de 1 cm por mês”, detalha.
Apesar disso, o instrutor de mergulho João Gomes conta que, abaixo da Ponte do Curé, três nascentes fluem fortes, contribuindo para a manutenção do rio no restante do seu percurso e impedindo que as atividades turísticas da região sejam afetadas.
“Duas delas estão na margem esquerda do rio, dentro de uma unidade de conservação. É uma área bem preservada, cercada, fechada e realmente preservada. E uma delas está do lado direito. Essa da direita é o Rio Olho D’Água, que também está dentro da unidade de conservação, totalmente preservada”, explica João.
Ele ainda conta que acima da ponte do Rio da Prata, aproximadamente sete quilômetros acima, o rio está com água, mas em algumas partes ele some nas pedras. A teoria é que ele ressurja em uma ou nessas nascentes abaixo, onde a água flui normalmente.
“A gente percebe que, no país, a região Sul está com bastante chuva e, aqui nessa região, pouca chuva. Então nossa torcida é que logo venha a chuva para nos presentear novamente com a abundância de água”, completa.
Preocupações antigas
Há anos a exploração da região é acompanhada por pesquisadores e ambientalistas, já que a Bacia do Rio da Prata representa o “elo entre a Serra da Bodoquena, de grande riqueza biológica, e o Rio Miranda.”
Em dezembro de 2001, documento elaborado por pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Agropecuária Oeste, de Dourados, já constatava que as atividades econômicas na região impactavam a região.
“A intensa intervenção antrópica ocorrida na região, sobretudo aquelas ligadas ao setor agropecuário e turístico, tem levado a crescentes níveis de degradação e contaminação dos seus recursos naturais, acarretando sérios desequilíbrios ambientais, o que tem comprometido, muitas vezes, a viabilidade econômica das atividades”, afirma trecho do documento.
Influência do fenômeno na seca do Pantanal
“Além disso, essa ocupação desordenada tem implicado em grandes alterações na paisagem natural, causando impactos de diferentes naturezas nos recursos naturais, como desmatamentos, degradação e erosão do solo, assoreamento e contaminação dos mananciais, destruição das matas ciliares com danos ambientais e sociais de grande intensidade”, completa trecho do texto.
Os pesquisadores apontaram que essa bacia “contribui com suas águas para a formação do Pantanal mato-grossense, mas que também, devido à sua fragilidade, pode causar prejuízos ambientais irreparáveis se utilizada inadequadamente.”
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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