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Meio Ambiente
Para isso, o governo estadual e a prefeitura de Porto Alegre debatem o que fazer com as mais de 600 mil pessoas que tiveram que deixar suas casas em meio às chuvas
15 de maio de 2024
FP/PCS / EDIÇÃOMS
Em meio à alta do lago Guaíba, que subiu quase meio metro nesta terça-feira (14), o Rio Grande do Sul começa a planejar a reconstrução. Para isso, o governo estadual e a prefeitura de Porto Alegre debatem o que fazer com as mais de 600 mil pessoas que tiveram que deixar suas casas em meio às chuvas.
A capital gaúcha quer construir uma megaestrutura provisória para abrigá-las. Já a gestão Eduardo Leite (PSDB) reconhece que parte dos atuais 770 abrigos vai ter que continuar funcionando pelos próximos meses –uma sinalização que o efeito das enchentes ainda deve demorar um logo tempo para ser resolvido.
O secretário de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul, Beto Fantinel, afirmou que a gestão trabalha para garantir que toda a população tenha onde ficar durante a reconstrução, principalmente quem perdeu sua casa.
"Precisamos realocar essas pessoas, então estamos trabalhando para que os municípios identifiquem espaços estratégicos que tenham melhores condições", diz o secretário.
Além da estruturação dos espaços que recebem quem perdeu a casa, o governo estuda a possibilidade de ampliar a política de aluguel social, de acordo com o secretário. A iniciativa, que hoje abrange apenas pessoas em situação de pobreza ou extrema pobreza, pode ser expandida para outras categorias, com o objetivo de ajudar na desmobilização dos abrigos.
Políticas de auxílio financeiro e assistência à moradia serão adotadas para recuperar as residências perdidas. Fantinel diz que, nesta semana, o governo vai autorizar a construção de casas em cidades que foram afetadas, mas já têm condições para tocar a obra. Ainda não há informações da quantidade de moradias.
"Temos tentado construir um cardápio de opções para que as pessoas estejam em local seguro, mas talvez não seja de onde elas tenham vindo, se for um lugar de inundação frequente."
Porto Alegre tem atualmente 14 mil pessoas abrigadas, a maior parte moradores de bairros da zona norte, como Sarandi, Humaitá e Navegantes, além da região das ilhas, a mais afetada de todas, já que é 80 cm mais baixa do que o resto da cidade.
São 157 abrigos em funcionamento na capital gaúcha, mas essas estruturas não são permanentes, funcionando em escolas, ginásios, universidades, salões paroquiais e outros edifícios públicos e privados.
A ideia da prefeitura é erguer uma espécie de abrigo gigante no Porto Seco, complexo cultural onde ocorrem os desfiles de Carnaval na cidade. Hoje, o local acolhe centenas de desabrigados nos barracões das escolas de samba.
De acordo com a prefeitura, o assunto ainda está sendo tratado internamente, e mais informações serão divulgadas no futuro. Não há uma definição, por exemplo, de quantas pessoas ficariam no local, nem se ele receberia moradores de outras cidades da região metropolitana da capital.
Em todo o estado, 76 mil pessoas estavam em abrigos no início da tarde desta terça (14), segundo o boletim mais recente da Defesa Civil. Além disso, há 538 mil pessoas desalojadas –que tiveram que deixar suas casas, mas não precisam de abrigos públicos.
Como muitas pessoas não têm condições de voltar para suas residências antigas, se busca uma solução temporária para o problema habitacional sem precedentes trazido pela cheia do Guaíba.
O nível do lago chegou a 5,25 m às 19h15 (de Brasília) desta terça. Com a elevação da cota de inundação e a formação de ondas no lago, o bairro de Lami, no extremo sul da cidade, precisou ser evacuado de manhã.
Na dia 5 deste mês, o Guaíba atingiu o recorde de 5,33 m. A água havia recuado nos últimos dias, chegando a 4,56 metros no sábado (11). Contudo, a volta das chuvas intensas entre sexta (10) e domingo (12) no estado causou novas enchentes nos vales, sobrecarregando a já alagada região metropolitana.
As ondas do Guaíba fizeram a enchente avançar também pelo bairro Ipanema, ultrapassando o calçadão da orla e invadindo casas. Na zona norte, bairros como Sarandi, Humaitá e Navegantes foram diretamente afetados, assim como o Centro Histórico, Cidade Baixa, Menino Deus e Praia de Belas na região central.
Já em bairros centrais da capital houve uma elevação de água menor do que a registrada nos últimos dias.
Onde antes havia inundação nos bairros Praia de Belas, Menino Deus e Cidade Baixa, agora a marca da água está abaixo da diferença entre os 5,33 m registrados no dia 5 e os 5,25 m desta terça.
Nas proximidades da rua José do Patrocínio, na Cidade Baixa, a água voltou a subir. Porém, não entrou em prédios como na semana passada.
Em vias ainda alagadas como as avenidas Borges de Medeiros e Praia de Belas, os bueiros estão sobrecarregados e o escoamento é dificultado, mas a expectativa é que o nível diminua ao longo da semana.
O aumento contido se deve à retomada das operações da Estação de Bombeamento de Água Pluvial (Ebap) 16, no bairro Praia de Belas, que foi religada com o auxílio de geradores nesta segunda (13).
De acordo com o Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) pela manhã desta terça houve uma falha no gerador, mas a operação foi logo normalizada. Ao todo, são oito casas de bomba operantes em Porto Alegre –15 ainda estão desligadas.
A previsão era que o Guaíba chegasse a 5,40 m nesta terça, o que seria o maior nível já registrado. No entanto, a marca ficou abaixo da expectativa inicial.
O nível de alerta do lago é 2,5 m. A inundação ocorre quando o nível chega a 3 m. Os dados são do Sistema Hidro, da ANA (Agência Nacional de Águas), do governo federal.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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