quinta, 04 de junho, 2026
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Em boletim informativo sobre as ações de combate as queimadas no Pantanal, o governo do Estado informa que no bioma haverá possibilidade de chuvas na próxima semana.
A meses vivendo uma dos piores período de seca, o Pantanal sul-mato-grossense pode ter dias de “alivio” com a volta de chuva prevista.
De acordo com o boletim de ontem, os modelos meteorológicos indicam que no dia 10 de julho há probabilidade de chuva na região, e anteriormente a esta data, nos dias 7 e 8 de julho, também há possibilidade das temperaturas caírem em um curto período de frente fria.
Assim como já informado por reportagem do Correio do Estado, nos próximos meses, julho, agosto e setembro é esperado em Mato Grosso do Sul que a precipitação fique abaixo da média histórica e as temperaturas acima da média, demonstrando que a expectativa é que o período de seca se estenda no decorrer do segundo semestre do ano.
Portanto as chuvas quando previstas, devem ser fracas, com poucos milímetros, o que apenas pode trazer uma sensação térmica menor e diminuir os focos de calor na região.
O modelo meteorológico com dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ainda indica que nos próximos dias (mesmo com esta previsão climática mais favorável) o Pantanal estará com risco de fogo “moderado” a “extremo”, sendo que para o dia 8 de julho, esta situação será mais crítica nas porções norte, nordeste e noroeste.
Na semana passada, após a chegada de uma frente fria e chuvas isoladas na região pantaneira, foi possível observar através dos dados da Lasa/UFRJ que os focos de calor reduziram no Pantanal sul-mato-grossense.
A área queimada no Pantanal foi de 4.475 hectares na sexta-feira (28), 17.525 na quinta-feira (27), 12.075 na quarta-feira (26), 13.850 na terça-feira (25) e 17.875 na segunda-feira (24).
Ou seja, de quinta (27) para sexta-feira (28), focos de calor reduziram e a área queimada/dia diminuiu em 13 mil hectares.
Porém, segundo a chefe do Centro de Proteção Ambiental, tenente-coronel Tatiane de Oliveira, o combate as queimadas no Pantanal continuaram com as dificuldades habituais do bioma, principalmente com a atuação da direção dos ventos que deixavam em risco o trabalho dos brigadistas.
“Mesmo com o apoio estrutural que tivemos nesta semana, as dificuldades de combate do fogo no Pantanal permanecem. Mesmo com a frente fria e as poucas precipitações, durante o dia a umidade é extremamente baixa, e, por exemplo, próximo a BR-262, conseguimos controlar o fogo, mas devido e inversão de vento na região, o fogo entra em ignição novamente”, disse.
SECA Neste ano a temporada de incêndios no bioma aconteceu antes do previsto, devido a seca no Estado no mês de junho, portanto esta estiagem de julho, agosto e setembro pode agravar a situação.
Neste mês de julho a atuação do fenômeno La Ninã começa a se manifestar com mais intensidade, podendo manter o regime de seca até setembro, o que preocupa brigadistas do Pantanal.
Conforme informações do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS) o período de seca no Estado vem se estabelecendo desde o fim do ano passado.
O Pantanal é o bioma brasileiro que mais secou, e o estado de Mato Grosso do Sul foi o que mais perdeu superfície de água nos últimos 38 anos.
Os dados são do levantamento realizado pela MapBiomas Água, sobre a superfície de água no Brasil de 1985 a 2023. A pesquisa mostra que a seca no bioma pantaneiro é uma das mais graves das últimas décadas.
A superfície de água anual do Pantanal foi de 382 mil hectares (61% abaixo da média histórica).
Houve também redução da área alagada e do tempo de permanência da água. No ano passado, apenas 2,6% do bioma estava coberto por água. Sendo que, de acordo com a pesquisa, o Pantanal responde por 2% da superfície de água do total nacional.
O ano passado, período em que aconteceu a última grande cheia do bioma, o Pantanal foi 50% mais seco que 2018. Neste período, a água no Pantanal já estava abaixo da média da série histórica.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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