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Cachoeira do Portal do Pantanal seca quase por completo devido a falta de chuva em MS

Além da mudança brusca na paisagem, a falta de água na Cachoeira também afeta os animais e o agronegócio na região.

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7 de outubro de 2024

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g1 MS

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Conhecida pelos morros imponentes, mata fechada e paredões extremamente íngremes, a Cachoeira do Rio do Peixe, um símbolo para Rio Negro (MS), cidade que recebe o título de Portal do Pantanal, secou quase que por completo devido a falta de chuva na região. 

A mudança na paisagem pegou a bioespeleóloga, Aléxia Murgi, de surpresa na última sexta-feira (4). A profissional contou ao g1 que foi até o local mostrar a paisagem para um amigo e ficou devastada com o que encontrou.

"Eu tinha ido em agosto e não estava assim. Somos da área da mastofauna e eu disse para ele que era um lugar muito legal para ver animais, mas chegando lá foi uma surpresa muito triste", descreveu Aléxia.

A bioespeleóloga contou que a seca foi causada, principalmente, por causa das mudanças climáticas e a falta de chuva. "Isso já havia sido previsto no início do ano por alguns estudos que disseram que a bacia do alto Paraguai teria uma seca fora do padrão observado antes em 2024", informou.

Além da mudança brusca na paisagem, a falta de água na Cachoeira também afeta os animais e o agronegócio, explica Aléxia.

"Do ponto de vista da biologia, a água estava parada, não tinha um fluxo como era antes. [..] Com isso a água perde o oxigênio e os peixes morrem. No local, também tinha muita pegada de bicho no banco de areia, além dos rastros das pessoas. Esse é um ponto de referência dos bichos para se hidratar, e agora na estiagem eles vão começar a frequentar lá ainda mais e nesse contato com a água parada aumenta o risco de contaminações e zoonoses, além de causar prejuízos econômicos para o agronegócio", finalizou a profissional.

O cenário também é triste para os que moram na região. Para os Amigos do Rio Negro, um grupo sem fins lucrativos que contribuem com a preservação e limpeza do local, a luta no momento é para evitar que isso continue acontecendo.

"A escassez começou há alguns anos e essa é a segunda vez que a cachoeira fica completamente seca. Gera uma tristeza! É um lugar muito bonito, conhecido nacionalmente, mas esperamos reverter essa estiagem e evitar que isso aconteça", informou um dos integrantes do grupo, que preferiu não se identificar.

Sobre o ponto turístico

O lugar fica a pouco mais de duas horas da capital sul-mato-grossense. Apesar de ser uma área particular, a estrada que da acesso à queda d'água de quase 70 metros, é livre.

A descida pode ser de rapel ou pelo único caminho disponível, do lado esquerdo do morro, entre pedras e vegetação nativa. Os primeiros 50 metros são tranquilos, mas aos poucos o cenário muda. De repente a mata fica bem fechada, a umidade relativa do ar alta causa sensação térmica muito acima da temperatura registrada e as rochas usadas como degraus ficam bem mais altas e levemente escorregadias, na medida em que vai se aproximando do leito do córrego.

Quando se chega à parte de baixo é preciso atravessar o rio caminhando sobre as pedras. Depois de descer pelo paredão, essa é a parte mais tensa da aventura. É preciso tatear as pedras e quando se chega a outra margem a água não é tão forte como parece. Mais cerca de 100 metros de caminhada se chega aos pés da cachoeira. 

Meio Ambiente

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

199 – Defesa Civil.

Temporais no fim de semana

O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

Midiamax

Meio Ambiente

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A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.

Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.

Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.

️Temperaturas por região:

Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C

Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C

Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C

Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C

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