quinta, 04 de junho, 2026
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A pecuária no Pantanal tem passado por mudanças significativas impulsionadas pela adoção de novas práticas que visam aumentar a eficiência produtiva e preservar o bioma. Embora o rebanho de Mato Grosso do Sul tenha diminuído 11,5% entre 2014 e 2024, o rebanho pantaneiro cresceu 3%. Essa diferença se deve à diversificação de culturas em outras regiões do estado e à intensificação da produção na planície pantaneira, que permitiu o aumento do número de animais nas propriedades.
A participação do rebanho pantaneiro no total do estado passou de 17% para 20%, saindo de 3.639.744 animais em 2014 e chegando a 3.740.554 em 2024. A solução para garantir a sustentabilidade e aumentar a produtividade mesmo diante de intempéries climáticas da região, é a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo. Segundo o consultor técnico do Sistema Famasul, Diego Guidolin, “é importante que os produtores garantam alimentação adequada aos animais durante todo o ano para que consigam manter os índices de produção desejados”.
Muitos produtores já substituíram parte do pasto nativo por gramíneas comerciais mais produtivas, um exemplo é a utilização da Brachiaria humidicola, uma espécie de braquiária pouco exigente quanto a fertilidade e extremamente adaptada a solos alagados, típico da região pantaneira.
Além disso, a estação de monta tem sido uma estratégia eficiente para otimizar o manejo reprodutivo, concentrando os nascimentos em uma janela de três meses e facilitando o controle de desmama e vacinas. Outra técnica é a inseminação artificial em tempo fixo (IATF), que consiste em sincronizar o ciclo estral das fêmeas para que elas apresentem cio no mesmo período. Atualmente 90% das inseminações realizadas no Brasil utilizam esse método de sincronização de cio.
A pecuária pantaneira já é referência na produção de bezerros, e a tendência, segundo Guidolin, é que essa posição se consolide ainda mais nos próximos anos. O bioma abriga uma porcentagem significativa do rebanho de bovinos, equinos e ovinos do estado, representando 30%, 28% e 21%, respectivamente. O Pantanal sul mato-grossense é responsável pela produção de 800 mil bezerros/ano, 15% da produção do MS, que é o 4º maior produtor de carne bovina do país. “A preservação ambiental e a qualidade do produto são trunfos dos pecuaristas pantaneiros para atender às exigências dos mercados consumidores”.
Instituições como o Senar/MS têm desempenhado um papel fundamental ao promover treinamentos e assistência técnica para os produtores. O programa Ateg Pantanal, por exemplo, oferece suporte gerencial e técnico para otimizar a gestão das propriedades. Já o programa SuperAçãoPantanal, iniciado em 2024, visa auxiliar os produtores a se recuperarem dos prejuízos causados pelos incêndios na região.
Com a adoção crescente de tecnologias e a assistência contínua de instituições, a pecuária no Pantanal continua a se modernizar, a fim de buscar um equilíbrio entre produtividade e preservação ambiental, em meio aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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