quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Meio Ambiente

A+ A-

Animais silvestres afetados por incêndios recebem alimentos e água no Pantanal

Quase 3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas neste ano no Pantanal.

Icone Calendário

11 de setembro de 2024

Icone Autor

G1MS/LD

Continue Lendo...

Os incêndios que consomem o Pantanal têm afetado drasticamente os animais silvestres. Após o fogo destruir milhares de hectares de vegetação, as fontes de alimento e água têm se esgotado drasticamente no bioma. Na Estância Caiman, em Miranda (MS), a ONG Onçafari tem distribuído suprimentos em pontos estratégicos aos bichos na região pantaneira.

A falta de alimentos e água aos animais após uma série de incêndios é chamada de "fome cinzenta". Esta condição é causada pelo desequilíbrio provocado na cadeia alimentar. Diante deste cenário de escassez, voluntários têm espalhado frutas e legumes semanalmente, no Pantanal de Miranda.

Vídeos de câmeras de monitoramento da ONG Onçafari mostram espécies de macaco-prego, tamanduá-bandeira, queixadas, tucanos e entre outros animais se alimentando com frutas, legumes, leguminosas, vegetais, algumas raízes e quirera de milho.

Neste ano, em apenas três meses, 564 animais silvestres afetados pelo fogo foram resgatados no Pantanal, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Um estudo realizado por 30 pesquisadores de órgãos públicos, universidades e ONGs estimou que, em 2020, ao menos, 17 milhões de animais vertebrados morreram em consequência direta das queimadas no Pantanal.

No Pantanal, quase 3 milhões de hectares no Pantanal foram destruídos pelas chamas e 736 focos de incêndios foram registrados nos primeiros 10 dias do mês de setembro de 2024, o dobro de setembro inteiro do ano passado (373 focos), segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA-UFRJ) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Alimentação e monitoramento de animais

Ao g1, a coordenadora do Onçafari, Lélia Rampim, explicou sobre o funcionamento da ação e a importância para a fauna no momento atual. A ida é feita através de guias para atender animais vítimas de desastres ambientais, que já foram utilizados em outros lugares.

"A escolha dos locais se baseou na presença de açudes, ou seja, as fontes de águas que a gente mapeou - entendemos quais fontes de água ainda existiam mesmo depois do fogo - e a gente começou a ofertar esses alimentos perto às fontes de águas. Por que perto? Porque os animais iam precisar beber água e descobrir os alimentos perto", explica Rampim.

Ainda conforme a coordenadora, a escolha dos alimentos foi pensada na diversidade de hábitos alimentares, entre herbívoros e onívoros. As ofertas das comidas são feitas duas vezes por semana, com o uso de três veículos e em 15 pontos diferentes.

Com o monitoramento pelas armadilhas fotográficas, as equipes têm conhecimento de quais espécies estão consumindo os alimentos e com qual frequência.

"Por exemplo, no começo a gente oferecia algumas raízes e hoje não oferecemos mais porque não víamos tanto consumo. Então a gente deixou de lado as raízes e substituímos por outras leguminosas e frutas que tinham um consumo maior. E assim a gente foi aparando as arestas e montando o nosso protocolo certinho", exemplifica a coordenadora.

Importância da ação

Rampim relata que o fogo impactou os animais que dependem da floresta para viver. A coordenadora explica que as chamas queimam a vegetação, frutas, flores, raízes, e os bichos perdem recursos vitais para a sobrevivência.

"Essa alimentação traz um respiro para os animais, traz um conforto para os bichos, são locais em que eles podem poder repor as suas energias. Os animais gastam muita energia procurando alimento. Se a gente não tivesse oferecendo nada, eles gastariam muito mais energia do que ganhariam energia", diz Rampim.

De acordo com a coordenadora, a alimentação incentiva a fauna a viver e a reprodução desses animais. O Refúgio Ecológico Caiman afirmam que a ação de suplementação vai continuar por tempo indeterminado.

"A chuva é necessária para a floresta voltar a proporcionar alimentação e abrigo para os bichos. Então é essa umidade que vai garantir que tenha fruto, que tenha folha, que tenha flor, que as raízes possam também crescer. Então, enquanto a gente não tiver chuva por aqui pela região, a gente vai continuar fazendo esse trabalho de suplementação".

Foto: Onçafari/Reprodução

Meio Ambiente

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

20 de maio de 2026

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

 

Continue Lendo...

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

199 – Defesa Civil.

Temporais no fim de semana

O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

Midiamax

Meio Ambiente

Chuva forte e ventos de até 60 km/h podem atingir MS

Os acumulados de chuva podem ser significativos

Chuva forte e ventos de até 60 km/h podem atingir MS

20 de abril de 2026

Chuva forte e ventos de até 60 km/h podem atingir MS

 

Continue Lendo...

A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.

Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.

Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.

️Temperaturas por região:

Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C

Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C

Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C

Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C

TopMídia News