quinta, 04 de junho, 2026
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O calorão combinado ao tempo seco tem se tornado cada vez mais recorrente no cotidiano do sul-mato-grossense. Além do desconforto físico gerado na população que vive a correria do dia a dia, as temperaturas acima da média e os baixos índices de umidade relativa do ar também apresentam riscos à saúde e exigem cuidados redobrados para priorizar o bem-estar.
As preocupações atreladas a esse cenário variam de doenças de pele às respiratórias. De acordo com o diretor-geral do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), Paulo Eduardo Limberger, as consequências das altas temperaturas aliada ao sol forte podem ser diversas, principalmente para grupos vulneráveis, como idosos, crianças, e pessoas com condições pré-existentes.
Entre os principais riscos estão:
- Doenças relacionadas ao calor: a exposição a altas temperaturas pode levar a condições como exaustão pelo calor, insolação e cãibras de calor. A insolação, em particular, é uma emergência médica que pode ser fatal se não tratada rapidamente.
- Agravamento de condições crônicas: altas temperaturas podem exacerbar doenças cardiovasculares, respiratórias e renais. Estudos mostram um aumento significativo nas admissões hospitalares por falência renal, infecções do trato urinário e septicemia durante ondas de calor.
- Efeitos na pele e olhos: a exposição prolongada ao sol aumenta o risco de câncer de pele, incluindo melanoma e carcinomas não melanoma, além de condições oculares como catarata e degeneração macular.
- Desempenho cognitivo e físico: a exposição direta ao calor solar pode prejudicar o desempenho motor e cognitivo, mesmo sem um aumento significativo na temperatura central do corpo.
Além do tempo quente, os baixos índices de umidade relativa do ar também representam grandes perigos à saúde da população. O clima seco causa sintomas agudos nos olhos e vias aéreas, compromete a defesa imunológica, fomenta a propagação de doenças virais, intensifica doenças respiratórias crônicas e aumenta a mortalidade por doenças cardiovasculares, informa o médico.
Somada às condições, a fumaça que há dias cobre os céus de Mato Grosso do Sul também apresenta perigos ao bem-estar social. O médico destaca que a inalação de material particulado fino, proveniente da fumaça e da combinação de gases tóxicos, pode agredir diretamente mucosas e tecidos, além de gerar outras preocupações.
“A exposição prolongada à fumaça de queimadas pode causar uma série de problemas, principalmente relacionados ao sistema respiratório e cardiovascular, especialmente naqueles portadores de doenças crônicas e extremos de vida”, explica.
Entre as medidas básicas para manter a saúde em dia, beber bastante líquido, evitar exposição direta ao sol e esforços físicos nos horários mais quentes e secos do dia são sempre indicadas. Outros cuidados recomendados são:
- Vestir roupas leves, folgadas e de cores claras, que ajudam na ventilação e evitam o acúmulo de calor, utilizar cobertura como chapéus ou sombrinhas quando em área externa.
- Ficar em ambientes com ventilação adequada ou ar-condicionado sempre que possível. Usar umidificadores de ar ou métodos caseiros (como toalhas úmidas) para melhorar a umidade do ar interno.
- Preferir refeições leves, com alimentos ricos em água, como frutas e vegetais, para facilitar a digestão e evitar sobrecarga no organismo.
- Aplicar hidratantes corporais e protetores labiais para evitar ressecamento da pele e rachaduras nos lábios. Também é útil o uso de colírios lubrificantes para os olhos.
- Uso de soro fisiológico para hidratar as vias aéreas e evitar irritações.
Além disso, é importante manter-se atento aos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e gestantes, por serem mais suscetíveis aos efeitos de altas temperaturas, baixa umidade e exposição à fumaça. O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) também orienta que a população não ateie fogo em situação alguma. Além de prejudicar a saúde, também é considerado crime ambiental.
Tempo quente e seco em MSAs temperaturas acima da média e a umidade do ar abaixo do ideal em Mato Grosso do Sul tem colocado a população frente a um cenário de extremos. De acordo com o Cemtec, isso ocorre devido a uma combinação de fenômenos que favorecem o tempo quente e seco.
“Essa situação meteorológica ocorre devido a uma intensa massa de ar quente e seca, que atua como um bloqueio atmosférico, favorecendo uma onda de calor na região central do País”, explica Valesca Fernandes, meteorologista do órgão. Além disso, um sistema de alta pressão atua como um bloqueio atmosférico e inibe a formação de nuvens.
No último domingo (8), a maior temperatura foi registrada na região pantaneira do Estado, na cidade de Aquidauana, com 41,6°C. Ainda, outros seis municípios apresentaram valores acima de 40°C: Porto Murtinho (41,5°C), Nhumirim - Nhecolândia (41,1°C), Corumbá (41°C), Coxim (40,9°C), Miranda (40,7°C) e Água Clara (40,1°C).
Além do calorão, os índices de umidade relativa do ar também estavam baixos em todos os municípios monitorados pelo Cemtec. O valor mais baixo, de 7%, foi registrado em Coxim e Sonora. As demais cidades apresentaram entre 9% e 15%.
Ainda, as condições tornam o clima propício à ocorrência de incêndios florestais. Segundo o Cemtec, o céu deverá permanecer acinzentado durante a semana devido ao elevado número de incêndios florestais sobre a região Amazônica e em outros biomas, além de incêndios florestais em outros estados e países vizinhos.
Já para os próximos meses, o tempo quente e seco gera alerta para o perigo de fogo, de acordo com o monitoramento de incêndios florestais elaborado pela equipe técnica do Cemtec e Asbom.
“A previsão da probabilidade de fogo para o trimestre Setembro-Outubro-Novembro de 2024 mostra que em grande parte do estado, as condições encontram-se no nível de ‘Atenção’. As regiões extremo norte e sudoeste encontram-se no nível de ‘Alerta’. Já as regiões sudeste, leste e sul encontram-se no nível de alerta de ‘Observação’”, destaca a previsão sazonal da probabilidade de fogo por municípios.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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