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23 milhões de animais foram mortos na Amazônia no século XX

Levantamento inédito revela ainda que a caça em busca de peles foi mais dramática para espécies aquáticas do que para as que vivem nas florestas

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13 de outubro de 2016

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Um levantamento inédito feito por cientistas brasileiros e britânicos revela que a caça na Amazônia dizimou 23,3 milhões de mamíferos e répteis, de ao menos 20 espécies, nas primeiras seis décadas do século XX. O estudo, publicado nesta quarta-feira no periódico científico Science Advances, revela que os animais foram caçados por suas peles e muitas populações, em especial as aquáticas, ainda não se recuperaram.

Segundo o estudo, um trabalho de fôlego feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade East Anglia, na Inglaterra, e outras instituições, houve dois períodos de picos da caça, durante a II Guerra Mundial e nos anos 1960. O primeiro foi impulsionado pela chegada de grandes levas de trabalhadores para a exploração da borracha que, com a queda dos preços após 1912, precisou substituir o látex pelo comércio de peles e passou a exportar o produto para Estados Unidos, Europa e a vendê-lo para o Sul do Brasil. Já a caça durante os anos 1960 esteve voltada para a indústria da moda. Entre 1930 e 1960, os dez animais mais explorados renderam lucros de cerca de 500 milhões de dólares. Em 1967, a caça foi oficialmente banida no país, mas os estoques permaneceram sendo explorados até 1969.

Espécies caçadas

Para chegar aos dados, os pesquisadores buscaram registros de entrepostos comerciais, documentos portuários e relatórios comerciais que estavam esquecidos em bibliotecas e repartições públicas brasileiras. Segundo a análise, as espécies mais procuradas para o comércio eram o caititu (uma espécie de porco selvagem), jacaré-açu, capivara, onça-pintada, peixe-boi, ariranha e lontra. Devido à caça, algumas das espécies aquáticas, como a ariranha, estão extintas em diversas regiões.

Isso acontece, principalmente, porque as florestas são de difícil acesso e funcionam como esconderijo para os animais terrestres – a maior parte da população amazônica se concentra nas margens dos rios que, abertos, oferecem um ambiente sem obstáculos à caça. A descoberta, de acordo com os pesquisadores, pode ajudar a delinear projetos de conservação das espécies.

“Propomos que a relativa capacidade de adaptação das espécies terrestres sugere uma grande oportunidade para gerenciar, em vez de criminalizar, a caça tradicional de subsistência na Amazônia, por meio de programas de conservação, com base científica, que reúnam também os habitantes locais”, afirmam os pesquisadores no estudo.

 

Meio Ambiente

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

199 – Defesa Civil.

Temporais no fim de semana

O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

Midiamax

Meio Ambiente

Chuva forte e ventos de até 60 km/h podem atingir MS

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A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.

Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.

Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.

️Temperaturas por região:

Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C

Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C

Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C

Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C

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