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Você sabe por onde seu filho anda?

A falta de fiscalização e acompanhamento por parte de algumas famílias desemboca na maioria das vezes em um problema social muito delicado na atualidade: o consumo de drogas.

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28 de agosto de 2014

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Carlos Pires

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Essa é uma boa pergunta para ser feita aos pais e/ou responsáveis por crianças e adolescentes, principalmente quando estes saem de casa para ir à escola.
Muitas vezes acontece de se imaginar que os mesmos estão “estudando”, enquanto na realidade algumas destas crianças e adolescentes podem estar perambulando pelas ruas, a mercê das intempéries do tempo e dispostos a tudo quanto é de comportamento e influências negativas presentes nos quatro cantos da cidade.
Essa falta de fiscalização e acompanhamento por parte de algumas famílias desemboca na maioria das vezes em um problema social muito delicado na atualidade: o consumo de drogas.
Esta verdadeira “chaga” aberta no meio social hoje diz respeito diretamente à questão da violência. Quando se adquire o vício das drogas têm-se uma espécie de caminho sem volta. Onde os próprios pais e responsáveis são os principais atores deste drama, juntamente com seus filhos.
Estamos abordando essa temática porque quando circulamos pelas ruas da cidade encontramos com muitos alunos que sequer adentraram na escola, muito menos na sala de aula. Quando chamados a escola por algum motivo esses pais dizem logo: ”mas ele (a) saiu de casa pra escola”, ou “aí é com vocês”, como se a instituição escolar fosse hoje um ”depósito” humano.
As amizades
“Com quem você vai sair, meu filho?”. A frase dita pela maioria dos pais revela mais do que apenas uma curiosidade e que às vezes irrita tanto os filhos. Ela sintetiza uma das maiores preocupações dos pais em geral: as amizades de seus filhos.
A preocupação tem fundamento. Em fases como a adolescência, as amizades exercem grande poder de influência sobre a formação do indivíduo. E não é difícil acontecerem casos nos quais as influências não são tão boas e que acabam levando o jovem para um caminho complicado. O Diário do Estado ouviu a psicóloga e terapeuta Miriam Barros que é especialista em terapia familiar e há mais de 15 anos ajuda pais e filhos resolverem suas diferenças. Ela explica que é importante os pais conhecerem os amigos de seus filhos, deixando aberto o canal de comunicação entre eles. Se as amizades não se mostrarem muito boas, cabe aos pais alertar os filhos não com proibições, pois isso pode só aumentar a vontade dos filhos em contrariá-los, mas expondo suas preocupações e, principalmente, mostrando as conseqüências que essa amizade pode trazer.
É importante conhecer os amigos de seus filhos, e Miriam mostra como você pode fazer isso: “Aproveite as oportunidades de convivência para saber sobre eles. Não com interrogatório, mas com uma conversa amigável. Uma boa dica é abrir a sua casa para os amigos deles. Permitir que esses amigos venham almoçar num fim de semana, dormir em casa, etc. Por mais que isso dê trabalho é a melhor forma de conhecê-los de verdade, trazendo-os para perto”.
A psicóloga também afirma que a melhor forma de proteger os filhos de más companhias é sendo um bom amigo de seu filho. “Esteja por perto, ajude-o no que precisar e seja amigo dos amigos dele na medida do possível. Tente conhecer os pais desses amigos. Ensine o seu filho desde pequeno a ter valores como: amor próprio, auto-estima, respeito por si mesmo e pelo outro, temor a Deus ou ao que vocês acreditam. E acima de tudo, dê o exemplo, pois o adolescente e a criança respeitam e seguem aquilo que os pais fazem e não aquilo que eles apenas dizem”, afirma Miriam.
E se a amizade realmente não for boa?
“É fundamental que primeiro você tenha certeza do que está falando. As aparências enganam. Cuidado com o preconceito e com os rótulos. Não é porque um amigo do seu filho usa tatuagem e piercing, por exemplo, que ele é uma má companhia. Especialmente na adolescência é muito delicado falar dos amigos dos filhos. Se você tiver certeza de que essa amizade é prejudicial, então sente com o seu filho e abra o seu coração, fale das suas preocupações e dos fatos que sabe sobre esse amigo. Se o comportamento do seu filho mudar, converse com ele e veja o que está acontecendo. Tente entender por que ele está agindo diferente. Pode ser que o seu filho não esteja conseguindo se destacar no grupo de amigos com coisas legais e esteja usando atitudes erradas para ganhar status no meio desse grupo. De qualquer forma, ele precisa de ajuda para mudar isso. Procure um profissional se não conseguir ajudá-lo sozinho”.
Ajuda para o amigo
Assim como uma má influência pode afetar as amizades, o contrário também pode acontecer. Muitas vezes, é o amigo “mau” que precisa de ajuda para melhorar sua postura na sociedade. Miriam alerta que tentar mudar os amigos dos filhos não deve ser o objetivo principal dos pais, mas que a boa influência pode acontecer de forma natural: “À medida que ele convive com você e sua família, pode ser que ele se identifique com vocês e com esse outro jeito de funcionar e queira adotá-lo para a vida dele”, finaliza a psicóloga.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal