quarta, 03 de junho, 2026
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Viúva de Adilson Rodrigues Salomão, de 50 anos, morto com dois tiros após atacar policiais militares com uma faca, na noite da última sexta-feira (9), na Rua Domingos Belantani, no Bairro Parque do Lageado, em Campo Grande, negou que foi agredida pelo marido.
A mulher, de 61 anos, que preferiu não se identificar, atendeu a equipe do Campo Grande News na casa onde morava com a vítima e duas filhas. A viúva contou que na noite do crime o homem se desentendeu com sua neta e ela mesma chamou a polícia para amenizar a discussão.
“Ele foi tomar cerveja com a minha neta na casa dela e os dois bêbados começaram a brigar por causa de uma extensão. Ele veio embora e ela veio atrás, ficaram discutindo, eu pedia para ela ir embora e ela não ia. Passou um tempo ela foi embora. Quando eu pensei que as coisas tinham acalmado, minha neta voltou e a confusão continuou”.
Neste momento, a mulher relata que o marido tinha uma foice e estava dentro do quintal da casa e, quando foi acertar a neta, que se encontrava do lado de fora, sua filha entrou na frente e foi atingida com um golpe no braço. “Minha neta estava endemoniada, não parava de brigar, ela veio aqui com uma faca e ficou falando que ia matar ele e dando facada no portão, depois começou a tacar pedra. Ela ficou mais brava quando ele acertou a mãe dela. Em seguida levou a mãe embora e ligou para meu neto, com medo que ele viesse até aqui eu chamei a polícia para apaziguar a situação”, relembra.
Segundo a idosa, quando a Polícia Militar chegou no local, o marido estava sentado em frente de casa. “Eles chegaram e mandaram ele erguer as mãos segurando a faca, ele levantou e mesmo assim atiraram nele, na minha frente”, afirma.
De acordo com a mulher, tudo foi muito rápido, quando ela se aproximou do marido ele já estava morto. “Eles não tinham o direito de matar ele assim. Eu assisti tudo, quando eu tentei me aproximar os policiais falaram que se eu chegasse perto eles iam atirar em mim. Depois chegou um monte de viaturas e eles ficaram, não chamaram bombeiro e nem Samu, eles mesmo entraram na minha casa e pegaram o lençol para cobrir o corpo", descreve.
A Polícia Militar foi procurada pelo Campo Grande News e informou que vai se manifestar sobre o caso.
Caso - A Polícia Militar foi acionada para atender caso de violência doméstica, por volta das 21h40, na sexta-feira (9). A informação era de que o homem estaria tentando matar a companheira e a filha dela na casa que fica na Rua Domingos Belantani. Quando chegou no local, a PM foi informada que as mulheres haviam fugido e procurado socorro.
Adilson foi encontrado sentado em uma cadeira, na frente de casa. Familiares informaram aos policiais que ele estava com uma faca na cintura e, quando os militares se aproximaram para fazer a abordagem, Adilson colocou a mão na cintura e retirou uma faca de açougue, com aproximadamente 25 centímetros.
Segundo boletim de ocorrência, ele tentou esfaquear um dos militares, que se afastou e pediu que largasse a arma, o que não foi obedecido. Adilson, novamente, tentou atacar o PM, que para se defender disparou com a arma de fogo contra a perna dele. Adilson caiu de joelhos e mais uma vez tentou esfaquear o policial, que efetuou mais um disparo, dessa vez atingindo a outra perna. Adilson não resistiu e morreu no local.
A vítima da violência doméstica, depois de ser atendida na unidade de saúde, retornou a casa. Ela conversou com os militares e mostrou onde estava escondida a foice utilizada para tentar matar ela e a filha. A mulher afirmou que o companheiro estava "totalmente disposto a matá-la e também a sua filha, mas conseguiram fugir", discorre a PM em boletim de ocorrência.
O caso foi registrado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS