quinta, 04 de junho, 2026
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Lia Nogueira e Diogo Castilho em live para criticar saúde pública; ontem eles furaram a fila para beneficiar assessora / Reprodução
Os vereadores Diogo Castilho (DEM) e Lia Nogueira (PP) usaram de influência política para internar uma paciente no Hospital da Vida sem passar na Central de Regulação.
O procedimento é considerado irregular, porque o protocolo determina que todas as internações passem pela central que regula as vagas nos hospitais públicos.
Mais grave ainda é que a paciente é assessora de Lia Nogueira.
A denúncia sobre o “jeitinho” dado pelos vereadores para internar a paciente foi feita por leitor ao Dourados Informa. A Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde), que administra o Hospital da Vida e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) confirmou a entrada ilegal da paciente.
“Paciente Patrícia Brandão foi atendida e operada no HV nesta quarta-feira. Sem passar pela regulação, ou seja, ignorando o protocolo Core. Ela foi levada ao HV pelos vereadores Lia Nogueira e Diogo Castilho”, afirmou a denúncia.
Em contato com o Dourados Informa, a Funsaud informou que no plantão do dia 5 de maio, a paciente Patrícia Brandão deu entrada no Hospital da Vida sem ser devidamente regulada pela Core (Central de Regulação do Município).
“A Funsaud afirma que a paciente estava acompanhada dos vereadores Lia Nogueira e Diogo Castilho e foi atendida pela médica plantonista. O procedimento correto seria a paciente dar entrada pela UPA, onde o médico faz a avaliação e depois o encaminhamento conforme a gravidade do caso. Se o profissional médico avaliar que o paciente precisa de um atendimento que não é realizado pela UPA, como uma cirurgia ou exames mais complexos, o médico insere a demanda no sistema Core. Após isso, conforme as vagas disponíveis e baseado em critérios técnicos, a equipe reguladora libera a vaga para o paciente em questão”, explicou a Funsaud.
A nota segue: “Com base nessa regra, o procedimento correto seria encaminhar a paciente para a UPA. Quanto ao hospital ter aceitado a paciente foi porque a equipe médica avaliou e considerou se tratar de um caso que merecia socorro imediato. Nesse sentido, o hospital prestou o atendimento para evitar riscos maiores à paciente, tanto que a mesma foi operada imediatamente (apendicectomia) e, segundo a equipe médica, passa bem”.
Procurado pela reportagem, Diogo Castilho disse que foi chamado para ver a paciente por volta de 19h quando ela já estava no Hospital da Vida. “Ela foi atendida pelo plantonista, conversei com o cirurgião e ele operou a paciente”, afirmou.
Diogo disse ainda que a vereadora Lia Nogueira teria lhe dito que havia feito contato com a diretora técnica da Funsaud, Angela Marin. “Parece que a Angela tinha autorizado”, disse ele, sem citar que a paciente é assessora da colega de Legislativo.
Lia Nogueira também foi procurada através do aplicativo WhatsApp do jornal, mas se manifestou ameaçando o Dourados Informa.
Veja na íntegra a mensagem enviada pela vereadora/jornalista:
“Bom, estamos tentando ligar para vocês (Jornal Dourados Informa) e vocês não atendem as nossas ligações. Sou formada em Jornalismo e Direito e conheço os princípios de ética que regem tanto o Jornalismo, como o Direito, quando se trata de denúncia. Em não garantindo o direito de resposta, o princípio do contraditório, cabe ação judicial por danos morais. E caso alguma informação seja veiculada de forma distorcida e caluniosa, eu Lia Nogueira e meu colega vereador e médico, Diogo Castilho, iremos tomar as medidas judiciais cabíveis!”
Lia Nogueira e Diogo Castilho (que é médico) são membros da Comissão de Saúde da Câmara, ou seja, devem conhecer muito bem os protocolos de atendimento na saúde pública. Os dois têm se destacado pelo discurso em plenário pregando apuração de todas as irregularidades no serviço público.
Nota da Redação
Tanto Diogo Castilho quanto Lia Nogueira foram procurados através do canal oficial de WhatsApp do jornal. O espaço para os dois se manifestarem foi garantido, como determina a regra do bom jornalismo. Castilho se manifestou, mas Lia Nogueira preferiu apenas ameaçar.
Nova Lei foi aprovada na câmara dos deputados
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (04/05/21) o Projeto de Lei 3390/20, que torna crime de responsabilidade ação de autoridade que violar ou incitar violação de norma de saúde durante estado de calamidade pública decorrente de pandemia.
A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), ao texto original do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). O substitutivo amplia o escopo do projeto de lei, que antes tratava de agentes públicos ao classificar ato de improbidade administrativa.
“A maior parte da doutrina e da jurisprudência entende que o presidente da
República não responde por atos de improbidade, mas somente por crimes de responsabilidade”, afirmou Kim Kataguiri, ao justificar as mudanças no texto.
“Para que a ideia torne-se realmente eficiente, é necessário alterar não só a Lei da Improbidade Administrativa, mas também a de Crimes de Responsabilidade, e a alteração deve deixar claro que o ato abusivo é a inobservância da regra ou a incitação à sua inobservância, o que deve se dar por palavras e atos”, disse.
Punições
O substitutivo insere a regra na Lei de Crimes dos Responsabilidade, que trata de atos do presidente da República, de ministros de Estado, de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, e a Lei da Improbidade Administrativa, que trata de agentes públicos.
Em crimes de responsabilidade, as punições podem ser a perda do cargo e a inabilitação para exercício de função pública. Na improbidade administrativa, as punições variam conforme a gravidade do ato e incluem ressarcimento integral do dano, multa, perda da função pública e suspensão de direitos políticos.
Tramitação
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS