quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Que o 2º Campeonato de Pesca Esportiva do Rio Taquari foi sucesso de público, não há dúvidas. O evento gerou um fluxo turístico considerável e gerou injeção na economia – apesar de não haver indicadores oficiais do Município – mas faltou organização para a logística e mobilidade no trânsito, atribuição da Prefeitura de Coxim, uma das principais apoiadoras do evento.
Para chegar ao local do evento, a população tinha que acessar a rodovia BR-163 e nas ruas não-pavimentadas próximas ao evento não havia qualquer sinalização, tampouco atuação efetiva de agentes de trânsito, ou no mínimo, sinalização emergencial, por parte da Gerência Municipal de Trânsito.

Foto aérea: Maikon Leal/ Coxim Agora
A problemática foi observada e comentada pelo vereador Carlos Henrique (MDB) na sessão ordinária de segunda-feira (5 de agosto) na Câmara Municipal de Coxim: “Tivemos um fim de semana muito movimentado em Coxim. A população nos procura. Muito se cobra o resgate da Festa do Peixe, de atividades turísticas e culturais, como o Campeonato de Pesca, que a Galera do Taquari encampou e vem aprimorando muito bem. Parabenizo a organização e os patrocinadores pelo evento”.
“O povo fez questão de participar, mas eu acredito que a Prefeitura deveria ter se empenhado um pouco mais na logística, limpado alguns terrenos próximos para servir de estacionamento. Pois já se sabia que o fluxo de trânsito seria grande naquelas ruas. O gerente municipal de Trânsito deveria ter tomado para si essa responsabilidade e ter feito algo para melhorar a trafegabilidade. Mesmo diante de todo o embaraço que aconteceu, eu não vi essa proatividade ali para melhorar, para melhor receber a nossa população e as pessoas que nos visitam”, pontuou Carlos Henrique.

Reiterações de colegas
O vereador João do Posto (PSD) reiterou a fala e disse na tribuna que encontrou o prefeito Edilson Magro durante o evento e comentou: “Ficou muito desagradável a falta de planejamento desde o sábado. Fez falta a Gerência de Trânsito para que não acontecessem os acidentes e danos materiais nos veículos como ocorreram”.
O vereador Zanon Lamurier (Republicanos) também comentou durante a sessão na Câmara: “Tem que dar atenção maior para esses eventos em Coxim, o poder público tem que dar essa atenção, pois esse movimento que gira a economia do munícipio, é uma cidade turística. E lá precisava de estacionamento. Eu passei lá e não achei lugar para estacionar. Então espero que, da próxima vez, o Executivo esteja mais parceiro desses eventos”.

“Era um evento particular”
Ainda durante a sessão, o vereador Ademir Peteca (Solidariedade), líder da base do prefeito, como sempre, fez questão de defendê-lo: “Eu concordo em partes com os vereadores Zanon e Carlos Henrique em relação a estacionamento. Era um evento particular da Galera do Taquari. O município cumpriu o papel que ele prometeu com os valores na premiação e estrutura. Mas a gente tem que dividir as responsabilidades. Era um evento particular”.
Peteca, mais uma vez, blindou o prefeito: “Os organizadores também não previam um sucesso gigantesco como foi. Todos têm que se precaver disso. Não é só chegar aqui na tribuna e dizer que é culpa do prefeito porque não tinha estacionamento. Também poderia ser culpa de alguém da organização que não previu a quantidade de gente. Não coloco culpa no prefeito em relação ao estacionamento”.

Fotos: Divulgação Prefeitura de Coxim
Mais do que tendas e recursos financeiros
A reportagem do MS Norte esteve no local e constatou: enquanto muitos veículos chegavam, na tarde de domingo, outros tentavam sair. O espaço das ruas estava estreito devido a muitos veículos estacionados. Outros, com carretinhas de embarcações, de maior largura, tinham dificudades para transitar. Muitos veículos acabaram riscados e amassados.
“A Prefeitura poderia ter aproveitado a situação para demonstrar a qualidade de sua equipe, seu corpo técnico, seja na organização, na obtenção de indicadores relacionados à economia e ao turismo, realizar ações de educação ambiental, em relação ao lixo, à coleta seletiva, pois o local e o público eram propícios. Mas parece que a preocupação de assessores, secretários e do chefe do Executivo era apenas curtir o evento e sair em fotos de entrega de premiação, só porque deu duas tendas, um barco e uma carretinha”, disse o vereador Carlos Henrique, em exclusividade ao MS Norte.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS