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empreendimento
Após fechar a floricultura durante a crise sanitária da Covid-19, Adriana Neves encontrou no artesanato aromático um novo caminho com identidade regional e apoio do Sebrae/MS
11 de junho de 2025
(Idest, JWC)
No fim de 2020, em meio à crise sanitária da Covid-19, a vida de Adriana Neves Costa, de Coxim (MS), tomou um novo rumo. Após perder o pai, acumular dívidas e fechar a floricultura que mantinha havia mais de três anos, ela decidiu recomeçar com o que tinha: coragem. Para dar o primeiro passo, organizou uma rifa, arrecadou dois mil reais e investiu em materiais para fabricar velas aromáticas.
“Fechei a floricultura sem dívidas, mas sem nenhum real. Eu não sabia mais o que fazer. Só tinha coragem”, relembrou.
O nascimento da Amada Luz
Inspirada por uma loja de velas que conheceu em sua cidade natal, Mogi das Cruzes (SP), Adriana decidiu arriscar. Aprendeu tudo assistindo a vídeos na internet. “Foi um desastre. Quase desisti. Mas sabia que queria fazer algo diferente. Algo que representasse o Pantanal, que é onde eu realmente me reencontrei”, reforçou.
Assim nasceu a Amada Luz, marca de velas artesanais com fragrâncias inspiradas na fauna e flora pantaneira. São mais de 13 aromas exclusivos, desenvolvidos com laboratórios especializados. Cada vela carrega um pouco da história da empreendedora e sua conexão com Coxim.
Entre as criações, destaca-se a vela Taquari, que utiliza galhos do rio de mesmo nome e elementos que representam animais como o tuiuiú, tucano, arara, capivara, tamanduá e onça-pintada. “Quando eu sento na praça do flutuante e vejo as aves se alimentando às margens do rio, aquilo me inspira. É dali que vem tudo”, reforçou.
O apoio do Sebrae e o selo Made in Pantanal
O ponto de virada veio quando Adriana conheceu o programa Cidade Empreendedora, executado pelo Sebrae/MS em parceria com a Prefeitura de Coxim. Inicialmente, hesitou em participar, achando que haveria custos. “Fugi do consultor Fábio como o diabo foge da cruz. Eu achava que ele queria arrancar dinheiro de mim”, lembrou.
Mas ao conhecer a proposta, se emocionou. “Quando ele me mostrou a plataforma Made in Pantanal e disse que eu não teria que pagar nada, eu desci chorando as escadas do Sebrae. Foi quando tudo mudou”, contou.
Com o apoio da instituição, Adriana recebeu capacitações em áreas como vendas, fluxo de caixa, gestão financeira, identidade de marca e atendimento ao cliente. Também participou de consultorias em design de produto e embalagem. O reconhecimento veio com o selo Made in Pantanal, que certifica a origem cultural e sustentável da produção.
Identidade, inovação e propósito
As fragrâncias da Amada Luz são desenvolvidas com ingredientes naturais e regionais, como a flor do pequi. “Não como pequi, mas me apaixonei pelo cheiro da fruta. É como abrir o fruto no meio do cerrado”, descreveu.
As velas possuem design diferenciado, com cores, formatos e elementos que remetem ao bioma pantaneiro. “Quem olha pensa que é só uma vela. Mas ali está meu amor por Coxim, pelo Pantanal. É a minha história que está sendo contada”, ponderou.
Protagonismo feminino e inspiração
A trajetória empreendedora de Adriana também teve impacto pessoal e familiar. Ela deixou o emprego no hospital regional e passou a viver da produção das velas. “Eu me sinto mais bonita, mais forte. Me sinto conquistadora. E o mais incrível é ver minha filha, de 12 anos, repetir esse amor. Ela vende as velas como se fossem dela”, relatou.
Durante eventos em diferentes regiões do país, Adriana inspira outras mulheres. “Empreender é como fazer uma horta. O mais difícil é pegar a enxada. No nosso caso, a enxada são os medos, as vozes que dizem que não vai dar certo. Mas quando a gente pega, vai”, reforçou. (Idest, JWC)
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS