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Variante da covid muda perfil: médicos relatam mortes de jovens e tragédias familiares em MS

Eles estão na linha de frente e precisam lidar com os desafios que a doença traz a cada dia

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29 de março de 2021

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Midiamax

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Campo Grande já vive transmissão comunitária da variante do coronavírus e, com isso, os médicos vivenciam uma nova fase da doença, muito mais mortal e que também atinge jovens. Assim, profissionais que atuam na linha de frente relatam o que perceberam nesse atual momento, em que o número de mortes aumentou e o perfil das vítimas mudou.

O médico Marcelo Santana Silveira cuida dos pacientes de coronavírus no pronto-socorro do hospital da Unimed. Ele relata as manifestações mais agressivas que a doença está causando.

O nefrologista vivencia dia a dia o atendimento a pacientes com covid e relata, ainda, o aumento no número de tragédias familiares. “Está chamando atenção é que se vê a agressividade [da doença] em membros da mesma família. É pai, mãe, filho, todo mundo internado ao mesmo tempo”, disse Marcelo, lembrando que as mortes também estão ocorrendo em família. “Está ocorrendo com rotina grande. Temos uma história que uma senhora internou e outras 3 irmãs muito próximas a ela morreram. Só a senhora sobreviveu. Tem caso de pai e mãe que morreram e só ficaram os filhos”, lamenta.

Para o médico, a agressividade do vírus tem relação com a variante brasileira, a P.1, que começou a circular este ano no Estado. “A gente percebeu que, nas últimas semanas, o vírus está mais virulento, ou seja, com taxa de transmissão muito maior. Além da taxa aumentada, a doença está vindo muito mais grave”, completou.

Cenário caótico

“A realidade é devastadora”. É com essas palavras que a médica Tayna Santiago, que atua na ala semi intensiva do Hospital da Cassems descreve o atual cenário.

Para completar o cenário caótico, os médicos precisam saber lidar com a falta de leitos e até de medicamentos. “Diariamente, precisamos recusar fax de transferência do interior, de outros hospitais e das UPAs da cidade. Quando recebemos paciente graves, temos que lidar com a falta de leito e, infelizmente, às vezes, esperar algum óbito para poder levar outro paciente ao CTI [Centro de Terapia Intensiva]”, relata.

Esforços insuficientes

Tayna comenta sobre os esforços que tanto hospitais particulares quanto o poder público têm feito para pelo menos amenizar a situação. “Vejo todos os hospitais se mobilizando. Leitos foram criados, equipes remanejadas, mas parece que nunca é o suficiente”, pontua.

A médica também comenta sobre tragédias familiares que se vê obrigada a presenciar. “Ontem tive que dar a notícia de um homem, de 38 anos, que não aguentou e faleceu. Era o 3º na mesma família em menos de 1 semana. Eu não pude abraçar aquela esposa e isso me doeu muito”, conta.

Aos que conseguem vencer a doença, precisam p assar por momentos tão difíceis quanto a própria covid. “Na enfermaria, o pós-covid pode ser muito pior que a doença em si. O tempo de internação prolongado aumenta o risco de infecção, evoluem com fraqueza e uma falta de ar leve que pode persistir por semanas a meses, afinal, o acometimento pulmonar demora pra ser resolvido”, explica Tayna.

E quem pensa que ‘médico está acostumado a ver essas coisas’, está muito enganado. O medo, insegurança e o psicológico desses profissionais também são afetados. “O que nos é novo e de difícil manejo é o psicológico. O medo, a angústia e a ansiedade… tanto do paciente como da equipe! O paciente que tem a incerteza se vai conseguir respirar até amanhã, afinal, está com uma doença que mata. A equipe, com medo de se vai ter suporte pra tratar, se vai se infectar ou se vai levar a infecção pra sua família”, comenta.

Colaboração

Por fim, Tayna faz um apelo em nome de todos os profissionais de saúde para que as pessoas tenham consciência da gravidade de suas atitudes. “A realidade não é bonita, minhas palavras podem bem ser bem aceitas, mas eu também adoraria falar sobre esperanças e melhorias, mas elas não estão acontecendo e não sabemos quando vão melhorar, mas vão! Até lá, eu só peço pra que quem pode: fique em casa!”, finaliza.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS