quinta, 04 de junho, 2026
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Moradora do Jardim Anache, em Campo Grande, Mariana de Oliveira, de 23 anos, tem três filhos pequenos e acaba de conseguir um emprego para o sustento da família. A felicidade foi “arranhada” após ela oferecer vaga de babá por R$ 600 e receber uma chuva de críticas nas redes sociais.
A trabalhadora publicou a vaga de babá para as três crianças no grupo Comércio Delas, disse que poderia pagar o valor, mais o almoço de segunda a sexta-feira, com período da manhã até às 16h.
Após o post, algumas pessoas começaram a repudiar a vaga. “No mínimo, um salário”, disse uma das integrantes do grupo.
Porém, teve quem defendeu Mariana, por conta das condições e realidade dela.
“Não tem salário mínimo quando não sabemos as condições da pessoa”, disse uma internauta.
Outra mulher também saiu em defesa da mãe e afirmou que as pessoas não deveriam criticar o valor de R$ 600, pois é o que Mariana pode pagar.
Uma jovem destacou que deve-se levar em consideração que muitas mães não recebem ajuda financeira dos pais das crianças. Ela conta que, quando era adolescente, trabalhou de babá por valor menor e ainda ficou contente.
“Eu, quando era adolescente, cuidava de uma criança e ganhava R$ 150. Era o que a mãe da criança podia pagar e eu trabalhava feliz da vida porque, com aquele dinheiro, eu conseguia comprar minhas coisas. Hoje quem está precisando mesmo, aceita o serviço e trabalha sorrindo. Quem reclama é sinal que não precisa trabalhar.”
Uma mãe disse que também tem 3 filhos e não trabalha porque não acha ninguém para cuidar dos pequenos.
Apesar da polêmica, Mariana conseguiu a babá.
Ao TopMídiaNews, ela disse que recebeu dezenas de mensagens procurando a vaga e que não deu importância para os críticos.
"Não é legal a gente ver essas coisas. As pessoas não sabem qual é a nossa situação e o que a gente passa. Mas, o que teve de gente defendendo porque eu expliquei na publicação que era aquilo que eu podia pagar. E outra coisa, eu recebi mais de 50 mensagens de meninas interessadas, inclusive eu já consegui achar uma babá que mora aqui perto, e já está vindo cuidar dos meus filhos."
Mariana afirma que os interessados em trabalhar são muitos e que a experiência na publicação não foi legal, porém, ela não desistiu e tentou não se preocupar com as pessoas que desdenharam da vaga.
"Eu não dou moral para esse povo que fica criticando. Porque para isso tem muitos, mas para ajudar são poucos. Estou trabalhando há dois meses e fazia uma semana e meia que estava procurando. Eu coloquei esse valor porque a outra babá cobrava isso. Eu me baseei por ela", disse Mariana, que está muito feliz com a nova babá.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS