quinta, 04 de junho, 2026
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Psiquiatra explica que muitas vezes o uso abusivo de telas, vem como uma forma de escapismo de problemas / Acervo Pessoal
“Ela só usa o celular no período da tarde. Eu tenho aplicativo onde monitoro todas os acessos no celular e as redes sociais dela”, é assim que a Jaqueline Alves de Souza de 36 anos controla os passos da filha na internet. Todo esse cuidado tem um porquê: A preocupação com o que esse meio de comunicação pode oferecer a menina.
E não é só ela que está preocupada, outros pais, especialistas em saúde e educação também, isso porque uma pesquisa mostra que o Brasil é o segundo país onde as pessoas passam mais tempo do dia no uso de telas. Os dados quem traz são o Digital 2023: Global Overview Report e do aplicativo Sleep Cycle, analisados pela Eletronics Hub.
O país fica atrás apenas da África do Sul. Segundo o levantamento, as pessoas ficam cerca de 9 horas e 32 minutos na frente do computador, quatro dessas horas apenas nas redes sociais, o que representa 58,2% do tempo médio em que um brasileiro está acordado.
Ao passo que mais e mais horas são gastas com o uso de celulares, especialistas chamam atenção para a importância de falarmos sobre um conceito chave na vida moderna: educação digital. A Doutora em Educação Ângela Costa fala que o já passou da hora dos pais assumirem o controle dessa situação na vida dos filhos.
Para ela, o tempo dedicado a internet tem que ser controlado pela família, pelos professores, “não dá para continuar como está”, acrescenta. Ângela destaca que esse meio de comunicação está criando uma geração preguiçosa, com crianças e adolescentes desestimulados a pensar.
Além dos efeitos na cognição, na atenção, na memória, os especialistas também alertam para os impactos na autoestima e no desenvolvimento de quadros de dependência. O Psiquiatra e colaborador Pro-AMITI- Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos do Impulso- IPq- USP- Grupo Dependências Tecnológicas Vinicius Andrade fala que muitas vezes o uso abusivo de telas, vem como uma forma de escapismo de problemas e até outras patologias como transtorno diante da ansiedade social, depressão entre outros fatores.
O psiquiatra explica ainda que quando o comportamento gera um prazer, e a pessoa começa a repeti-lo, gera no cérebro uma hipossensibilização, o que faz a pessoa querer cada vez mais e mais esse comportamento. Ele acrescenta que para as crianças já existem algumas regulamentações delimitando o tempo para que as mesmas fiquem expostas às telas.
Isso porque, segundo ele, os prejuízos que podem ser causados tanto a crianças quanto adultos são enormes. Geralmente são sinais relacionados à parte familiar, funcional, profissional e de vida. “Quando o indivíduo começa a deixar de fazer coisas importantes e ter prejuízos em função de telas, jogos, mídias sociais, é um sinal de alerta muito importante”, enfatizou.
Prejuízos que a Jaqueline não deixa a Rafaela Alves de Souza de 11 anos passar e a menina, desde cedo já entende. “Eu sei que tudo o que minha mãe faz é para o meu bem. Embora, algumas vezes queira ficar mais na internet, sei que quando ela controla é para meu bem”, finalizou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS