quinta, 04 de junho, 2026
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No dia 2 de junho de 2021, Mato Grosso do Sul transferia a primeira paciente com covid-19 para um hospital em Rondônia. Em meio a cenário de calamidade sem precedentes, o Estado se via com sistema de internações colapsado e já não conseguia mais receber doentes.
Um ano e quatro meses depois, com mais de 88% da população imunizada com pelo menos uma dose da vacina, dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontam realidade que nem de longe se parece com o que já se viu por aqui. Conforme boletim epidemiológico, nesta quarta-feira (05), apenas oito pacientes estão hospitalizados no Estado, cinco deles em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
“As pessoas estão se vacinando e isso trouxe uma melhora significativa. Já não temos mais leitos de covid, apenas isolamento nas UTIs”, avalia o secretário estadual de saúde, Flávio Brito.
No entanto, o secretário alerta que, mesmo em meio a contexto favorável, é preciso estar em alerta com a doença. “A pandemia não acabou e é um grande erro pensar assim. Ainda temos pessoas hospitalizadas e morrendo, a maioria quem não se vacinou. Por isso, segue nosso apoio para que a população se vacine porque foi a vacinação que melhorou o cenário da pandemia e distensionou o sistema de saúde”, completa.
Ao todo, Mato Grosso do Sul soma 10.837 mortes e 581.344 contaminações pela covid-19 desde o início da pandemia. Na última semana, o Estado registrou a menor média móvel de mortes desde a semana de 8 de junho de 2020, com exceção no período entre 16 e 22 de dezembro de 2021.
Sistema em colapsoCom falta de leitos e até utilização de vagas improvisadas em unidades de saúde, Mato Grosso do Sul enfrentou caos no sistema de saúde em 2021. No dia 2 de junho, moradora de Bonito foi a primeira a sair do Estado em uma UTI aérea rumo à Rondônia. Na mesma semana, sete pacientes de Dourados, um de Itaquiraí e outros cinco de diferentes cidades foram levados para Porto Velo e para o interior de São Paulo.
Ao todo, 37 pacientes foram transferidos para outros estados por falta de leitos de UTI, do total, 17 não resistiram e morreram durante o tratamento.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS