quinta, 04 de junho, 2026
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Vitória Valdina Souza da Silva, de 22 anos, foi condenada a 17 anos e dez meses de prisão pela execução de Lailla Cristiane de Arruda. Ela é a última dos dez envolvidos no assassinato a ser julgada. O caso aconteceu em 2018 e a mulher foi apontada como a responsável por atrair a vítima para o local onde aconteceu o crime em Sonora, 362 quilômetros de Campo Grande.
Sentada no banco dos réus, Vitória sentou no banco dos réus da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande na quinta-feira (02). O julgamento teve início por volta das 8h e se estendeu por todo o dia. Em depoimento ela chegou a negar a participação no crime e que não comandou nenhuma execução.
Em abril do ano passado, os outros acusados foram condenados a um total de 257 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado, depois de quase 19 horas de sessão do júri. Vitória não foi julgada no mesmo dia, porque o advogado dela estava doente e não pôde comparecer.
A acusada já está presa há 4 anos e 8 meses e relatou durante o julgamento que na época confessou o crime porque sofreu violência física e psicológica. “Não sabia que iam matar a Lailla, conhecia ela havia três dias”, disse.
Na denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Lailla foi decapitada durante julgamento do “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), por pertencer à facção rival, Comando Vermelho (CV). Segundo Vitória, ela estava junto com a jovem quando o grupo invadiu a casa de seu irmão e passou a discutir com Lailla.
"Eu estava no meu irmão, quando invadiram a casa e pularam o muro. Ela [Lailla] era namoradora do Victor Hugo (já condenado pelo crime) e os dois começaram a discutir. Na hora não entendi o que estava acontecendo. Aí foi todo mundo para os fundos. Meu irmão mandou eu ir cuidar da minha cunhada, porque ela estava passando mal. Eu não vi o que aconteceu lá fora".
Em seguida, os acusados levaram Lailla para outro lugar e ela não soube o que aconteceu. Apesar de negar a participação, Vitória acabou condenada a 17 anos e 10 meses de prisão por homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menores. A sentença é assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida.
Caso - O crime ocorreu em 31 de maio de 2018. Lailla Cristina era garota de programa e estava mantendo contato, conforme a denúncia, com integrantes do Comando Vermelho. Ela foi sequestrada e decapitada, com os braços amarrados para trás, em um canavial próximo do Rio Confusão. O corpo foi localizado no dia 1º de junho. Na ocasião, além dos 11 presos, também foi apreendido adolescente por suspeita de participação no crime.
Julgamento - No dia 26 de abril do ano passado, Rodrigo França e Maycon Douglas Almeida Gonçalves da Silva foram condenados a 25 anos de reclusão. Alexandro Silva dos Santos e Odimar dos Santos pegaram 26 anos de reclusão. Uanderson Ferreira Ananias, Gelson da Silva e Matheus do Nascimento Silva foram condenados a 34 anos e 4 meses de reclusão.
Victor Hugo Lopes da Cruz recebeu pena de 24 anos de reclusão e João Paulo da Silva a 28 anos e 8 meses de prisão. Os nove réus foram condenados também ao pagamento de dez dias multa cada. O julgamento foi realizado em Campo Grande em razão do desaforamento da cidade de Sonora e todo o processo correu em segredo de Justiça.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal