quinta, 04 de junho, 2026
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Sucessos que não saem de moda são entoados pelo público fiel a um dos estilos musicais mais tocados do Brasil. O chapéu, a bota ou botina, junto ao jeans e camisa xadrez são uma identidade que faz parte da alma brasileira, em especial ao nosso Centro-Oeste. Com o agro em alta, Mato Grosso do Sul não podia encerrar um dos seus principais eventos culturais sem o sertanejo subir ao palco.
Leonito, Xonadão e Creone são os nomes da atual formação do consagrado Trio Parada Dura, o responsável por fazer dançar quem é de dança, cantar quem é do canto e chorar quem tem aquele sentimento preso na garganta e precisava soltar a sofrência guardada no coração - e não há palco melhor do que o Festival de Inverno de Bonito 2023 para isso.
"Cantamos músicas que marcaram. Procuramos tirar um sucesso de cada disco. Claro que tem os clássicos Telefone Mudo, Andorinhas, Fuscão Preto, entre outros, mas não deixamos de fora sucessos mais recentes como Aceita que Dói Menos e músicas de amigos nossos que são hinos da música sertaneja", comenta o sanfoneiro Xonadão, integrante do grupo desde 2005.
O tempo de carreira e os sucessos emplacados nas rádios e nas lojas de discos - que outrora ditaram o ritmo da indústria fonográfica - colocam o trio como um dos grupos musicais de maior sucesso do país, uma espécie de The Rolling Stones do interior brasileiro com quase 1,5 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming Spotify - fora 11 discos de ouro e cinco de platina, além de um DVD de ouro. São 100 milhões de discos vendidos desde 1972, quando foi criado.
"O segredo é justamente o repertório, graças a Deus sempre rico, desde o início. Usufruímos até hoje", explica Creone, que integra o Trio Parada Dura desde sua fundação, "junto a Arca de Noé", conforme brinca Xonadão sobre o tempo de estrada de um dos melhores grupos do país.
Em sua sexta formação, o Trio Parada Dura mantém a mesma qualidade de outrora, conseguindo renovar públicos e seguir sem perder a essência da raiz sertaneja. "A marca Trio Parada Dura é muito forte, então tivemos a felicidade de, apesar dos amigos terem partido, os que colocamos no lugar darem certo e estão aí até hoje", diz Creone, no alto dos seus 84 anos.
"Sempre mantemos a qualidade do show e quem caminha conosco tem o DNA do trio. Quando o Parrerito - falecido por causa da covid-19 em 2021 - se foi, várias pessoas famosas quiseram entrar para o trio, mas não tem o DNA. Eu tenho, o Leonito também, e por isso estamos aqui", conclui Xonadão.
O Festival em 2023
Diferente dos outros anos, em 2023 o Festival de Inverno de Bonito teve um dia a mais, começando na quarta-feira (23) com diversas atividades e apresentações. O show principal foi de Fafá de Belém, enquanto na quinta quem subiu no palco foi Paulinho Moska e Maria Gadú. Na sexta, o show principal foi de Iza, com Emicida se apresentando no sábado no Palco das Águas.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS