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Tribunal de Justiça de MS
A Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, que foi designada temporariamente para responder por essa 4ª Vara, instalada na Casa da Mulher Brasileira, continua titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Coxim
8 de março de 2025
Lucas Mamédio e Gabriela Couto/campograndenews/Redação Diário X
Criada, revogada e recriada: após este caminho, finalmente, a 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher foi inaugurada na sexta-feira (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande. A nova unidade, que vem para reforçar o atendimento às vítimas, no entanto, começa a funcionar de fato nesta segunda-feira (10).
No dia 6 de fevereiro, a Portaria nº 3001/2025 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul revogou a resolução que criava a 4ª Vara, sob o argumento de necessidade de mais estudos sobre sua viabilidade. Apenas seis dias depois, a jornalista Vanessa Ricarte, de 39 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-noivo, Caio Nascimento. Em um áudio divulgado após o crime, Vanessa relatava dificuldades no atendimento e reclamava que o agressor sequer havia sido intimado.
A repercussão da morte, que chocou o Estado, pressionou por uma resposta mais rápida do Judiciário. Pouco mais de um mês depois, a instalação da nova vara foi oficializada.
Com a nova vara, o TJMS dobra a capacidade de processamento de medidas protetivas na Capital. A unidade terá a mesma função da 3ª Vara, já existente na Casa da Mulher Brasileira, e ficará responsável por cerca de 2,7 mil processos. A expectativa é que a divisão acelere a tramitação de casos urgentes e amplie a proteção às vítimas.
“Nós podemos entregar o melhor trabalho ao jurisdicionado, à vítima de violência doméstica e familiar. São processos que nós nunca chamamos de processos, são vidas. Eu não queria estar fazendo esta ampliação, mas foi necessário”, afirmou a juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, que foi designada titular temporária da 4ª Vara.
A magistrada ressaltou ainda que cada caso será analisado individualmente, para garantir que as medidas protetivas sejam adequadas às necessidades das mulheres que buscam ajuda.
A Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, que foi designada temporariamente para responder por essa 4ª Vara, instalada na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, continua titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Coxim.
O presidente do TJMS, desembargador Dorival Pavan, destacou que a instalação da nova vara vem acompanhada de mudanças tecnológicas para aprimorar a atuação da Justiça no combate à violência doméstica.
“Estamos fazendo o que precisa ser feito com a vara. Também estamos em tratativas para que o sistema Sigo seja acessado pelos juízes das varas de violência doméstica, para facilitar decisões nos casos de autores com antecedentes criminais, permitindo medidas mais agressivas contra eles”, afirmou Pavan.
Outro avanço será a intimação via WhatsApp, que passará a ter a mesma validade da intimação presencial. Em casos específicos, a triangulação do sinal de celular por torres de telefonia permitirá localizar o agressor para que a intimação seja feita pessoalmente.
Além do aumento no número de processos julgados, a nova vara contará com estrutura voltada para a assistência social e psicológica das vítimas, incluindo cartório, gabinete para juiz, sala de apoio e espaço para atendimento humanizado.

Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS