quarta, 03 de junho, 2026
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Ontem, dia 10 de setembro foi celebrado o Dia Mundial de Combate ao Suicídio, criado para as pessoas refletirem sobre o problema. Nesta data, os casos de pessoas que tiram a própria vida acabam tendo um efeito simbólico e chamam a atenção. Em Mato Grosso do Sul, foram três casos que vieram a público.
Este domingo amanheceu triste para parentes e amigos de Ana Valeria Pio da Silva, 18 anos. Um primo que havia combinado de sair com ela, estranhando não ter respondidas suas ligações, foi até a casa de Ana para saber o que aconteceu.
Sem resposta também ao chegar na casa, no Jardim Imá, em Campo Grande, Ricardo Vieira pulou o muro da residência e foi até a edícula onde a prima vivia. Ao chegar ao local, encontrou Ana da Silva sem vida, com indícios de que havia cometido suicídio.
Segundo relatos de parentes registrados em Boletim de Ocorrência, Ana não apresentava nenhum indício de que poderia cometer tal ato, até mesmo porque, horas antes, ela animara uma festa em família tocando violão. E não apresentava sinais de depressão.
Uma vizinha de Ana, que prefere não ser identificada, também relata ter ficado perplexa diante do que aconteceu, pois Ana sempre foi “animada, jovem, cheia de vida”. “Não consigo colocar na minha cabeça que isso aconteceu”, diz a vizinha incrédula, que chegou a falar com Ana há alguns dias. “Sempre foi sorridente e alegre, a gente não consegue entender o por quê”.
Deodápolis, a 252 km da Capital, também amanheceu de luto. Ex-primeira dama da cidade, Cirene Passarini Martins, cometeu suicídio, de acordo com o site Fatima News. Cirene foi casada por anos com o ex-prefeito Manoel Martins, o ‘Manezinho’.
Segundo informações do portal, o corpo foi encontrado por uma irmã que chegou à casa na manhã de hoje acompanhada de amigos.
Cirene era coordenadora do EJA (Educação de Jovens e Adultos) na rede municipal de ensino de Deodápolis. Professora, sempre participou das causas sociais. Nos últimos anos ela vinha lutando contra um câncer.
No fim da tarde deste dia de combate ao suicídio, o indígena Cleiton Ramires, 16 anos, foi atropelado por um caminhão na MS 156, entre os municípios de Itaporã e Dourados, aproximadamente 233 km de Campo Grande.
Morador da aldeira Bororó, no norte de Dourados, uma das lideranças do local informou que o rapaz tinha ideias suicidas e que já tinha planejado como alcançaria esse objetivo. Com isso, a principal suspeita é de que o atropelamento não foi um acidente qualquer.
Tanto Ana Valeria Pio da Silva, quanto Cleiton Ramires fazem parte de grupos com maior incidência de casos de suicídio: jovens e indígenas.
Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio é, hoje, uma epidemia e uma das principais causas de morte em todo o mundo, especialmente entre os jovens. Um suicídio acontece no mundo a cada 40 segundos, quase 800 mil vítimas por ano, e desse total de casos, segundo a OMS, 90% poderiam ser evitados.
Em Mato Grosso do Sul, outra particularidade é a questão indígena. O segundo Estado com a maior população de índios de todo o Brasil ainda engatinha quando o assunto é a prevenção do suicídio entre as comunidades. O relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2015, publicado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) em 2016, mostrou que metade dos suicídios entre indígenas ocorridos em 2015 no Brasil aconteceram no Estado.
Prevenção
Durante todo o mês é celebrado o “Setembro Amarelo” - campanha criada em 2014 para simbolizar a prevenção ao suicídio. Em Mato Grosso do Sul, no entanto, até o momento não houve agenda oficial da Prefeitura e do governo do Estado para abordar o tema.
A Prefeitura, conforme explicação da assessoria de imprensa, faz o lançamento oficial da campanha somente daqui alguns dias, em local e horário ainda indefinidos. A SES (Secretaria Estadual de Saúde), por outro lado, não terá nenhuma ação, segundo a assessoria de imprensa da pasta.
Novo canal - Mato Grosso do Sul terá um novo canal para prevenção. A partir do dia 30 de setembro o CVV (Centro de Valorização da Vida) passará a atender gratuitamente pelo 188 em Mato Grosso do Sul e mais 7 estados brasileiros.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS