quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Quatro traficantes foram presos na madrugada desta quarta-feira (24), em uma boca de fumo na Vila Donaria, em Bonito, cidade a 297 quilômetros de Campo Grande. No local, eles usavam buraco onde no muro onde ficava o registro de água para repassar a droga aos “clientes” e monitorar a movimentação na rua com a ajuda de um espelho.
De acordo com o registro policial, após várias denúncias sobre o local funcionar como ponto de venda de drogas, os policiais fizeram campana para monitorar a movimentação e perceberam o intenso movimento de pessoas que iam até a casa na Rua Joana Sorta.
Com uma viatura descaracterizada, a equipe abordou um dos usuários, neste momento um outro carro estacionou em uma rua paralela para consumir a droga e o suspeito sacou um revólver calibre 22, mas ao perceber que eram policiais jogou a arma no banco do veículo. Ela estava com 6 munições intactas.
A equipe fez a revista ao usuário e ele afirmou que dentro da carteira havia uma trouxinha de cocaína e contou onde havia comprado a droga. Ele recebeu voz de prisão e foi levado algemado até a Delegacia de Polícia Civil da cidade.
Após isso, os policiais então foram até a casa e abordaram dois usuários bem em frente ao local, que estava com o portão trancado. A equipe verificou então que a droga era passada por cima do muro ou através de um buraco onde seria colocada a tubulação para o registro de água e tinha um espelho para que os traficantes pudessem observar ainda a movimentação da rua.
Os policiais pularam o muro da casa e enquanto isso, um rapaz de 21 anos, identificado apenas como Maicon, jogou alguns papelotes de cocaína, já vazios, no tanque de lavar roupas, que estava com o ralo tapado e com água, preparado para o descarte da droga em caso, já que não havia encanamento. Do lado, foram encontradas duas porções de crack.
Dentro da casa, os policiais encontraram ainda Adriano Leandro Cabral, 26 anos. Ele chegou a se trancar no local e os policiais precisaram fazer uso de força para segurá-lo e revista-lo. Outros dois suspeitos foram presos, David Gabriel e Dione Rafael da Silva – 19 e 25 anos. Eles ficavam do lado de fora e eram responsáveis pelo primeiro contato com os usuários.
Após a negociação da droga, os dois iam até o muro, onde ficavam Maicon e Adriano, para pegar o entorpecente e entregar aos “clientes”, que consumiam ali mesmo. Um dos rapazes confirmou que praticava o tráfico e indicou Cabral como seu patrão.
Maicon também chegou a confessar que estava vendendo crack e cocaína na casa e que esperavam chegar mais drogas. Ele disse à polícia, traficava para consumir entorpecentes e que a cada duas porções que vendia, ganhava uma.
Adriano disse à polícia que no local funcionaria um bar, no entanto estava sempre com as portas fechadas e cadeado no portão. Na casa também não foram encontrados que indicassem que seria um estabelecimento comercial
Todos os quatro foram presos e levados para a delegacia. Eles vão responder por tráfico de drogas e associação criminosa. Dentro da casa foram apreendidos 5 aparelhos celulares, 3 máquinas de cartão de credito, 1 simulacro de arma de fogo, 1 parafusadeira, 1 furadeira, 1 cédula de dinheiro estrangeiro equivalente a 5.000,00 guaranis e ainda o valor em dinheiro trocado de R$ 1.557,00 (provenientes da venda de entorpecentes), sendo que o dinheiro estava embaixo da cama de Adriano.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS