quinta, 04 de junho, 2026
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O quilo do tomate a R$ 21,99. Parece mentira, mas não é. Um leitor encaminhou a imagem para a reportagem ilustrando o preço alto nas gôndolas dos supermercados. Neste caso, o produto foi encontrado por este valor na Rua Rui Barbosa. Nos últimos dias, o valor já estava alto, mas chegou ao ápice nesta semana.
Conforme os revendedores, a alta de preços dos combustíveis turbinando o frete, as estiagens prolongadas e as enchentes nos locais de plantio, maioria fora de Mato Grosso do Sul, são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento do tomate.
Em outro supermercado da mesma rede, foi possível encontrar na sexta-feira (25) o produto, o tomate italiano, a R$ 17,79. Outros leitores disseram ter encontrado o produto a R$ 19,99 e a R$ 12,99, mas de um tipo diferente, o tomate salada.
Um levantamento feito na Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Groso do Sul) na semana passada mostra que apenas a maçã-gala e a ponkan passam por um momento de queda de preços no universo dos hortifrútis.
Fernando Begena, diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa MS, explica que, no caso da maçã-gala, a queda de preços é de 4,76%, com o preço baixando de R$ 105 para R$ 100, na caixa de 20 kg. Já na ponkan, a queda de preços é ainda maior: 7,14% e, neste caso, a caixa com 20 kg caiu de R$ 70, para R$ 60. “Nestes dois casos específicos, a queda de preços acontece porque é época de colheita e a oferta tem sido grande”, disse Fernando Begena.
Os demais produtos estão em alta de preços. O vilão do mês, segundo Fernando Begena, é a cenoura, que, só na última semana, aumentou 15%, mas que, de janeiro para cá, ficou 80% mais cara. “Só aqui na Ceasa o quilo da cenoura está saindo a R$ 9,50 e a caixa com 20 kg está com preço de R$ 190. Onde se planta cenoura choveu muito e só para retirá-la do solo os gastos aumentaram 30%. O solo está encharcado”, explica Begena.
Na Ceasa MS, 85% dos produtos são oriundos de outros estados e os preços de todos eles foram afetados por fatores climáticos e pelo aumento nos preços dos combustíveis. É a chamada logística do frete/transporte mostrando efeitos nocivos para o bolso do consumidor. Isso porque a batata também está em alta de preços, só que de 6,45% na última semana, embora no acumulado esteja em mais de 40%. Na última semana, a caixa com 20 kg aumentou de R$ 155, para R$ 165. O repolho verde ficou 14,28% mais caro, com o valor da caixa de 20 kg subindo de R$ 70 para R$ 80.
No tomate, o raciocínio é semelhante. Esta semana, a caixa com 25 kg vem sendo comercializada a R$ 140, mas ano passado custava R$ 80. Na abobrinha verde, o preço da caixa com 20 kg saltou de R$ 85 para R$ 90 — uma alta de 5,88%. O mamão ficou 9% mais caro, com o preço da caixa de 10 kg saltando de R$ 110 para R$ 120.
No melão espanhol, a elevação de preços foi de 7,25%, com o valor da caixa subindo de R$ 70 para R$ 75. Neste caso, o recesso do carnaval fez atrasar as entregas vindas do Rio Grande do Norte. Até o quiabo está mais caro: o preço da caixa com 15 kg saltou de R$ 85 para R$ 100 — encarecimento de 17,64%.
Tomate e mais alimentos puxam inflação
Puxada pela alta nos preços dos alimentos, a prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), avançou 0,95% na passagem de fevereiro para março. É a maior taxa para um mês de março desde 2015, quando chegou a 1,24%.
O resultado levou o indicador a acumular 10,79% em 12 meses. O número veio acima do esperado pelo mercado, que projetava alta de 0,87% no mês e 10,69% em 12 meses segundo mediana da Reuters.
Os dados são do IPCA-15 e foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira. Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta em março. O principal destaque foi o segmento de alimentos e bebidas, que acelerou frente ao mês anterior, subiu 1,95% e foi responsável por quase metade da alta da taxa no mês, contribuindo com 0,40 ponto percentual no índice.
A alta foi puxada pelo aumento dos preços de alimentos para consumo no domicílio, que subiram por conta de fatores climáticos como a estiagem no Sul e as chuvas no Sudeste, que afetaram as produções.
O preço da cenoura disparou 45,65%. O tomate também teve alta expressiva, com avanço de 15,46%. Já as frutas subiram 6,34%.
As altas atingiram ainda os preços da batata-inglesa (11,81%), do ovo de galinha (6,53%) e do leite longa vida (3,41%). No lado das quedas, o preço do frango em pedaços recuou 1,82%, após cair 1,31% em fevereiro.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS