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Tenente Coronel Adão Rosa lança cartilha contra as drogas

A cartilha traz uma abordagem simples, didática, muito acessível para a família

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25 de março de 2015

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Ana Flávia Dorsa

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Pós graduado em gestão de segurança pública, com cursos de repressão ao narcotráfico pela Polícia Federal, curso de estratégia em segurança somado a 28 anos de experiência frente a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, o tenente coronel Adão Rosa, atual comandante do 5° BPM de Coxim, agora lança uma cartilha contra as drogas.
A ideia surgiu ao longo da carreira em parceria com um grupo de pais de uma academia de Karatê na cidade de Mundo Novo. Desde então, a união de forças resultou no projeto “De olho no Futuro” que foi ganhando espaço e teve o apoio do Conselho municipal antidrogas e que agora recebeu o apoio dos municípios da Região Norte, poder judiciário, escolas, igrejas, imprensa, comércio e diversos segmentos da sociedade.
A cartilha traz uma abordagem simples, didática, muito acessível para a família. Apresenta os tipos de drogas e seus efeitos, não apenas o momentâneo, mas mediante o uso prolongado. No seu interior, um dos conteúdos mais importantes são os sintomas do usuário, afinal muitos pais ainda desconhecem e assim não percebem a aproximação da droga na vida familiar.
Com teor de orientação, a cartilha também indica quais as medidas que os pais devem tomar em caso de perceberem que o filho está fazendo o uso de drogas e em contrapartida como prevenir a chegada dela até as mãos dos jovens. 
O diálogo também é frisado na obra que finaliza com uma pesquisa e uma pequena atividade para tornar a cartilha mais interativa, mesmo ela tendo todo um layout colorido, com caricaturas e fotos de algumas crianças vestidas de profissionais.
“Decidi escrever essa cartilha depois de perceber que aqueles que iniciam o uso, desconhecem os males que estes entorpecentes causam na família e na saúde. A falta de informação é a principal brecha que a droga encontra para chegar até às famílias. E hoje, ela está presente em todas as camadas sociais”, .
O comércio da droga segundo o comandante é uma rede muito grande que chega a fazer todo um trabalho de pesquisa de mercado e marketing para chegar as classes sociais. Nos mais abonados, chega de mansinho, para tornar o ambiente mais descolado, já nos mais humildes, vem com a proposta de se tornar uma forma de ganhar dinheiro.
Para o coronel a droga ilícita que encontra o maior mercado é a maconha e cocaína e o grande fato é que elas estão entrando cada vez mais cedo na vida das pessoas. “Muitas vezes ela está implantada dentro das casas, os pais vendem a droga, consomem e a criança já nasce naquele meio tendo o primeiro contato através da mãe. É uma mistura bem triste de leite materno, cocaína ou maconha. Com isso, tem crianças que já nascem dependentes. É um problema social que não envolve somente a polícia, mas toda a sociedade”.
Com a cartilha, o tenente coronel acredita estar fazendo a sua parte, mas chama atenção para que todos contribuam de alguma forma contra esse problema, pois, acredita que o consumo de drogas é fruto de problemas assistenciais, falhas da educação, falhas nos projetos sociais. Hoje para Rosa, a polícia militar está dando exemplo, está trabalhando com programas educacionais para combater esse mal. 
“Só quem tem algum usuário na família sabe o tamanho do buraco que isso causa na célula máter e na sociedade como um todo. Os dados são alarmantes. Hoje a população carcerária é enorme, mal cuidada, mal instruída, e advêm em cerca de 60% de crimes que tem ligação com a droga. Acredito que Coxim é um município pequeno que tem possibilidades de controlar esse problema. As famílias precisam contribuir com o trabalho da polícia e dar limites para seus filhos”, enfatiza o coronel. 
Rosa pede para que os pais fiquem atentos as mudanças de comportamento. Sintomas como afastamento das atividades da casa, da escola, olhos vermelhos, má alimentação, falta de disciplina, marcas nos braços podem indicar o perigo. 
“Hoje o maior problema que vejo é a ausência da mulher dentro do lar. Foi uma perda muito significativa para a sociedade. A mulher sempre foi o esteio e a sua ida para o mercado de trabalho balançou as estruturas da família contemporânea. Desta forma ela terceirizou seu trabalho e aumentou sua carga de atividades. Portanto chamo atenção das mães para que mesmo cansadas, quando chegarem em casa,  se concentrem no seus filhos e deixem as questões domésticas em segundo plano. Cuidem do que seu filho está fazendo, acompanhem ele na escola. Também chamo atenção dos pais que ajudem as mulheres nessas jornadas e cuidem de perto dessas crianças e jovens, colaborando com a mãe nessa atividade”, recomenda o tenente coronel. 
Rosa disse que não mede esforços para combater esse tipo de crime e que o caso que mais marcou sua carreira, foi a de um homem que sobre o efeito de drogas, estuprou e matou uma criança de seis anos de idade. Esse caso doeu não apenas no psicológico do tenente coronel, mas na consciência de que é preciso lutar de forma incansável contra as drogas que faz tantas vítimas e apaga a vida de tantos inocentes. 
“Enquanto estiver com o poder de polícia em mãos farei tudo para combater as drogas, isso para mim é incansável, e quando me aposentar também estarei sempre aberto para ser voluntário neste tipo de trabalho”, finaliza o comandante.  

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS