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TCE-MS conhece caso de sucesso de Alcinópolis em prol da primeira infância

Uma equipe do Tribunal esteve no município para ver de perto as ações desenvolvidas a partir do PMPI

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24 de junho de 2024

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Tania Sother/TCE-MS

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O coordenador-geral do Programa Integrado pela Garantia dos Direitos da Primeira Infância do TCE-MS, conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira, esteve nesta semana no município de Alcinópolis, localizado a 311 quilômetros da capital do Estado. Acompanhado do diretor da Secretaria de Controle Externo da Corte de Contas, Eduardo Dionizio, da coordenadora da dimensão capacitação do Programa, Sandra Rose Rodrigues, e da auditora de controle externo Flávia Buchara, eles foram ver in loco as ações desenvolvidas no município a partir do Plano Municipal da Primeira Infância.

Desde 2022 as ações voltadas para o atendimento à primeira infância são desenvolvidas com base nas diretrizes do Plano Municipal da Primeira Infância. O município, que tem pouco mais de 4500 habitantes, foi o primeiro do Estado a implementar uma Comissão de trabalho e instituir o PMPI e, desde então, adotou ações para um atendimento amplo e integrado das necessidades das crianças de zero a seis anos de idade.

O diretor da Secretaria de Controle Externo do TCE-MS e responsável pela dimensão fiscalização do Programa da Primeira Infância, Eduardo Dionizio, explicou o porquê da visita a Alcinópolis. “É importante o TCE ver as experiências práticas exitosas porque, além de ser órgão fiscalizador, queremos mostrar as boas práticas que estão acontecendo e que podem ser adotadas e até copiadas por outros municípios”.

Logo na chegada a Alcinópolis, a equipe do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul teve uma pequena amostra do trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes no município. A recepção coube aos integrantes da Banda Municipal “Iulle Martins Rezende”, um dos projetos de sucesso que envolve 70 crianças e adolescentes.

A apresentação foi feita na sede da Banda, construída em 2011. O prefeito Dalmy Crisóstomo da Silva explica que o projeto é 100% patrocinado pelo município e que todos os integrantes recebem uma bolsa auxílio.

No dia seguinte, o conselheiro e demais integrantes da equipe de trabalho do TCE-MS assistiram uma explanação na Câmara Municipal e conheceram a equipe que trabalha diretamente com as crianças de Alcinópolis. O secretário de educação, cultura e esporte, Jesus Aparecido de Lima, relatou que todo o trabalho começou a partir de uma escuta ativa das necessidades e desejos das próprias crianças. Foram levantadas questões como a necessidade de espaços públicos, como praças e parques, infraestrutura que garantisse o acesso das crianças da área rural e até mesmo um passeio seguro por meio de calçadas e ciclovias.

“É preciso sensibilidade na escuta das crianças, ter um olhar diferente em todos os setores, como educação, saúde, assistência social, poder enxergar a criança, seus desejos e necessidades. E essa escuta sensibilizou toda a cidade e os gestores. Formamos uma comissão, contratamos uma consultoria e capacitamos o nosso pessoal. Fizemos o plano, incluímos no orçamento e desde então estamos trabalhando para atender os pedidos das crianças. Hoje também trabalhamos para garantir a acessibilidade nas ruas e ciclovias, e fazemos as intervenções em escolas e praças”, contou Jesus de Lima.

O Comitê de trabalho para a construção do PMPI foi criado em agosto de 2021 e em 2022, já com um Plano Municipal, foi possível incluir as políticas públicas para a primeira infância nos instrumentos de planejamento orçamentário como PPA, LOA e LDO. Desde então nasceram programas como o “Construindo o futuro, cuidando do presente”, “A caminho de uma escola legal”, “Bem nascer”, “Funcional Kids”, entre outros.

Hoje a educação no município de Alcinópolis atende a 600 crianças com faixa etária de zero a 10 anos de idade. Trinta e seis por cento vêm da área rural, o que fez o município ter um olhar especial para o transporte rural. Hoje são 19 linhas que rodam 50 mil quilômetros por mês para o transporte, com segurança, das crianças até a escola.

A equipe do Tribunal de Contas também viu de perto o funcionamento do Centro de Educação Infantil “Breno Crisóstomo Duart”, que atende 240 crianças de 0 a 5 anos de idade; a obra de implantação da Praça da Primeira Infância; a Academia da Saúde, a área de lazer “Adivina da Silva”; a Escola Municipal Alcino Carneiro, que atende 600 alunos do 1º ao 9º ano; o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS); e o Centro de Atendimento a Criança e ao Adolescente (CACA) que oferece um serviço de convivência e fortalecimento de vínculo para 45 crianças; além da horta medicinal e o serviço de atendimento às gestantes.

Ainda no dia da visita, a equipe acompanhou uma ação da Secretaria de Saúde realizada anualmente para o acompanhamento da saúde das crianças de 2 a 12 anos. Durante toda a tarde mais de mil crianças passaram pelo local para a atualização das vacinas, pesagem e consultas médicas. “Hoje fazemos a segunda ação kids, encontro das mães atípicas e gestantes, para o acompanhamento de forma integrada do desenvolvimento das nossas crianças e para poder oportunizar, por meio das secretarias, políticas públicas para as famílias que têm necessidade de uma atenção especial”, destacou o secretário de saúde João Abadio de Oliveira Neto.

O prefeito Dalmy Crisóstomo ressalta que para isso tudo acontecer foi necessário o envolvimento de toda a equipe, o apoio da Câmara de Vereadores e integração de todas as secretarias. “O resultado desse trabalho em rede é que já começamos a colher os frutos, com crianças crescendo em um ambiente favorável para se tornarem pessoas de bem. Acredito que nosso município dá exemplo que se todos abraçam a causa é possível realizar e fazer muito pelo bem das crianças”.

O coordenador do Programa da Primeira Infância do TCE-MS, conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira, explicou que esse ano o trabalho do Comitê é dedicado ao planejamento estratégico, a elaboração dos Comitês, PMPI e inserção das ações no orçamento de 2025. “Alcinópolis é um caso de sucesso que tomamos conhecimento e, por isso, viemos conhecer essas ações para analisar e levar ao conhecimento dos outros municípios que estão elaborando seus planos. Vemos que aqui houve um emprenho muito grande da administração e esperamos contar com esse exemplo para que os outros municípios tenham o mesmo êxito. Eles já estão colhendo o resultado disso e desejamos, pelo exemplo, vamos dar um impulso nos demais municípios do Estado”.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS