quinta, 04 de junho, 2026
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A história da noiva que contratou maquiagem social e omitiu que seria seu casamento para não precisar contratar o pacote de noiva, acendeu uma discussão necessária: você já ouviu falar no “custo rosa”?
A taxa rosa é o plus de custo que pagamos a mais pelos mesmos produtos, porém destinados às mulheres. Se você comprar ibuprofeno na farmácia, o comprimido normal custa R$10, mas o FEM, indicado para cólicas menstruais, custa R$20. Aparelho de barbear, o amarelo custa R$10 mas o rosa, teoricamente indicado para peles femininas, custa R$30.
Roupa de menina custa mais caro, laços de fita, chapéus, bolsinhas, bonecas, Barbies, cozinhas de brinquedo, tudo mais caro que bolas e carrinhos. Uma camiseta masculina custa R$50, uma blusa feminina não sai por menos de R$89. Shampoo, condicionador, máscara de cabelo, todo cosmético para a mulher custa o dobro do preço. Do pijama ao chinelo, tudo que for rosa tem acréscimo de preço.
A Pink Tax é objeto de estudo no mundo todo, especialmente em países com níveis maiores de consumo, como os EUA – nesse recorte de realidade temos um acesso maior a produtos de grife, perfumes refinados, alta costura.
No Brasil, uma pesquisa da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) aponta que produtos cor de rosa ou com personagens femininos custam, em média, 12,3% a mais que os outros. O estudo também aponta que roupas de bebê femininas encarecem mais de 20% em relação às masculinas.
E precisamos ir além: produtos de uso exclusivo para mulheres, como absorventes, não são itens baratos, embora de primeira necessidade. Tanto que, após anos de discussões e trâmites em Brasília, apenas este ano a farmácia popular vai finalmente começar a distribuição de absorventes para mulheres e meninas em situação de pobreza menstrual.
Nessa conta podemos adicionar outros custos que vêm de questões culturais: você já fez o teste de levar seu carro no mecânico sozinha, e depois, um homem levar o mesmo carro em outro mecânico? Eu te garanto, a menos que o profissional seja muito, mas muito honesto, o orçamento para a mulher será mais caro.
O corte de cabelo para um homem no salão usando estrutura, técnica, produtos, chapinha, secador e finalizador, vai custar X. O corte feminino no mesmo espaço, usando os mesmos recursos, vai custar o dobro. Se colocarmos na ponta do lápis, o único ponto que impacta realmente no custo do salão é a quantidade dos produtos usados no cabelo, que se o da mulher for curto, ainda dá elas por elas. No final, o cara corta o cabelo, faz as unhas e ainda toma uma cerveja pagando menos que um corte de pontas feminino.
O homem paga R$40 em um pacote com 3 cuecas, mas um conjunto de lingerie feminina não sai por menos de R$300. Um homem consegue se vestir para um casamento comprando um terno de R$700 e um sapato de R$300, usando uma camisa branca que já tem. A mulher vai gastar R$1.300 para alugar um vestido, R$400 na sandália, R$250 na bolsa, mais R$400 para maquiagem e cabelo.
Todo o marketing de produtos para a casa é feito pensando na mulher: desde enxovais caríssimos, lençóis de milhões de fios, toalhas, bordados, eletrodomésticos, aromatizadores de ambiente, até produtos de limpeza. Lojas de decoração, floriculturas e pet shops são nichos de mercado voltados para o consumo feminino. Toda essa estrutura é pensada para uma mulher que tenha um provedor e possa gastar esse dinheiro extra, que não seja retirado do orçamento de contas básicas.
Isso tudo seria uma questão de mercado para se estudar, se não tivéssemos nessa conta o fator econômico e social da mulher brasileira: salários menores, empregos que pagam mal e trabalho doméstico não-remunerado. Mulheres gastam mais para viver e recebem menos.
Trabalhos femininos como atendente de telemarketing, recepcionista, secretária, babá ou empregada doméstica, não têm plano de carreira nem perspectiva de crescimento real.
Poderia acrescentar aqui o fator evasão escolar, da moça que engravida e é abandonada pelo pai da criança, sendo obrigada a largar os estudos, abrir mão da faculdade e de uma carreira que lhe permita ganhar melhor. No Brasil, hoje, são mais 11 milhões de mulheres nessa condição.
A Pink Tax não é um conceito novo, pelo contrário, faz parte de uma grande roda que inclui a cultura da insatisfação com a própria imagem, um conceito oferecido a todas nós desde a infância. Mulheres são socializadas para se detestarem, e assim consumirem desde remédios para emagrecer e cirurgias, até cosméticos caríssimos e procedimentos estéticos que prometem a juventude eterna que a sociedade nos cobra.
Essa conversa vai muito além do consumismo. Existe uma cadeia gigantesca de lucro alimentada pelo custo rosa, pela literal venda de necessidades às mulheres. Tenho esperanças de que o desprendimento da geração Z impacte também em um comportamento feminino mais livre no futuro, de mulheres que diante dessas imposições, encham o peito para responder de boca cheia um sonoro “Não sou obrigada”.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal