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Setembro Amarelo: 130 pessoas já se suicidaram em MS este ano

Com a pandemia, os números pularam de 187 casos em 2020, para 241 em 2021. Em 2022 foram registrados 223 suicídios em Mato Grosso do Sul, segundo a Polícia Civil.

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8 de setembro de 2023

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Fernanda Kintschner/Alems

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Em alusão ao Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) convida para a reflexão sobre como reconhecer sinais de quem precisa de ajuda. Instituída em âmbito estadual pela Lei Estadual 4.777/2015, de Mara Caseiro (PSDB), a Campanha Setembro Amarelo estimula o debate para o enfrentamento dos casos que se tornaram questão de saúde pública.

Segundo dados da Polícia Civil, até o fechamento desta matéria, 130 pessoas já tiraram a própria vida no Mato Grosso do Sul, sendo 87 homens, 23 mulheres e 20 boletins de ocorrência sem o gênero informado. Sete destas pessoas eram adolescentes, sendo em julho o mês com mais casos: 25.  Com a pandemia, os números pularam de 187 casos em 2020, para 241 em 2021. Em 2022 foram registrados 223 suicídios em Mato Grosso do Sul, segundo a Polícia Civil.

Os sinais mais comuns foram listados pela psicóloga Natielle Braga, pós-graduada em Terapia Cognitiva e com especialização em métodos de prevenção ao suicídio, em entrevista à TV Assembleia, para o programa Juventude em Pauta. Segundo a especialista, é preciso observar se a pessoa: tem falado sobre morte, se há afastamento do meio social, demonstra não ter perspectiva de vida (falta de sonhos para o futuro), faz despedidas, se desfaz de objetos que sempre foi apegada, resolve pendências que eram entraves, não cuida mais da aparência (sempre foi vaidosa e agora nem corta mais o cabelo) e tem ideações suicidas.

“Em torno de 90% das pessoas que cometem sofrem de uma doença psiquiátrica. Quem tem uma depressão, uma ansiedade não tratada, dificuldade de lidar com as situações, isso vai criando dentro dela toda uma fantasia que, para quem está em sofrimento, que desde a infância não consegue falar e reproduzir os sentimentos, sobre aquilo que atormenta ela, ela vai expressar tentando ou atentando contra a própria vida”, explicou a psicóloga, que relembrou que há também questões de ordem financeira e perda de pessoas queridas que pode levar as pessoas a procurarem pelo suicídio.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS