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SES nega irregularidades em vacinação infantil e relata instabilidades em sistema do SUS ao STF

Em resposta a solicitação do STF (Supremo Tribunal Superior) sobre vacinação contra Covid-19 em crianças e adolescentes, o Governo de Mato Grosso do Sul afirmou que orienta apenas uso de doses recomendadas para o público desta faixa-etária.

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27 de janeiro de 2022

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Midiamax/LD

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Em resposta a solicitação do STF (Supremo Tribunal Superior) sobre vacinação contra Covid-19 em crianças e adolescentes, o Governo de Mato Grosso do Sul afirmou que orienta apenas uso de doses recomendadas para o público desta faixa-etária. O Estado pede ainda o indeferimento da petição assinada pelo advogado-Geral da União, Bruno Bianco.

“A SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde) informa que segue rigorosamente as diretrizes descritas no PNO (Plano Nacional de Operacionalização) para a vacinação de crianças e adolescentes, e que, em nenhum momento, os municípios foram orientados a realizarem aplicações de vacinas diferentes àquelas preconizadas por meio de Resoluções CIB [Comissão Intergestores Bipartite]”, afirmou o Estado.

As respostas do Estado foram enviadas cinco dias após a ordem do STF, em 19 de janeiro deste ano. No documento, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) considera que o advogado-geral da União não tem autoridade para os questionamentos levantados aos Estados Brasileiros. “A referida autoridade pública não detém legitimação para tal postulação, a qual deveria ter sido formulada pelo Presidente da República”, justificou.

O Estado afirma que a demanda é ilegítima pelo pedido de não reconhecimento preliminar da viabilidade requerida na Petição/STF nº 1865/2022. O ato foi considerado pelo governador como “absoluta falta de legitimidade do postulante, o advogado-Geral da União, em seu próprio nome”.

No documento assinado pelo advogado-Geral, dados apontam que 1.014 crianças e adolescentes podem ter sido imunizados indevidamente contra a Covid-19 em Mato Grosso do Sul. A informação foi refutada pelo Estado, que nega aplicação de dose adulta em crianças e diz que houve 'inserções de informações erradas no sistema'

Respostas sobre a vacinação Apesar de contestar o pedido de tutela, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, responde aos questionamentos. “A SES-MS informa que segue rigorosamente as diretrizes descritas no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) para a vacinação de crianças e adolescentes”, inicia no documento a que o Jornal Midiamax teve acesso.

A SES explicou que todas as diretrizes e informes técnicos do Ministério são “apresentados, debatidos e consensuados na instância colegiada da Comissão Intergestores Bipartite – CIB”, constituída por 79 gestores municipais de saúde, gestor estadual e técnicos.

Além disso, apontou que o Estado criou uma comissão que avalia eventos adversos após a vacinação. “A Comissão objetiva avaliar as notificações de Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) graves, raros, inesperados e eventos adversos de interesse especial (EAIE)”, disse o secretário no documento.

Instabilidade recorrente Com a comissão, a SES afirma que é possível “proporcionar a tomada rápida de decisões de Vigilância em Saúde no âmbito da Secretaria”. A SES informou que a responsabilidade de inserção dos dados é dos municípios e relatou instabilidades no DataSUS desde 2011.

“Cabe a nós apenas o monitoramento e o apoio na compreensão de operacionalização de cada sistema, haja visto que a inserção dos dados, ou seja, registro dos mesmos cabe ao operador municipal”, esclareceu. Foi apontado que a posse do sistema de informação Esus notifica fica a cargo do Ministério da Saúde.

Sobre as instabilidades e ataques cibernéticos ao sistema, a Secretaria afirma que as “solicitações de averiguação e ajustes de instabilidade dos sistemas foram notificadas ao Ministério da Saúde”. Além disso, o secretário de Saúde informou que erros técnicos do RNDS foram documentados pelo Estado. No entanto, ressaltou a falta de dados entre 10/12/2021 e 21/01/2022 devido ao ataque virtual ao Ministério da Saúde. “Nossas bases de dados permanecem com dados anteriores ao incidente, sem condições de contabilização e/ou publicação de certificados vacinais”.

Segundo a Secretaria, os municípios foram notificados com ofícios logo após o recebimento dos questionamentos sobre a vacinação contra Covid em crianças e adolescentes. “Aguardamos a resposta dos mesmos, já que tais conferências não seriam possíveis após o ataque hacker nos sistemas do Ministério da Saúde ocorridos em dezembro de 2021 e só retornando (ainda com instabilidade) em 21 /01/2022”.

Relembre o caso O STF (Supremo Tribunal Federal) mandou o Ministério Público dos 27 estados brasileiros fiscalizarem de perto a vacinação em crianças e adolescentes. O despacho, publicado em 19 de janeiro, implicava na manifestação dos órgãos em 48 horas para a fiscalização dos pontos de imunização em menores de 18 anos.

A decisão atende a uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade, em outubro de 2021, que atenta para obrigatoriedade da vacinação em crianças e adolescentes conforme o artigo 14 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O partido argumenta que a imunização é considerada obrigatória, nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.

No entanto, a AGU (Advocacia-Geral da União) também teve o peso na decisão, ao apresentar dados levantados pelo Ministério da Saúde que relata imunização supostamente irregular em 57 mil crianças e adolescentes, que teriam recebido doses adultas do imunizante recomendado pela Anvisa para Covid, além de outras vacinas e também a vacinação precoce em crianças abaixo de cinco anos. Dessa forma, o ministro Ricardo Lewandowski decidiu que órgãos empreendam medidas necessárias quanto à vacinação de menores contra a Covid.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS