quinta, 04 de junho, 2026
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No último sábado (02), terminou o prazo estipulado pela legislação para o fechamento dos lixões a céu aberto nos municípios brasileiros. Apesar dos quatro anos de prazo, a maioria das cidades de Mato Grosso do Sul não conseguiu se adequar, como Coxim.
O prefeito da cidade, Aluizio São José (PSB), informou que ao assumir a administração, em janeiro de 2013, não encontrou nenhuma ação nesse sentido, mas, começou a trabalhar para mudar a realidade de Coxim.
Por meio do Cointa (Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Taquari), os prefeitos da região norte conseguiram o patrocínio por parte do governo do Estado para a elaboração de um Plano Regionalizado de Resíduos Sólidos.
O plano apontou que Coxim, Pedro Gomes e Sonora deveriam se aliar na construção de um grande aterro sanitário para atender os três municípios. A partir de então, os três prefeitos começaram a trabalhar nesse sentido.
Aluizio São José conta que projetos foram elaborados e cadastrados junto ao governo Federal, através da Funasa (Fundação Nacional da Saúde), mas até agora as cidades não obtiveram retorno.
“Não é um projeto pequeno, que demanda de pouco recurso. Dar a destinação correta ao lixo custa caro e os municípios dependem de recursos federais. A legislação estipulou o prazo, mas o governo Federal não criou programa para a construção dos aterros”, lamentou o prefeito de Coxim.
Entretanto, Aluizio não se exime da responsabilidade de resolver a questão, pois tem convicção que ao contribuir para a destinação correta do lixo vai deixar um grande feito para a população de Coxim.
Herança
Coxim era para ser um dos municípios pioneiros em Mato Grosso do Sul, até mesmo no Brasil, a dar fim no descarte de lixo a céu aberto, pois recebeu R$ 310 mil do Ministério do Meio Ambiente em 2002, na gestão de Osvaldo Mochi Junior (PMDB), para a construção de um aterro sanitário.
O fato é que o aterro sanitário nunca funcionou. Por conta dessa obra, Junior Mochi, que hoje é deputado estadual, é alvo de um processo movido pelo Ministério Público Federal, pelo qual já foi condenado em primeira instância a devolução de mais de R$ 1 milhão.
Além da devolução dos valores, Mochi teve os bens indisponibilizados, foi proibido de contratar com o poder público, assim como teve os direitos políticos suspensos por oito anos. Como cabe recurso, o deputado recorreu da sentença ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal