quinta, 04 de junho, 2026
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Para cumprir o Decreto estadual que prevê o toque de recolher das 20h até ás 5 da manhã, além de uma série de medidas de restrição, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) vai colocar todo efetivo à disposição para fiscalização, ações preventivas, serviço de inteligência e blitz de trânsito.
“A Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil vão empregar todo efetivo nesta força-tarefa, estando em diferentes locais para se fazer cumprir o Decreto. Também está previsto escalas extraordinárias e até a utilização de alunos dos cursos de formação nestas atividades”, afirmou o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira.
Ele anunciou estes procedimentos durante reunião na sede do MPMS (Ministério Público Estadual), que teve a participação de representantes de diferentes órgãos, como Defensoria Pública, OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Ministério Público, Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Sejusp e Prefeitura de Campo Grande. O encontro teve como objetivo alinhar as estratégias para a fiscalização do toque de recolher.
Videira adiantou que haverá uma avaliação para verificar que municípios precisam de uma fiscalização mais efetiva, e assim poderá deslocar efetivo para atender a demanda. “Muitas vezes uma cidade está precisando de mais policiais para fazer a fiscalização e em outras a situação está mais tranquila, assim podemos fazer este deslocamento”.
Também destacou que as ações serão de fiscalização para o cumprimento do toque de recolher, blitz no trânsito e autuações que podem inclusive resultar em ações penais a quem descumprir as medidas, assim como penalidades administrativas, como cassação de alvarás.
“Antes do Decreto entrar em vigor, já começamos as ações preventivas, inclusive com contato com empresários que promovem eventos, que já estão cientes das regras. Junto com as guardas municipais das cidades, com apoio da vigilância sanitária, estaremos orientando e se necessário aplicando as sanções mais rígidas”.
O secretário destaca que se for necessário também poderá usar a Tropa de Choque para dispersão de aglomerações ou grandes eventos irregulares. “Também será usado o serviço de inteligência e monitoramento para eventuais festas clandestinas, tendo alguns locais que já são visados”.
O delegado-geral da Polícia Civil, Adriano Garcia Geraldo, disse que o órgão vai trabalhar de forma integrada com as demais forças de segurança e instituições, registrando os casos de irregularidades, inclusive reforçando os plantões neste período.
“Nossa parte tem, a princípio, o papel de orientação, não sendo atendido, será necessário a atuação repressiva, com as sanções penais cabíveis. É inconcebível que o interesse individual sobreponha ao interesse coletivo, diante de uma situação grave na qual nos deparamos”.
Força-Tarefa
O Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Magno, afirmou que este trabalho em conjunto entre as instituições públicas e órgãos da sociedade civil visa evitar que a saúde pública de Mato Grosso do Sul entre em colapso. “Já estamos à beira do colapso, precisamos trabalhar juntos, esta reunião é justamente para alinharmos as ações de fiscalização para que as medidas deste Decreto seja cumprida”.
Ele destacou que a intenção é que estas novas regras gerem o reflexo desejado no número de casos e mortes em relação a Covid-19, assim como sobre a lotação de leitos nos hospitais. “Vamos fazer esta avaliação dia a dia, pois já estamos no limite. Muitos estados já tiveram que adotar o lockdown”.
Representando os municípios, o prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke, que é diretor da Assomasul, disse que as prefeituras vão cumprir o Decreto estadual na íntegra e que estas ações são necessárias neste momento de crise da pandemia.
O presidente da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Mansour Elias Karmouche, disse que a instituição vai ajudar nos trabalhos, oferecendo assessoria e suporte jurídico no que for necessário para o cumprimento das regras. “Agora precisamos trabalhar em conjunto para obtermos os resultados”.
Toque de recolher
O novo horário do toque de recolher tem validade de 14 dias, ou seja, segue de 14 a 27 de março, quando será reavaliada a situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso do Sul.
Durante o horário do toque de recolher, somente poderão funcionar os serviços de saúde, transporte, alimentação por meio de delivery, farmácias e drogarias, funerárias, postos de gasolina e indústrias.
Aos sábados e domingos, os serviços que não são classificados como de natureza essencial terão regime especial de funcionamento. Só poderão abrir e atender o público entre 5 e 16 horas.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS